22/09/2017
Ontem realizou-se mais uma AF ordinária cujo ponto forte era a 1ª revisão orçamental de 2017, situação normal, dado existir a necessidade de integrar o saldo de gerência do exercício de 2016 - imagens da proposta de revisão em anexo.
Fora do comum foi o valor global que acresceu ao orçamento inicial para 2017, sendo que aos cerca de 1 milhão e 380 mil euros, acresceram 228 mil euros, que representam cerca de 17%, para um total superior a 1 milhão e 660 mil euros.
Á beira das eleições autárquicas somos brindados com cerca de 115 mil euros para a aquisição de um novo autocarro e 50 mil euros para a recuperação do Polidesportivo 10 de Junho, abandonado pela Junta de Freguesia, sua legítima proprietária, há mais de 10 anos. Ambas as verbas, transferidas pela CM Amadora.
Ressalta também à vista um reforço brutal de mais de 40 mil euros para os espaços verdes que, com a verba incialmente prevista, apenas estão como estão.
Do que sobra, duplica-se a verba para "Promover idas a Espetáculos", passando a mesma para 6 mil euros e a das "Grandes Viagens", aberta inicialmente com apenas um euro, passa para 3 mil euros.
É com algum desalento que não vemos a CM Amadora nem a JF Alfragide a fugir ao modus operandi comum da generalidade das autarquias, transformando, ciclicamente, maratonas em corridas de 100 metros, guardando-se tudo para fazer um brilharete no final de mandato.
Sobre isto, apenas fazemos votos que a população de Alfragide saiba identificar o esquema eleitoralista e não se deixe influenciar no dia 1 de Outubro.
A última nota é triste e faz-nos pensar que o Bloco de Esquerda deve, realmente, incomodar muita gente. À falta de melhores ou até quaisquer argumentos, o líder da bancada do PSD usou da sua intervenção para disferir um ataque pessoal vil e calunioso ao eleito do Bloco de Esquerda, num episódio a todos os níveis lamentável. Da parte do eleito, dado que nem a bancada, nem as suas posições políticas foram visadas, não mereceu qualquer resposta pois a Assembleia de Freguesia é a casa da democracia mais perto das pessoas e não deve servir de palco para este tipo de comportamentos e atitudes persecutórias que recorrem ao "public shaming", sem qualquer suporte ou fundamento, baseado apenas no diz que disse para denegrir a imagem dos adversários. Um profundo agradecimento às bancadas que se condenaram este acto e se demarcaram imediatamente do mesmo.