31/03/2026
𝐀 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐞𝐧𝐭𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐔𝐫𝐛𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚̃𝐨
📣 Uma narrativa fabricada para consumo político
As declarações de João Nicolau sobre a alegada resolução de um impasse de 30 anos não são apenas imprecisas — são uma construção política deliberada, pensada para criar uma ilusão de eficácia onde ela simplesmente não existe. Não estamos perante um lapso ou um exagero inocente, mas sim perante uma tentativa consciente de manipular a percepção pública e de se apropriar de um processo que está longe de concluído. Este tipo de discurso fragiliza a confiança nas instituições e desrespeita a inteligência dos alenquerenses.
📣 A origem do problema: decisões erradas e opções duvidosas
A urbanização da Quinta do Brandão é o resultado direto de más decisões políticas tomadas pelo Partido Socialista nos anos 80. Foi o PS que aprovou um projeto urbanístico desproporcionado, desajustado e profundamente agressivo para a identidade histórica da Vila de Alenquer.
Quando o promotor falhou, como veio a acontecer repetidamente, o PS optou pela passividade cúmplice: não notificou, não exigiu, não atuou.
Mais grave ainda, aceitou práticas que levantam sérias dúvidas, como a substituição de garantias bancárias por lotes — uma solução que
contraria frontalmente as boas práticas de gestão pública. Não se tratou de distração ou incapacidade, mas sim de uma opção política cujas consequências recaem hoje sobre todos.
📣 A coragem de uns e o silêncio conveniente de outros
Perante o abandono e a degradação do empreendimento, foi necessário
esperar pelo mandato de 2005 a 2009 para que alguém assumisse responsabilidade. Foram os vereadores do PSD que, enfrentando a
inércia do executivo socialista, avançaram com a proposta de caducidade do alvará — uma decisão firme, corajosa e, mais tarde, confirmada em tribunal.
Essa decisão evitou um impacto urbanístico devastador para Alenquer, travando a construção de edifícios desproporcionados numa vila histórica.
Durante todo esse período — e nos anos que se seguiram — João Nicolau manteve-se ausente, silencioso e irrelevante neste processo.
Enquanto deputado municipal, nunca apresentou uma proposta, nunca tomou posição, nunca defendeu uma solução. Hoje, tenta reescrever essa ausência como se fosse protagonismo.
📣 A realidade atual: um processo no início, não no fim
O que foi aprovado em reunião de Câmara não foi uma solução, nem um desbloqueio — foi apenas a criação de um grupo de trabalho. Um passo técnico, inicial e limitado, que resulta da iniciativa de uma associação de proprietários que representa apenas parte da área em causa.
Este grupo terá agora a responsabilidade de estudar, avaliar e eventualmente propor um plano de pormenor que enquadre legalmente a situação à luz das regras atuais. Trata-se de um processo longo, complexo e incerto.
Transformar este ponto de partida numa “resolução” é, no mínimo, intelectualmente desonesto.
📣 Um estilo político incompatível com a responsabilidade do cargo
A postura de João Nicolau neste processo revela uma preocupante falta de rigor, de humildade institucional e de sentido de Estado. A facilidade
com que distorce a realidade para benefício político imediato levanta sérias dúvidas sobre a sua capacidade para liderar com responsabilidade e seriedade.
Governar exige mais do que proclamações — exige verdade, consistência e respeito pelos factos. Quando isso falha, o resultado é uma liderança frágil, marcada pela aparência em vez do conteúdo.
📣 A responsabilidade de continuar o trabalho sério
Os vereadores do TODOS mantêm-se firmes no seu compromisso com Alenquer: trabalhar com seriedade, acompanhar de forma rigorosa cada etapa deste processo e garantir que o interesse público prevalece sobre qualquer agenda política.
Não alimentamos ilusões nem participamos em encenações. Dizemos claramente aos alenquerenses: nada está resolvido. Há ainda um longo caminho a percorrer — e será percorrido com responsabilidade, transparência e determinação, valores que infelizmente têm estado ausentes de quem hoje tenta reclamar méritos que não lhe pertencem.