14/10/2014
Dez Razoes porque a Zambezia deve Votar em Daviz Mbepo Simango e no Movimento Democratico de Mocambique!
A opção da nossa salvação esta no voto que deveremos depositar no Movimento Democrático de Moçambique, MDM e no seu potencial candidato
Durante 45 dias de campanha eleitoral, percorremos a provincia da Zambezia e não so de lés a lés, por terra, rio e mar. Entramos em contacto com os moçambicanos do norte, do centro e do sul da Zambezia. Percorremos a zona do litoral, e do interior. Cruzamos montanhas, rios, mares, pontes mal construídas, estradas degradadas, edifícios escolares, hospitalares destruídos e centros comerciais desalojados. Encontramos crianças com subnutricao crónicas, com kwashiorcor, malária, desinteria e outras doenças degradantes! Ouvimos, sentimos e vivemos a tristeza de um povo humilde que a mais de 39 anos vive chorando de tristeza porque a as expectativas que tinham de que a independência deste país traria o bem-estar, nunca mais chegou, ate aos dias de hoje. Percorremos por terra e não pelo ar a provincia toda! Nos edificios magestaticos da Companhia Sena Sugar States no Luabo, da Companhia do Cha Tacuane em Lugela, da Emocha no Gurue, nas Unidades de Producao, em Lioma, em Marropino vimos e imaginamos o que fora a Zambezia dos nossos pais e sentimos as feridas deixadas pela guerra fratricida no solo Zambeziano! A partir destes edificios que testemunham o passado glorioso da Zambezia, compreendemos o porque do orgulho zambeziano e quica o porque do ódio que alguns nutrem por nos! Sentimos as dificuldades que este povo vive injustamente. Tivemos a oportunidade de conversar, acarinhar e transmitir a mensagem de esperança e de um futuro risonho para todos moçambicanos. Entretanto, a mensagem de esperança precisa de ser materializada através do voto popular orientado em favor da mudança. Este e o compromisso do povo moçambicano e zambeziano.
Mostramos aos moçambicanos e aos zambezianos que existe um grande risco de votarem pela continuidade da pobreza e das injustiças que perduraram os 39 anos. Para isso, precisamos de recordar a história triste que este povo humilde esteve sujeito e privado dos direitos fundamentais, incluindo a própria vida humana e as condiçoes elementares da sua existencia. Mostramos aos moçambicanos que as políticas de desenvolvimento deste país nunca foram desenhadas em prol do interesse do povo, mas sim para satisfazer uma elite violenta, preguiçosa, predadora e esvaziada do sentido e do valor do amor ao povo. Por isso, nada justifica que depois de 39 anos de independência, Moçambique continue sendo dos países mais pobres do mundo. Moçambique deixou de ser rico, por causa de uma elite que se comportou de forma sanguessuga e predadora.
O País tem riqueza suficiente que garante o bem-estar do seu povo. Temos um povo forte e inteligente para trabalhar a terra e explorar a sua riqueza para proveito próprio. Temos tudo, que não precisamos de esperar 39 anos por baixo das patas rugosas de uma elite irresponsavel, sem carinho, e muito menos amor pelo povo. A existência de uma elite predadora e sanguessuga absorveram toda força, inteligência e capacidade do povo moçambicano, por isso, hoje somos um dos povos mais pobres do mundo.
Durante os 45 dias da nossa campanha eleitoral mostramos que temos uma única opção para nos libertarmos da escravidão e da miséria que nos sujeitaram. A opção da nossa salvação esta no voto que deveremos depositar no Movimento Democrático de Moçambique, MDM e no seu candidato, o Engenheiro Daviz Mbepo Simango. Temos varias razões para depositarmos o nosso voto nesta opção.
1. Primeiro, nos últimos dez anos a província da Zambézia foi a qu¬e apresentou taxas elevadas de mortalidade neo-natal, pôs neo-natal, pós-infantil e infanto-juvenil. Ao nível nacional, a província da Zambézia e aquela onde mais crianças morrem antes de atingir os cinco anos de idade. Em relação a estes dados, a província da Zambézia esteve pior quando comparada com as províncias de Niassa, Gaza e Sofala. A esperança de vida do zameziano ¬e das mais baixas do país. Isto e, o individuo que nasce na Zambézia esta sujeito ao risco de viver menos anos de vida do que aquele que nascer em Maputo, em Niassa, em Tete ou mesmo em Nampula. Se um governo manteve-se no poder durante 39 anos e não conseguiu evitar este cenário triste, precisa de ser dispensado para permitir que Movimento Democrático de Moçambique, MDM e no seu potencial candidato vencedor, proporcionem aos zambezianos uma vida mais digna e de esperança que a muito almejamos.
2. Segundo, os dados do governo revelam que os níveis de analfabetismo na província da Zambézia são elevados. De acordo com os dados do governo, temos 58,4% de pessoas que não sabem ler e nem escrever. Esta taxa de analfabetismo é das piores quando comparada com muitas outras províncias do país.
3. Terceiro, somos o segundo maior círculo eleitoral, definido com base no tamanho da nossa população. Entretanto, somos uma das províncias com menos unidades hospitalares, menos unidades escolares e menos estradas alcatroadas. Sendo a província mais populosa com mais de 4 milhoes de habitantes, temos somente 186 médicos. Entretanto, a província de Maputo, por exemplo, com menos população, com menos de 2 milhoes de habitantes, tem 210 médicos!. Por isso, o rácio entre população/pessoal de saúde com formação superior e tres a quatro vezes mais elevado na Zambézia do que em Maputo ou em Sofala. Ou seja, enquanto na Zambezia um medico esta para mais de 23.000 pessoas, há províncias em que um medico esta para 6.000 ou 8.000 pessoas! Três vezes mais do que em Gaza, duas vezes mais do que em Inhambane. Estes dados mostram que a província da Zambézia foi sempre relegada para um plano secundário e marginalizada. E como se isto não bastasse, a Zambezia e a provincia que menos Orçamento do Estado recebe em quase todas as áreas e principalmente na área da saúde (Unicef 2012)!
4. Quarto, os dados oficiais que estamos apresentando, foram publicados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) mostram que a Zambézia e a província que menos se beneficiou das políticas adoptadas no período pos-independencia. Ela foi proibida o desenvolvimento, o crescimento económico e social. A Província da Zambézia foi das que mais sofreu os efeitos negativos das políticas de desenvolvimento adoptadas neste país. O Plano Perspectivo Indicativo (PPI) serviu simplesmente para fazer falir as grandes empresas que outrora fizeram funcionar a economia desta província. Aquele pseudo projecto desenvolvimentista, adoptado no período pos-independencia, serviu simplesmente para fazer falir as companhias da Boror, Cha Tacuane em Lugela, Madal, Sococo, Facoza, Companhia da Zambezia e muitas outras. Hoje somos a província com mais números de desempregados. Muitos dos nossos irmãos perderam a esperança de viver, e estão nos mercados de Xipamanine, Estrela, Goto e muitos outros locais vendendo amendoim, roupa e outras quinquilharias. O sonho da fabrica têxtil de Mocuba, continua uma miragem!
5. Quinta, a Zambézia foi excluída do processo de desenvolvimento nacional. O ambicioso projecto de construção da fábrica têxteis de Mocuba nunca funcionou na Zambézia porque não quiseram que os jovens desta província fossem lá trabalhar e garantirem as condições da sua existência. Temos condições para acolher grandes empreendimentos, mas não nos deixam beneficiarmos deles. As grandes empresas como a Mozal, Anadarco, a Sasol, que oferecem melhores condições de emprego não são enviadas para Zambézia e não empregam zambezianos. Já nos anos 1960 empresas como a Gulf Oil e outras faziam prospeccao de petroleo na Zambezia! Porque não se faz a prospeccao de gás e petroleo no Chinde, Luabo, Micaune, Inhassunge? O actual governo não sabe que há petroleo e gás a menos de mil metros de profundidade na Zambezia?
6. Sexto, a Zambézia e foi a provincia que mais sofreu dos efeitos da guerra dos 16 anos, uma província martirizada pelo regime político por isso, não tem infra-estruturas que possam viabilizar o seu desenvolvimento económico e social. Os caminhos-de-ferro que ligavam a Zambézia a partir de Quelimane via Mocuba com os restantes distritos e postos administrativos foram todos eles destruídos e o ferro vendido ao desbarato para beneficio de pessoas conhecidas do partido no poder!. Parte daquela infra-estrutura ferroviária foi privatizada em favor de uma elite política que nunca esteve interessada com o desenvolvimento da Zambézia. Para esta província foram enviados MIGs 17 e 21, os piores caça bombardeiros, as piores minas e bombas de destruição em massa. Houve um posicionamento premeditado para destruir a Zambézia, matar e eliminar o seu povo que dizimaram a milhares de compatriotas nossos. O famigerado Programa de Reabilitação Económica e Social lançou para o desemprego mais de 80 por cento da população da Zambézia. Isto agravou a pobreza nos moçambicanos.
7. Sétimo, encontramos em diferentes momentos, evidencias de que os moçambicanos, os zambezianos sofreram de forma impiedosa os efeitos das políticas desajustadas e inapropriadas. Aos olhos de qualquer cidadão, não se justifica que a Zambézia seja feita refém porque temos de tudo para consumirmos e exportarmos para os outros povos. Vejam, caro compatriota que durante os anos 70, a Zambézia foi a província que mais contribuiu para a economia deste país. A economia desta província, chegou mesmo a contribuir com mais de 40% do Produto Interno Bruto do país. Esta contribuição resultava do desenvolvimento do sector comercial, da produção do algodão, das oleaginosas cujo vector produtivo foram as grandes companhias como a Madal, a Companhia da Zambezia, Boror, Minas de Marropino, Cha Tacuane, Emocha no Gurue, A Companhia Chazeira de Socone, a Facoza, Sococo, Geralco, Acucar no Luabo, Algodao, Tabaco, Milho, Feijoes em Morrumbala, Molocue, Ile, e muitas outras que empregavam os zambezianos de diferentes distritos e localidades, assim como, produziam para o nosso consumo interno e para a exportacao. Quando estas companhias existiam e funcionavam em pleno, a Zambézia tornou-se uma província de referência e libertou a nossa juventude da amargura do desemprego. A fonte de rendimento que provinha daquelas companhias assegurou o fácil acesso a educação, a saúde, comercio, transporte e muito mais. Os rendimentos da copra elevaram a renda de muitas das famílias moçambicanas e principalmente dos zambezianos. Os zambezianos com auto estima deverão votar no Movimento Democrático de Moçambique, MDM e no seu candidato para acabar de uma vez por todas com a exclusão politica, económica e social a que foram sujeitos durante os últimos 39 anos! Ema exclusao injusta, e criminosa do processo de desenvolvimento nacional. O Plano Perspectivo Indicativo, o Programa de Reabilitação Económica e Social e o Programa de Acção para Redução da Pobreza Absoluta, foram políticas mal concebidas que não estiveram orientadas para o bem-estar dos zambezianos. Por isso, o desempenho económico da província baixou chegando a ser negativo em 2000 (-7.1). Com uma ligeira recuperação, a Zambézia mantém com níveis de desempenho económico abaixo dos registados nos anos 70. Ou seja desde 1975 nunca mais voltamos a ser Zambezia!
8. Oitavo, o Movimento Democrático de Moçambique, MDM e o seu candidato, em curto espaço de tempo mostraram um sentido patriótico e de responsabilidade bastante elevado. Nos municípios onde este grupo de actores dirige, nomeadamente Beira, Quelimane, Nampula e Gurue recuperaram os estágios letárgicos da pobreza que lá se ia instalando de forma impiedosa. Por isso, temos também a província da Zambézia como o sangue que circula pelas nossas veias e nos faz acreditar que merecemos muito mais do que aquilo que nos beneficiamos de forma miserável. Salários, pensões e outros gastos que não foram pagos durante mais de três décadas foram compensados em menos tempo. Infra-estruturas que estavam adormecidas foram construídas e reabilitadas em menos tempo. A esperança e o desejo de viver foram recuperados em menos tempo. Quelimane que era considerada como a capital dos buracos em Moçambique, tem hoje as melhores estradas do pais, Quelimane que era a capital da imundice chegando ao ponto de o Concelho Municipal se dedicar a compra de ratos, e hoje das cidades mais limpas, com uma frota invejável de meios circulantes para o saneamento e limpeza da cidade, com novos silos para o deposito e recolha de lixo! Quelimane que não via o cintilar dos semaforos há mais de 25 anos, hoje exibe sinais de transito quer horizontais quer verticais nas suas largas e esbeltas ruas rumo aos bons sinais! Gurue, a Suica de Africa, hoje e um tapete verde, com suas ruas reabilitadas, semáforos reluzentes e num breve próximo a agua jorara nas torneiras de todos os munícipes!
9. Nono, durante 39 anos a juventude deste Moçambique, e principalmente a juventude desta nossa província da Zambézia foi lhe negada o acesso a riqueza. A nossa Zambézia ¬e internacionalmente conhecida como a província mais rica do país do ponto de vista agro pecuário e não so. Num mundo subnutrido e com bolsas de fome, esperava-se que esta riqueza se convertesse em prol dos habitantes desta província, deste país e quica do mundo. Com politicas serias na área da agricultura, o Professor Bingu wa Mutharika transformou a agricultura no Malawi, passando a ser o celeiro da região! Não nos consolamos quando sabemos que a nossa madeira esta sendo delapidada por um grupo de pessoas malfeitoras, irresponsáveis e as nossas crianças estudam ao relento sem carteiras, sem cadeiras, sem janelas e sem tecto! Estas pessoas irresponsáveis delapidaram a nossa madeira colocando em causa o nosso ecossistema e o desenvolvimento para as futuras gerações. Para além de sermos o celeiro do país, somos o reservatório de enormes recursos minerais, por isso, nada justifica que hoje sejamos uma província sem estradas, sem pontes, com limitada rede de abastecimento de água e de unidades sanitárias. Eles quiseram e fizeram com que hoje, a Zambézia fosse a província mais pobre. Entretanto, somos um provincia com potencialidades humanas, agro pecuárias, piscatórias, turísticas e minerais.
10. Decimo, o subsolo desta província e rico em recursos minerais como o ferro, carvão, areias pesadas, platina, petróleo e gás natural. Por isso, no dia 15 de Outubro temos uma soberana oportunidade para mudar e dar um rumo diferente aos destinos do país e da nossa província. No potencial de riqueza que a nossa província tem e empresta ao país, não justifica os níveis elevados de pobreza e tristeza que vimos na cara dos nossos compatriotas.
Foi com base nestes elementos que, durante a nossa campanha eleitoral projectamos o nosso slogan, no qual Moçambique deve ser um espaço para todos, incluindo os zambezianos. Queremos desconstruir a imagem de um país com uma lógica de desenvolvimento invertida e injusta. Queremos com isso, desconstruir o edifício de um país construído para favorecer uma elite minoritária e relegar a pobreza para uma grande maioria dos seus habitantes. Queremos com o nosso programa desconstruir e visão errónea de que o campo é o nosso espaço da pobreza, porque lá, depois de 39 anos de governação falta a água potável, faltam as vias de acesso, faltam as unidades sanitárias que oferecem cuidados de saúde e sistemas de educação de melhor qualidade. Quando dissemos, durante a nossa campanha, que Moçambique deve ser um espaço pertencente a todos, estamos dizendo que não faz sentido que o campo, os principais centros de desenvolvimento deste país continuem vivendo níveis elevadíssimos de pobreza, da miséria, do desespero. Quando dissemos que queremos construir um Moçambique para todos, pretendemos que o campo, as zonas rurais, não devem sobreviver dos espaços urbanos. Se é no campo onde vem a fonte do desenvolvimento deste país: a Madeira, o Petróleo, o Gás, o milho, o amendoim, a gergelim, a mandioca, a carne, o leite, o peixe. Todos estes produtos são produzidos no campo, entretanto, este campo contínua dependente dos centros urbanos para o acesso aos serviços básicos na saúde, educação, transpores e muito mais. É no campo onde estão as maiores epidemias do país. É no espaço rural onde estão os índices mais elevados da malária, da cólera, da disenteria, do dengue. Por consequência, é no campo onde estão concentradas as taxas mais elevadas da mortalidade infantil e onde a esperança e das mais baixas. Por isso, as nossas campanhas tinham como enfoque os postos administrativos, as localidades, as aldeias la onde o nosso povo vive e não há pistas de aviacao para os milionários aviões pousarem em tempo de campanha!. Apartir daqueles níveis, entramos em contacto com os moçambicanos que nos transmitiram de viva voz a esperança de um Moçambique melhor.
Um Moçambique para todos só pode ser construído através do equilíbrio entre os espaços urbanos e rurais. Um espaço urbano com características como as que o MDM esta proporcionando na Beira, Quelimane, Nampula e Gurue. Queremos que tanto o campo como as cidades sejam atractivos ao investimento nacional, regional e internacional! Queremos que estes pólos sejam vistos como vasos comunicantes e facilmente acessíveis para todos. Queremos criar não so melhor ambiente de negocio, mas também melhor ambiente de mercado! Queremos que os jovens das cidades, e do campo, os jovens do espaço rural e do espaco urbano, tenham todas oportunidades de emprego. Entendemos que o assunto de emprego é uma questão de Direitos Humanos. A nossa juventude, a partir dos 18 anos deve ter acesso ao emprego. Isto não deve ser visto como um sonho nem uma miragem. Faremos com que o acesso ao emprego deixe de ser discurso e passe a ser uma realidade. Os nossos jovens não devem viver um mundo de desespero porque lhes falta o mínimo das condições de sobrevivência.
Estas razoes justificam porque deveremos votar todos no Movimento Democrático de Moçambique e no seu candidato vencedor, o Engenheiro Daviz Mbepo Simango. Neste momento, precisamos da coragem da nossa juventude para amanha carimbarmos a mudança rumo a prosperidade e que Moçambique seja verdadeiramente um país onde os seus recursos são equitativamente partilhados por todos.
Usando armas, nas décadas 60 e 70, os nossos pais lutaram e libertaram o nosso pais do jugo colonial. Nas décadas 80 e 90 de armas em punho os nossos tios defenderam a soberania nacional e trouxeram a demoracia. A nossa missão, hoje, e usando o nosso voto, a ciência e a tecnologia trazer o bem estar e desenvolvimento para todos!
Manuel de Araujo
Coordenador do Gabinete do Candidato Daviz Mbepo Simango na Provincia da Zambezia