A Literacia Em Mocambique

A Literacia Em Mocambique Entende-se por literacia como sendo a capacidade de cada
indivíduo compreender e usar a informação escrita, contida em vários materiais impressos.

10/08/2025

O Fórum de São Paulo, desde a sua fundação em 1990, demonstrou ser um mecanismo eficiente de articulação e cooperação entre forças políticas de esquerda na América Latina. A sua capacidade de criar redes transnacionais, unificar discursos e coordenar ações levou, em poucas décadas, à ascensão e consolidação de diversos governos alinhados ideologicamente.

No entanto, a lógica estratégica subjacente ao fórum — independentemente da sua orientação política original pode servir de modelo para outros contextos, inclusive para países onde um mesmo partido se mantém no poder por longos períodos. No caso de Moçambique, governado pelo mesmo partido desde a independência, um projeto inspirado nesta estrutura poderia ser concebido com objetivo inverso: promover a alternância democrática e reduzir a hegemonia de um poder instalado há mais de meio século.

Este plano passaria por:

1. Construção de uma frente unificada da oposição – Em vez de partidos fragmentados e rivais, seria necessário criar um bloco coeso, com agenda comum e mecanismos claros de coordenação, capaz de se apresentar como alternativa viável ao eleitorado.

2. Infiltração e mobilização em setores-chave Universidades, sindicatos, organizações juvenis, comunidades religiosas e associações de classe seriam alvos prioritários para de difusão de ideias, formação de líderes e preparação de quadros políticos.

3. Guerra de narrativa e reconquista do espaço mediático – Usar redes sociais, rádios comunitárias e media independentes para expor falhas de governação, corrupção e ineficiência, ao mesmo tempo que se apresenta um projeto nacional convincente e realista.

4. Cooperação internacional estratégica – Estabelecer laços com organizações, fundações e partidos estrangeiros que possam fornecer apoio técnico, logístico e formativo, evitando dependências excessivas, mas aproveitando a experiência de processos de transição política bem-sucedidos.

5. Atuação gradual, mas consistente A experiência latino-americana demonstra que mudanças abruptas tendem a gerar instabilidade; assim, a estratégia ideal seria preparar o terreno para uma vitória eleitoral sólida, sustentada por base popular ampla e mobilizada.

Ao aplicar um modelo de coordenação inspirado no Fórum de São Paulo, mas com orientação estratégica voltada para a pluralidade e alternância política, Moçambique poderia romper com décadas de domínio político único. Contudo, para que tal processo não reproduza os mesmos vícios de concentração de poder observados em outros contextos, seria fundamental ancorá-lo em instituições fortes, imprensa livre e fiscalização cidadã constante.

A história demonstra que fóruns políticos podem ser usados tanto para perpetuar regimes como para os substituir. O desafio, no caso moçambicano, seria garantir que a mudança não se limite a substituir nomes, mas que transforme o próprio modelo de governação, abrindo espaço para uma democracia mais participativa, transparente e responsável.

Fonte: não sou o autor disto

25/01/2024

Refletindo sobre a sabedoria de Freder Douglas, que certa vez disse:

É mais fácil construir crianças fortes, do que, reparar adultos quebrados.

25/01/2024

Filhas de Amílcar Cabral buscam trasladar seus restos do quartel-general para o cemitério municipal de Bissau. A medida surge após líderes do PAIGC serem impedidos de homenagear Cabral na Fortaleza de São José da Amura.

25/01/2024

Mortalidade maternoinfantil reduzida para metade na Guiné-Bissau com apoio da UE

A mortalidade maternoinfantil na Guiné-Bissau diminuiu para menos de metade na última década, segundo a União Europeia, que disponibilizou hoje mais ajuda ao país africano que tem das taxas mais elevadas do mundo de mortes no parto.

Desde 2013 que a União Europeia tem em curso, em conjunto com o Ministério da Saúde guineense, o "Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil" (PIMI), no âmbito do qual já disponibilizou 40 milhões de euros para apoiar a saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil na Guiné-Bissau.

O embaixador da União Europeia (EU) em Bissau, Artis Bertulis, entregou hoje ao Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, mais medicamentos e material médico, numa cerimónia, na Presidência da República, em que foram divulgados, também, números sobre os resultados do trabalho realizado na última década.

De acordo com a informação da UE, "os objetivos alcançados contam histórias de sucesso do programa, em termos de diminuição da mortalidade materna e infantil, respetivamente de 50% e de 63%, e de melhoria de acesso aos cuidados de saúde".

O apoio irá continuar, afiançou o embaixador, que entregou hoje a primeira parte de um conjunto de medicamentos e material médico, no valor de 1,3 milhões de euros (852 milhões de francos CFA).

Fonte: Lusa

25/01/2024

‼ Moçambique ultrapassa 10.000 casos de cólera

Moçambique ultrapassou domingo os 10.000 casos de cólera no atual surto que afeta sobretudo o norte do país desde outubro, mas sem registo de óbitos há mais de duas semanas, segundo dados oficiais.

De acordo com o mais recente boletim sobre a progressão da doença, elaborado pela Direção Nacional de Saúde Pública, o país conta com um acumulado de 10.061 casos de cólera desde 1 de outubro último, com 25 mortos, e 7.321 pessoas internadas.

Nos últimos dez dias registaram-se mais 800 novos casos da doença, mas sem óbitos, segundo o histórico destes boletins. A província mais afetada é Nampula (norte), com um acumulado de 3.246 casos e 12 óbitos, seguida de Tete (noroeste), com 1.897 casos e seis óbitos.

As autoridades sanitárias moçambicanas vacinaram recentemente contra a cólera, em cinco dias, mais de 2,2 milhões de pessoas nos distritos mais afetados pelo atual surto, correspondendo a uma cobertura praticamente total face ao programado. (Lusa)

25/01/2024

📍 Norte de Moçambique com mais de meia centena de casos de cólera todos os dias

As autoridades sanitárias moçambicanas registam todos os dias mais de meia centena de novos casos de cólera no norte do país, num surto que em menos de quatro meses provocou 25 mortos e 12.250 infetados, segundo os últimos dados oficiais.

De acordo com o mais recente boletim da Direção Nacional de Saúde Pública, até terça-feira estava contabilizado no país um acumulado de 10.250 casos de cólera desde 1 de outubro último.

O Governo moçambicano avançou que 29 distritos registam surtos da doença de baixa intensidade e sete com a cólera totalmente erradicada. A província mais afetada pela atual vaga deste surto de cólera é Nampula (norte), com um acumulado de 3.299 casos e 12 óbitos, seguida de Tete (noroeste), com 1.905 casos e seis óbitos.

As autoridades sanitárias vacinaram recentemente contra a cólera, em cinco dias, mais de 2,2 milhões de pessoas nos distritos mais afetados pelo atual surto, correspondendo a uma cobertura praticamente total face ao programado. (Lusa)

25/01/2024

O Parlamento moçambicano alterou, nesta quarta-feira (24.01), a data do início do recenseamento eleitoral com vista as eleições gerais de outubro deste ano. Também foi alargado o período de atualização do registo.

25/01/2024
Um verdadeiro líder
14/05/2023

Um verdadeiro líder

Paulo Ivo Garrido

Exempo a seguir...............................

O professor Dr. Paulo Ivo Albasini Teixeira Garrido nasceu na cidade de Maputo (então Lourenço Marques) em 19 de junho de 1951 e é cirurgião.
Como médico, ele começou no centro de saúde de Xipamanine em Maputo e, em 1977, tornou-se diretor provincial de saúde em Manica e diretor do hospital central da Beira. Ele foi o primeiro reitor (vice-chanceler, presidente) da universidade privada ISCTEM (Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique - Instituto Superior Moçambicano de Ciência e Tecnologia) de 1996 a 2000. Ele se tornou Ministro da Saúde em 2005.

Fez os estudos de nível primário na Escola Primaria Sacadura Cabral em Ressano Garcia (das 1 a 3 classes) e na Escola Primaria do Paiva Manso na entao Cidade de Lourenço Marques (4? Classe) e estudos de nível secundário entre 1961 e 1968 não Liceu Antonio Enes na entao Cidade de Lourenço Marques

Ingressou no nivel universitário na Faculdade de Medicina da Duração Universidade de Lourenço Marques, entre 1968 e 1977. O Curso foi interrompido em Setembro de 1972 quando foi expulso da Universidade e incorporado Forcas Armadas de Portugal, onde permaneceu comeu Agosto de 1974. Retomou os Estudos em 1975.

O Professor fez especializacao em Cirurgia Geral entre 1980 e 1986, com diploma atribuído pelo Ministério da Saude de Moçambique. Classificacao do Exame Final de Especialidade: Muito Bom com Distincao.

Frequentou o Curso de Mestrado em Educação de Trabalhadores de Saude (MHPE) entre 1997 e 2001, na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Maastricht (Holanda).

O professor e casado desde 10 de janeiro de 1987 com Elisa dos Santos, mocambicana, nascida em 12/09/1958, economista. Tem 6 filhos, 3 dos quais adoptivos.

Ao longo da sua carreira o Professor ocupou varios cargos no Pais:

Medico de Clínica Geral no Centro de Saude de Xipamanine (Cidade de Maputo) em 1977-78
Diretor Provincial de Saude de Manica, Medico Chefe Provincial de Manica e Diretor do Hospital Provincial de Chimoio entre 1978 e 1980
Cirurgiao Geral e Diretor do Hospital Central da Beira entre 1987 e 1989
Cirurgiao Geral e Diretor Clinico-Adjunto do Hospital Central de Maputo entre 1998 e 1990
Cirurgiao Geral e Diretor do Servico de Cirurgia III e depois do Servico de Cirurgia II do Hospital Central de Maputo entre 1991 1999.
Cirurgiao Geral e Chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital Central de Maputo entre 1999 e 2002
Cirurgiao Geral no Servico de Cirurgia II do Hospital Central de Maputo entre 2002 e 2005
1? Reitor do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) de 1996 a 2000
Presidente da Associação de Cirurgiões da África Oriental (ASEA) no ano de 1995
Membro Fundador da Colegio de Cirurgiões da África Oriental, Central e Austral (COSECA) desde Setembro de 2002

---------=Parece ser o Homem que com coragem, frontalidade e determinação, soube enfrentar o comodismo instalado de forma geral em todo o aparelho do Estado. Digo parece, na medida em que os resultados do bom trabalho por ele realizado e que tive a oportunidade de ver, talvez sejam equiparados a uma gota de água no oceano, quando comparados com as acções ou omissões malévolas influenciadas pelo seu mau feitio, conforme descrições de certa Imprensa................................

Desde muito jovem Marcelino abraça a causa do nacionalismo moçambicano e da Luta contra o colonialismo e o fascismo: dá ...
11/02/2020

Desde muito jovem Marcelino abraça a causa do nacionalismo moçambicano e da Luta contra o colonialismo e o fascismo: dá provas disso ainda em Moçambique e depois na sua passagem por Lisboa (1948 – 1951), onde se destaca na Casa dos Estudantes do Império e no Centro de Estudos Africanos.

2. Perseguido pela PIDE, por causa das suas actividades políticas e para escapar à prisão, acabou por ter de abandonar Portugal, por volta de 1951, partindo para França. Aí aprofundou a sua amizade com Mário Pinto de Andrade e participou com este, em muitas acções contra o colonialismo.

3. Em França estabeleceu relações de amizade e camaradagem com quase todos os dirigentes dos Partidos das antigas colónias francesas de África que levaram os seus países à Independência. Participou em várias reuniões internacionais da Juventude onde denunciou os crimes do colonialismo português e defendeu a causa da Independência Nacional e da Libertação das colónias.

4. Teve um papel preponderante na mobilização de muitos intelectuais franceses, que escreveram a Salazar a exigir-lhe a Independência para as colónias e a libertação imediata de Agostinho Neto, que estava preso. Esta carta acabou por ter influência, pois Neto acabou por ser liberto, enquanto os outros coacusados cumpriram longas p***s de prisão.

5. Juntamente com Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Aquino de Bragança, teve um papel muito importante na criação da CONCP (em 20 de Abril de 1961) e em convencer o Rei Hassan II, de Marrocos, a apoiar a Luta de Libertação das Colónias Portuguesas, aceitando o estabelecimento da CONCP em Rabat e apoiando-a política, diplomática, material e financeiramente. Desse modo, foi nomeado Secretário Geral da CONCP.

6. Nas vésperas da Conferência Constitutiva da CONCP, quando tomou conhecimento da criação da UDENAMO.

11/10/2018

Aprenda rápido

08/02/2018

Armando Emílio Guebuza

Sua Excelência Armando Emílio Guebuza, de apelido Tchembene, nasceu a 20 de Janeiro de 1943, em Murrupula, Província de Nampula onde, seu pai, Miguel Guebuza, exercia a função de enfermeiro e sua mãe, Marta Bocotta Guebuza, doméstica.

Em 1948, o seu pai é transferido para Lourenço Marques, nome como era chamada a Cidade de Maputo, no período colonial. Aqui, aos seis anos, Armando Guebuza inicia os seus estudos no Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, também conhecido como Ntsindya, no Bairro de Xipamanine. O fenómeno associativo teve como espaço próprio, o ambiente urbano da Colónia de Moçambique, tendo-se concentrado em Lourenço Marques, fruto da iniciativa dos homens de então. Esta associação havia sido fundada em 1932, sob o nome de Instituto Negrófilo, tendo mudado de nome em 1937. O Instituto Negrófilo forma-se como uma entidade reivindicativa contra a discriminação racial instituída pelo colonialismo.

Antes do Instituto Negrófilo, um grupo de negros e mestiços, já com algum nível de instrução, começara a reagir sobretudo às tendências discriminatórias e à marginalização social e política, impostas pela administração colonial portuguesa. Entre os mentores destas reivindicações contavam-se negros e mestiços, membros das velhas famílias locais. Estavam, na maior parte ligados à administração publica ou tinham profissões liberais. É neste contexto que surge, em 1908, o jornal O Africano, no qual se publicou o Programa da associação que se propunham criar , denominada Grémio Africano de Lourenço Marques. Este terá, por ventura, sido o primeiro exercício organizado, para se opor às politicas opressivas do regime colonial, após o esmagamento dos movimentos de resistência do inicio do século no sul de Moçambique. Na verdade, o período entre 1890 e a primeira década do século XX foi, em Moçambique, de ampla movimentação de grupos nativos, em busca da afirmação da sua identidade, culminando com a criação deste Grémio Africano de Lourenço Marques, em Dezembro de 1908. No caderno reivindicativo desta associação estão presentes todos os aspectos que vão permear todas as reclamações até ao advento da luta de libertação nacional: terra, capital, regime de trabalho, ensino e papel do Estado. Do ponto de vista legal, o Grémio existiu até́ 1938, data em que passa a ser designado por Associação Africana, mantendo-se até́ à independência de Moçambique, em 1975. O apelo, insistentemente lançado à unidade por esta associação, leva a procurar os factores de divisão interna, que aliás deram origem não só ao Instituto Negrófilo (mais tarde Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique), mas também ao efémero Conselho Nacional Africano (ANC). Como se referiu antes, não foi somente a questão de raça que levou ao desmembramento do Grémio mas, sobretudo, a manipulação do regime colonial, tendo em vista controlar os impulsos nacionalistas em incubação. Foi neste ambiente efervescente que cresceu Armando Emílio Guebuza.

Endereço

Avenida Do Trabalho
Nampua
NAMPULA

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