10/09/2023
CUIDADO COM AS CONCLUSÕES PRECIPITADAS
Eis uma parábola para juntos refletirmos, quem tem ouvidos para ouvir, ouça:
Haviam dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos e os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação, então os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão.
Um dia desses houve uma conversa entre os dois vizinhos:
– Ele vai comer o meu coelho!
–De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e ‘pegar’ amizade. Respondeu o outro vizinho.
E parece que o dono do cão tinha razão. Os dois animais juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, também estavam felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família e não levaram o coelho. No domingo à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes estando imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.
Dizia o dono do cão: "O vizinho estava certo. Só podia dar nisso mesmo!"
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam. O cachorro, coitado, latindo de dor, lambendo os seus ferimentos.
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível: "Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois nós secamos com o secador e o colocamos na sua casinha." E assim fizeram, até colocando perfume no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças vizinhas e dizem :
– Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
– O que foi?! Que cara é essa? Perguntou o dono do cão
– O coelho..o coelho. Mal conseguia responder o dono do coelho.
– O que tem o coelho? Replicou o vizinho.
– Morreu! Exclamou o dono do coelho.
– Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
– Morreu na sexta-feira! Responde o dono do coelho.
– Na sexta?! Exclamou o vizinho muito surpreso.
– Sim, foi antes de viajarmos. As crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois f**a para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar.
Moral da história:
Evite julgar os factos sem antes verif**ar o que de facto aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Sigamos a Palavra que nos é dada no livro de Tiago 1:19:
_Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar._