Diálogo Nacional Inclusivo

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Núcleos de paz devem contribuir para o Diálogo Nacional InclusivoA Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), ...
27/08/2026

Núcleos de paz devem contribuir para o Diálogo Nacional Inclusivo

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), em parceria com a Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (Fundação MASC), o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), a ACCORD e a GIZ, realizou, nos dias 25 e 26 de Agosto, o Diálogo Nacional do Movimento Mulher e Paz, sob o lema “Revigorando a Agenda do Movimento Comunitário Mulher e Paz, para uma Paz Efectiva e Sustentável”. O encontro centrou-se na reflexão sobre o papel das mulheres e dos núcleos de paz na prevenção e mediação de conflitos e na sua contribuição para o Diálogo Nacional Inclusivo.

Na ocasião, o Coordenador do Grupo de Trabalho de Paz, Reconciliação e Unidade Nacional da Comissão Técnica para um Diálogo Nacional Inclusivo, Jamisse Taimo, defendeu a valorização das experiências das comunidades e dos núcleos de paz, considerando que estas devem contribuir directamente para o processo de construção da paz e para o Diálogo Nacional Inclusivo. “A paz não se constrói apenas nas instituições ou nas mesas de diálogo político nacional. Constrói-se também no quotidiano das pessoas, nas famílias, nos bairros, nas comunidades, onde a confiança precisa de ser renovada todos os dias”, afirmou.

Segundo Jamisse Taimo, os núcleos de paz, maioritariamente constituídos por mulheres, desempenham um papel importante na identificação de preocupações, prevenção de tensões e mediação de conflitos nas comunidades. Para o Coordenador, estas experiências devem ser sistematizadas e transformadas em propostas concretas para alimentar o processo nacional.
“É necessário que os mecanismos locais de diálogo, que são permanentes, que criam a reconciliação e mediação e alertam sobre sinais precoces de conflitos nas localidades, não fiquem lá, mas sejam trazidos no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo”, sublinhou.

Taimo defendeu igualmente uma participação efectiva e territorialmente diversa das mulheres, bem como o reforço da articulação entre os núcleos de paz, lideranças comunitárias, autoridades locais e instituições de justiça e protecção social.

Para o Coordenador, a revitalização da Agenda do Movimento Mulher e Paz constitui uma oportunidade para aproximar as experiências comunitárias dos processos nacionais de decisão e fortalecer a confiança entre cidadãos e instituições.
“Só haverá um diálogo permanentemente inclusivo quando quem fala souber que foi ouvido e puder verificar o destino dado ao seu contributo”, defendeu.

25/08/2026

Acompanhe a transmissão do Diálogo Nacional das Mulheres do Movimento Comunitário Mulher e Paz

UNESCO defende cultura como pilar estratégico para a paz em MoçambiqueO representante da UNESCO em Moçambique, Michael C...
19/08/2026

UNESCO defende cultura como pilar estratégico para a paz em Moçambique

O representante da UNESCO em Moçambique, Michael Croft, defendeu na sexta-feira, 14 de Agosto, em Maputo, que a consolidação de uma paz duradoura no país exige mais do que acordos políticos, devendo assentar na valorização da cultura e no envolvimento das comunidades.

Falando no Centro Cultural Moçambique-China, durante a Sessão Plenária I do Diálogo Nacional Inclusivo, o diplomata lembrou a génese da agência das Nações Unidas para fundamentar a sua posição. "A UNESCO foi criada para construir a paz. Como as guerras nascem na mente dos homens e das mulheres, é na mente dos homens e das mulheres que devem ser construídas as defesas da paz", citou.

Para o responsável, as soluções para a instabilidade não podem depender apenas de decisões formais, pois é na mente e na memória colectiva que a cultura actua como catalisador de transformação. Apoiando-se no relatório Culture for Peace, Croft destacou a urgência de integrar líderes tradicionais na mediação de conflitos e de usar a arte na recuperação social das populações afetadas pelo conflito em Cabo Delgado.

O diplomata apelou ainda à inclusão da juventude e ao investimento nas indústrias criativas dentro das políticas públicas de desenvolvimento. Apesar dos desafios económicos do país, Michael Croft concluiu reforçando que "na cultura moçambicana encontra-se um vasto arsenal para a paz", garantindo o apoio continuado da organização.

Audições Públicas do DNI encerram em Maputo com apelos à protecção dos idososAs Audições Públicas do Diálogo Nacional In...
18/08/2026

Audições Públicas do DNI encerram em Maputo com apelos à protecção dos idosos

As Audições Públicas do Diálogo Nacional Inclusivo encerraram, esta segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, na Cidade de Maputo, com uma sessão no distrito municipal de Kamaxakeni, bairro da Mafalala, onde os cidadãos apresentaram preocupações relacionadas com a protecção social, os idosos, as mulheres, a juventude e as reformas no país.

Entre as questões levantadas esteve a situação dos idosos e as dificuldades no acesso aos apoios sociais. Os participantes defenderam a criação de mecanismos mais eficazes de assistência, tendo relatado constrangimentos no acesso aos subsídios, incluindo longas esperas e deslocações sem garantia de atendimento, situação que agrava a vulnerabilidade deste grupo social.

Em balanço da participação, o Presidente da COTE, Édson Macuácua, mostrou-se satisfeito com a diversidade das contribuições e a representatividade dos participantes, sublinhando: “Nós estamos muito satisfeitos pela riqueza das contribuições, pela representatividade que aqui ficou expressa, porque as preocupações apresentadas são de todos os segmentos sociais. Não foi uma reunião capturada por um determinado grupo social ou um determinado grupo de interesse”.

A sessão no bairro de Mafalala marcou o encerramento das Audições Públicas do DNI na Cidade de Maputo, cujas contribuições serão sistematizadas e consideradas no processo de consolidação das propostas de reforma.

17/08/2026

Veja o vídeo da Audição pública no Distrito Municipal de KaTembe

Cultura ganha espaço no Diálogo Nacional Inclusivo com foco na identidade, direitos e economiaA Comissão Técnica (COTE),...
17/08/2026

Cultura ganha espaço no Diálogo Nacional Inclusivo com foco na identidade, direitos e economia

A Comissão Técnica (COTE), em parceria com o Observatório da Economia Criativa (OMEC) e com o apoio do Ministério da Educação e Cultura, realizou, no dia 14 de Agosto, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, uma Mesa Redonda sobre a cultura, que reuniu diferentes actores do sector para discutir o seu papel na construção da identidade nacional, na promoção dos direitos culturais, na consolidação da paz e no desenvolvimento da economia criativa.

Na sua intervenção de abertura, Representante do OMEC, Roberto Isaías, destacou a importância da inclusão do sector da cultura no processo do Diálogo Nacional Inclusivo, sublinhando que os actores da área vinham manifestando preocupação por ainda não terem sido abrangidos pelas discussões. “Havia sempre aquela reclamação de que não chegava à nossa vez, estávamos a nos sentir excluídos. Desta vez chegou à nossa vez”, afirmou.

Na mesma ocasião, o Presidente da COTE, Edson Macuácua, sublinhou que a Mesa Redonda deve produzir resultados concretos para o sector da cultura, defendendo que “não queremos que seja mais um encontro de lamentações, de acusações, de desigualdades abstratas, queremos um encontro que produza resultados, coisas concretas, entregáveis”.
Entre as prioridades, destacou o reconhecimento constitucional da cultura como um direito fundamental, afirmando que “cada um de nós, como cidadão, tem direito à cultura”. Macuácua salientou igualmente a importância da cultura na consolidação da paz, defendendo que “não é possível consolidar a paz, preservar a paz, sem a cultura de paz, a transversalidade da cultura”, e destacou o seu papel na reconciliação e na construção da identidade nacional.

Na sequência, a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, defendeu que a cultura deve ocupar um lugar central na construção da identidade nacional e no desenvolvimento do país, sublinhando que “não há cultura sem investimento”.
Segundo Muocha, a nova visão do Governo aposta no reforço dos recursos destinados ao sector, incluindo a consignação de 5% do Imposto sobre o Consumo Específico sobre Bebidas Alcoólicas e Tabaco para o investimento no sector da cultura.
A governante destacou igualmente a necessidade de garantir mecanismos transparentes de acesso ao financiamento, defendendo que “todos possam-se candidatar em igualdade de circunstâncias”. Sublinhou ainda que o investimento deve abranger toda a cadeia de valor das artes e da cultura, desde a formação à produção e distribuição, reafirmando que “a visão de S. Exª Presidente da República é de investimento. Investimento a sério em toda a cadeia de valor das artes, da cultura. Desde a educação, criação, produção, distribuição e consumo de artigos culturais”. Para Maocha, este investimento deve contribuir não apenas para dinamizar a economia cultural, mas também para fortalecer o sentimento de pertença e a identidade nacional.

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