03/03/2026
“Experiência em Água”
Como é que vocês estão? Como estão as vossas famílias?
Quem teve de mudar de casa porque a água invadiu tudo?
Quem ainda tem água da chuva estagnada dentro do quintal e na rua onde br**ca?
Janeiro e Fevereiro são meses mais complicados para a maioria dos moçambicanos. É o pico da estação chuvosa, e nos últimos 12/15 anos (fora as cheias do ano 2000) temos assistido a uma sequência de eventos meteorológicos extremos.
O aquecimento global, a localização geográfica (ao longo da costa) e topográfica “privilegiada” (e amaldiçoada!) do país, a nossa incapacidade de coexistir com o Meio Ambiente, as construções desorganizadas, a ausência ou ineficácia das drenagens, entre outros factores, tornam a vida dos moçambicanos muito mais complicada a partir do momento em que começa a chover. Para muitos, é dar muitos passos atrás do ponto de vista socio-económico, sem falar nas perdas humanas.
Em Janeiro e Fevereiro convivemos muito com um grupo de 120 crianças que só recentemente começaram a sentir a força da natureza.
E pensamos que é imperioso explicar que a culpa não é da chuva, nem do Meio Ambiente, mas sim do nosso despreparo para cuidarmos (melhor) do lugar onde vivemos: essa casa comum que se chama planeta terra.
O lixo nas valas, a ocupação (com habitação) de zonas de risco, o abate descontrolado de árvores, para citar alguns exemplos, não ajudam em nada nessa busca de coexistência.
Conversamos sobre o ciclo da água para melhor entendermos de onde ela vem e qual o caminho (normal) que ela devia seguir; e cada um de nós teve a oportunidade de expressar a sua relação ou experiência com a água por via do desenho, pintura, poesia, conto, etc.
Exercícios importantes que devem ser contínuos - em casa, na escola, em programas independentes de desenvolvimento pessoal.
Só assim, um dia, poderemos parar de amaldiçoar a chuva.
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