28/10/2016
GOVERNO EXIGE COMBATE CERRADO A ACTOS CRIMINOSOS
O Governo encoraja as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a redobrarem a sua acção na prevenção e combate a actuação de redes criminosas e todos actos que minam a estabilidade política, económica e social do nosso País.
Falando hoje no Parlamento, no encerramento da sessão dedicada as informações do Governo, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou que a criminalidade violenta deve constituir uma preocupação para todos uma vez que afecta a vida quotidiana da população e a actividade económica.
De acordo com o PM, a criminalidade violenta se tem manifestado sob forma de raptos, assassinatos a cidadãos indefesos, violações, incluindo acções protagonizadas pelos homens armados da Renamo, que para além de semear luto e dor, destroem hospitais e escolas, de entre outras infraestruturas vitais para a população.
“Neste contexto, condenamos de forma reiterada todos os actos que põem em causa a ordem pública, tranquilidade e harmonia social. Ninguém tem direito de tirar a vida a outra pessoa! É nossa responsabilidade desencorajar e combater estes actos. Como princípio e prática, o Governo repudia a actuação de todo tipo de redes criminosas, que tentam colocar em causa a existência e a razão de ser do Estado”, disse.
Num outro momento, o PM reiterou o distanciamento do Governo em torno das acusações sobre a criação de alegados “esquadrões de morte” propaladas por determinados partidos da oposição.
“Como tivemos a oportunidade de informar no plenário de ontem (quarta-feira), o processo de criação dos ramos e unidades da PRM, obedece a Constituição da República e as demais leis em vigor no País”, disse.
Na mesma ocasião, o PM assegurou que o Governo irá continuar a defender a observância da legalidade, bem como prevenir e combater todo tipo de manifestações e comportamentos que ponham em causa a ordem e tranquilidade públicas.
“Reafirmamos a necessidade de as instituições competentes trabalharem no sentido de esclarecer, com celeridade, todos os actos criminosos e que os seus autores sejam levados à barra da justiça para serem julgados e condenados exemplarmente. Gostaríamos de reiterar o nosso apelo a todo o Povo moçambicano a manter-se vigilante, confiante e em estreita colaboração com as Forças de Defesa e Segurança na manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas”, referiu.
O PM fez um vigoroso apelo para que todos portadores ilegais de armas as entreguem ao seu legítimo e fiel depositário, que são as Forças de Defesa e Segurança (FDS) pois este é um dos factores geradores de perturbação da ordem pública e da manutenção da paz no país.
“Em qualquer Estado moderno e democrático é inaceitável que existam partidos políticos armados e forças militares paralelas às Forças de Defesa e Segurança”, disse o PM frisando que a Paz efectiva é requisito fundamental para o aumento da produção e da produtividade em todos os sectores da actividade económica, particularmente do sector agrário. (GPM)