10/09/2025
Presidente do Sindicato dos Servidores, Pedro Bitú, defende valorização e equiparação salarial para professores em Várzea Alegre
Na sessão da Câmara de Várzea Alegre, realizada nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Várzea Alegre (SSPMVA), Pedro Bitú, fez um forte discurso em defesa da categoria dos professores. Ele parabenizou os educadores pelo trabalho no desfile de 7 de Setembro e apresentou o histórico da luta pela equiparação salarial, cobrando uma resposta da gestão municipal.
Em sua fala, Pedro Bitú citou o educador Paulo Freire para destacar que o professor não é um mero transmissor de informações, mas um “mediador que molda o futuro da sociedade”, tornando-o crucial para a qualidade da educação. Ele ressaltou que a valorização da categoria atrai novos talentos, diminui a rotatividade e eleva os índices de desenvolvimento do município.
A luta pela regência de classe e quinquênios
O presidente do Sindicato relembrou um momento crucial para a categoria. Em 2009, o sonho dos professores de receber “regência de classe” (40% sobre o salário base) e “quinquênios” (5% a cada 5 anos) foi interrompido por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela prefeitura da época contra a Câmara Municipal. Como resultado, 498 professores da rede municipal de ensino não possuem essa vantagem salarial, enquanto outros 89 que atuam na mesma função a recebem.
Pedro Bitú usou o próprio exemplo para mostrar a grande diferença salarial: ele, que possui dois vínculos de 20 horas como professor, recebe R$ 6.300,00 em um vínculo com regência de classe e apenas R$ 3.800,00 no outro, sem o benefício. "São 498 professores que precisam usufruir desse direito", afirmou, classificando a regência de classe como uma justa insalubridade, dada a exposição dos professores a doenças e outros riscos em seu trabalho.
A proposta do Sindicato e a espera por um posicionamento oficial
Pedro Bitú relatou que o Sindicato e a comissão de professores já tentaram, em 2010 e 2021, negociar com as gestões municipais para incluir um artigo nos planos de carreira que garantisse o direito à regência de classe, mas não obtiveram êxito.
A luta se intensificou neste ano. Em julho, o sindicato e a comissão de professores apresentaram uma proposta à prefeitura.
Conscientes da Lei de Responsabilidade Fiscal, eles não pediram os 40% de uma só vez. A sugestão foi para que o aumento fosse gradual, com um percentual inicial baseado no tempo de serviço de cada professor (ex: 5% para 5 anos de serviço, 10% para 10 anos, e assim por diante), com a regência sendo alcançada em 5 anos.
O presidente do sindicato informou que recebeu uma mensagem da prefeitura, via WhatsApp, informando que a proposta está sendo analisada. Ele, porém, cobrou um posicionamento oficial e urgente da gestão municipal, que abriu um canal de diálogo com a categoria, mas ainda não apresentou uma resposta. Bitú sugeriu que a prefeitura envie o projeto de lei em regime de urgência, como um "presente" para os professores no dia 15 de outubro.
Encerrando seu discurso, Pedro Bitú pediu o apoio dos vereadores, destacou que "investir em educação não é gasto, é investimento".