Nós da Kizomba sempre levantamos a necessidade de aproximarmos os estudantes das entidades estudantis, dos movimentos sociais e populares, e também de repensar a forma de fazer política. Pode significar festa do povo, uma forma de expressão cultural, uma dança criada pelos negros(as) em forma de resistência a escravidão. Pode significar congregação, confraternização, resistência. Pode ser também u
m gênero musical angolano criado nos anos 50, mas para nós, jovens brasileiros e brasileiras, Kizomba surgiu a quinze anos no campo do movimento estudantil construindo uma nova cultura política. Nos aproximamos dos e das estudantes de todo país, consequentemente das entidades estudantis Brasil afora através de CA's, DA's, UEE's, UNE, sindicatos, dos movimentos sociais e populares, sempre na busca de repensar a forma com que se faz política. Reafirmamos, diariamente, nossa luta pela construção de uma nova cultura política que crie novas formas de participação nas decisões de interesse público, que consolide entidades capazes de democratizar as instâncias de decisão e sempre busque o diálogo e ações conjuntas com os movimentos sociais na luta por direitos, cidadania e democracia. Somos estudantes de todas as cores, de várias culturas e lugares. Somos jovens de esquerda, socialistas, feministas, anti-racistas e internacionalistas. Dedicamos juntos, parte importante de nossas vidas à construção de um mundo mais justo, democrático e fraterno. Kizomba era festa e resistência cultural de um povo. Era a exaltação da vida e da liberdade, hoje continua sendo, de novas formas, buscando construir uma sociedade democrática e socialista. O coletivo ajudou a conquistar e a fortalecer importante expansão e políticas educacionais implementadas em nossa universidade nos últimos anos. As vagas do ensino superior foram duplicadas e isso permitiu a entrada de setores antes excluídos socialmente. Pobres, pretos, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras hoje vivem a universidade, muitas vezes primeiros em suas famílias. Inauguram um novo ciclo, uma verdadeira inversão de valores, uma silenciosa revolução. Nossas reuniões acontecem semanalmente com espaços de organização e de formação política. O calendário de reuniões é construído de forma coletiva na primeira reunião do semestre. Curta nossa página ou procure algum de nossos militantes para mais informações. Somos um coletivo nacional, mas que, na UFU, constrói dia-a-dia uma universidade mais popular e democrática.