01/05/2026
A revolta de Haymarket e os mártires de Chicago.
Tudo começou no dia 1 de maio de 1886, dia em que foi iniciada uma greve geral para impor a jornada de oito horas. Naquela época, Chicago era a segunda maior cidade dos Estados Unidos e o movimento operário se concentrava nessa cidade. Após vários dias de protesto e repressão policial (incluindo tiros à queima-roupa) e ataques de greves e guardas pinkerton, anarquistas locais imprimiram e distribuíram propaganda chamando a um comício na Haymarket Square, um importante centro comercial da cidade.
Este desenho encapsula o que aconteceu, no entanto mostra 3 fatos separados ocorrendo ao mesmo tempo: o discurso de fielden, a bomba explodindo, e o subseqüente baderna
O comício começou pacificamente até depois do discurso de Samuel Fielden, um anarquista e ativista, quando um desconhecido jogou uma bomba de dinamite em direção a um grupo de policiais. O atentado resultou em 60 policiais e um número não reportado de civis feridos. No total, oito policiais e quatro trabalhadores morreram, incluindo um policial que morreu dois anos depois por feridas causadas nesse dia.
Oito pessoas, ligadas ao comício direta ou indiretamente, foram eventualmente condenadas: August Spies, Adolfo Fischer, George Engel, Louis Lingg, Michael Schwab, Samuel Fielden, Oscar Nebe, e Albert Parsons que nem estava no lugar dos fatos. Fielden e schwab receberam prisão perpétua, nebe quinze anos na prisão, enquanto os outros foram condenados à morte. Lingg decide suicidar-se na sua cela com dinamite antes de ser enforcado.
O inédito foi que o procurador não tinha prova alguma da ligação entre estes homens e o homem que tiro a bomba. O seu argumento era que os anarquistas eram culpados por não ter tentado desencorajar o agressor, o que os torna conspiradores e igualmente responsáveis. Graças a este disparate, este julgamento passou para a história pela grande injustiça que se realiza.
No dia 11 de novembro de 1887, Spiers, Parsons, Fischer, e engel foram levados para a forca enquanto cantavam a marselhesa, nesse então o hino do movimento revolucionário.
" O princípio fundamental da anarquia é a abolição do salário e a substituição do actual sistema industrial e autoritário por um sistema de livre cooperação universal, o único que pode resolver o conflito que se prepara. A sociedade atual só vive por meio da repressão, e nós temos aconselhado uma revolução social dos trabalhadores contra este sistema de força. Se eu vou ser enforcado pelas minhas