18/04/2014
(Em Memorian a uma Grande MÃE e Guerreira)
“Eu e o João Nelson, meu marido, já tínhamos três filhos. Ele era pediatra voluntário em uma creche e certa vez, passeando com a família, fomos todos para a creche porque havia uma criança que não estava bem. Foi um amor verdadeiro à primeira vista, todos se apaixonaram e sentiram uma emoção muito forte. A minha filha Ivna, que na época tinha cinco anos, tirou ele do berço e andou com ele no colo falando que era nosso filho. Eu fiquei muito emocionada e falei com o meu marido que a criança era nossa. A dona da creche disse que a criança já estava no processo de adoção por um casal da França. Eu saí de lá chorando porque eu o queria.
A advogada da creche nos ligou no dia seguinte, avisando que casais brasileiros têm preferência na adoção, em relação a um estrangeiro. O casal francês não se importou, eles disseram que buscavam uma criança, que poderia ser outra, já que estávamos apaixonadas por aquela. E assim fomos buscar o Luiz na creche. Passamos por todo o processo de adoção, tivemos que publicar no jornal, esperando para ver se alguém se pronunciava como parente... Tudo demorou seis meses, até que conseguimos o registro. Hoje somos eu e meu marido e os nosso filhos Ticiana, de 35 anos, João Nelson Junior, de 33, Ivna, de 29 e Luiz, de 23.
O Luiz é maravilhoso, não poderia ter passado nessa vida sem ter encontrado o meu filho. Esse é o sentimento de todos aqui em casa. Eu diria a qualquer mãe e qualquer casal que essa é uma experiência tão rica na vida que se eu voltasse na Terra um dia eu não iria perder a oportunidade de vivê-la de novo.