03/05/2026
Neste dia 3 de maio, fazem cinco anos que meu pai morreu.
Dias depois da morte do ex-prefeito Firmino Filho.
São duas datas tristes que marcaram 2021 como um ano que deixou marca na minha vida. Deu sentido ao passado, projetou o futuro e me concedeu, de vez e violentamente, a condição plena da vida adulta, aquela sensação de que não há mais para onde voltar, porque tudo a partir dali seria por minha conta e risco, exclusivamente.
De lá para cá, muita mudança, muitos desafios, mais maturidade, impaciência, paixão pela vida e um sentimento bom — sim, sentimento bom — de ter podido f**ar perto de minha mãe, que morreu dois anos depois, de ter ajudado como pude à , à , ao , ao e, até quando deu, a sua outra filha.
De tudo que vivi até aqui, depois desses dias de 2021, f**aram sentimentos muito contraditórios: desamparo e amparo, esperança e angústia. Cada passo pensado na perspectiva de que tragédias, sim, acontecem — que a vida pode ir num segundo e que quem f**a precisa se reconstruir de uma maneira ou de outra.
Depois desses cinco anos, ainda vou semanalmente ao cemitério — como ia à casa de meus pais, quando aqui estava — para prestar contas da semana, fazer perguntas que eu mesmo não saberia responder, mas principalmente para dizer que estou por aqui tentando fazer o melhor. E que o e o Jesus estão bem, cada dia melhores — e que neles tento retribuir o que recebi.
Quero prestar esta homenagem ao meu pai e a um grande amigo que partiram em 2021.
Este 3 de maio de 2026 é um domingo. E esta homenagem tem saudade, tem lágrimas — mas não tem tristeza. Porque as coisas têm andado. Não eliminaram o sofrimento, mas a dor já ficou domada. E isso, cinco anos depois, é muito.