Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro - Piauí

Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro - Piauí Coletivo Feminista-Classista Ana Montenegro - Teresina (PI)

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, vem por meio desta nota denunciar um crime que teve como vítima uma estud...
28/01/2023

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, vem por meio desta nota denunciar um crime que teve como vítima uma estudante da UFPI dentro do próprio campus da universidade.

Nos solidarizamos com a dor de familiares e amigos da estudante que foi vítima de violência, acentuada ainda mais devido ao descaso da universidade em relação a segurança de toda a comunidade universitária.

Nós, do CFCAM-PI, somaremos na luta por melhores condições de segurança na universidade, direito esse que vem sendo negado pela e, consequentemente, dificultando a permanência dos estudantes na universidade, principalmente das mulheres.

Pela segurança da comunidade universitária! Pelo fim da violência contra as mulheres! Justiça por Janaína!

"O grau de emancipação da mulher é a medida natural da emancipação geral".📍Esta afirmação foi retomada mais tarde por Ma...
02/03/2022

"O grau de emancipação da mulher é a medida natural da emancipação geral".

📍Esta afirmação foi retomada mais tarde por Marx e Engels, mas nasceu do socialismo utópico, e por isso é com ela que iniciamos, afirmando que o 8 de Março nasceu PROLETÁRIO, nasceu ligado às lutas do movimento operário, mais concretamente à Internacional das Mulheres Socialistas, cuja promotora era Clara Zetkin, militante comunista alemã.

📍Portanto, o CFCAM é feminista classista. Nossa raiz está nas mulheres trabalhadoras e na revolução socialista. Nosso feminismo não se limita à igualdade entre os s**os, como feministas classistas lutamos pela libertação das mulheres mediante o fim da propriedade privada e da divisão sexual do trabalho.

💜Por isso o CFCAM faz o convite para formação e debate coletivo para entendermos o real significado do 8 de março, quais foram as pessoas que o construíram e porque as feministas classistas ainda se movimentam em torno dessa data, tendo como base nas ideias de Alexandra Kollontai. Em suas palavras, "as mulheres só podem se tornar verdadeiramente livres e iguais em um mundo organizado por novas linhas sociais e de produção..."

⚠️ Link para inscrição na bio

Camaradas, A solidariedade de classe é o que garante a luta do povo e o que tem fortalecido o enfrentamento da pandemia....
21/07/2020

Camaradas,

A solidariedade de classe é o que garante a luta do povo e o que tem fortalecido o enfrentamento da pandemia. Nós, coletivos que constroem o poder popular, estamos organizando ações de solidariedade nas comunidades de Teresina e, se puder, contamos com a sua contribuição.

Nosso autofinanciamento desse mês será através da Rifa solidariedade classista que sorteará 2 importantes livros para a formação política:

• "Sociologia do Negro Brasileiro", de Clóvis Moura.

•"O Castelo de Papel", de Mary del Priore.

🗓️ Data e local do sorteio online: 2 de agosto, 15h, live no instagram da UJC Piauí .

📌 O valor do ponto é 5 REAIS. Para comprar o seu ponto entre em contato pelo chat

🚩Quem foi Ana Montenegro?🚩•Ana nasceu em 13 de abril de 1915 na cidade de Quixeramobin, no interior do Ceará. Cumpriu um...
30/03/2020

🚩Quem foi Ana Montenegro?🚩

Ana nasceu em 13 de abril de 1915 na cidade de Quixeramobin, no interior do Ceará. Cumpriu uma intensa e marcante atividade político-social ao lado das mulheres e dos trabalhadores do mundo.Atuando na área do direito, foi ativa jornalista, atuando na imprensa comunista e em outros veículos, sendo, nesse ínterim, uma das fundadoras do jornal Momento Feminino e da sua participação na revista Seiva, considerada uma das primeiras revistas dos comunistas no Brasil.
Desenvolveu intensa pesquisa histórica sobre os movimentos populares e suas lutas de contestação.
Participou de instâncias políticas da luta feminista, a exemplo União Democrática de Mulheres da Bahia, Comitê Feminino pró Democracia, Liga Feminina da Guanabara e a Federação Brasileira de Mulheres, entidades com intensa presença de mulheres que participavam das lutas político-sociais e hegemonicamente ligadas ao PCB.
No entanto, posteriormente, nas circunstâncias do Golpe de 1964, Ana Montenegro teve que tomar o caminho do exílio, tornando-se, portanto, a primeira mulher exilada pela ditadura. Passou pelo México, Cuba e por Berlim, Alemanha oriental, onde teve importante papel na organização das lutas feministas. Atuou também na ONU e Unesco, tendo participado de várias articulações internacionais e congressos que tinham como bandeiras a questão da mulher, da luta de classes e da emancipação humana.
Tudo isso, sempre ao lado do operador político que escolheu para combater: o PCB.Uma das suas mais firmes convicções era a tarefa de lutar contra a destruição do PCB. Travou o bom combate, com força e determinação, lutou em defesa do socialismo e da revolução brasileira. Contribuindo demasiadamente no processo de “reconstrução revolucionária” do PCB.
Ana Montenegro, exilada política, separada e mãe de dois filhos, teve um dele morto durante o exílio. Ela faleceu em 30 de março de 2006, em seu enterro o povo, as mulheres simples, o mundo político e intelectual e seus camaradas encheram o salão para um ato político da mais bela homenagem, tendo seu caixão coberto pela bandeira vermelha do PCB com a foice e martelo da luta dostrabalhadores do campo e da cidade.
Ana Montenegro SEMPRE presente!

☭🚩Viva os 98 anos do Partido Comunista Brasileiro!🚩☭"Somos um Partido que tem como princípio o internacionalismo proletá...
26/03/2020

☭🚩Viva os 98 anos do Partido Comunista Brasileiro!🚩☭

"Somos um Partido que tem como princípio o internacionalismo proletário e pratica a solidariedade internacionalista atuando nas principais entidades de solidariedade internacional. O PCB, a União da Juventude Comunista, a Unidade Classista e o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro participam do Movimento Continental Bolivariano, das atividades da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM), da Federação Sindical Mundial (FSM) e, juntamente com os principais partidos comunistas dos cinco continentes, constrói anualmente o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO).
No cenário atual de avanço dos ataques da ultradireita, é hora de fortalecer o PCB, vanguarda histórica do proletariado brasileiro. Devemos combater firmemente o anticomunismo e assumir cada vez mais nosso protagonismo nas lutas políticas, socioeconômicas e culturais da classe trabalhadora, dos movimentos populares e da juventude. Neste novo período de lutas o PCB, sua corrente sindical (Unidade Classista), sua juventude (União da Juventude Comunista) e seus coletivos partidários (Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Coletivo Minervino de Oliveira e Coletivo LGBT Comunista) devem estar preparados, nos domínios teórico, político, organizativo e estrutural, para combater a ofensiva do capital contra a classe trabalhadora, barrar o crescimento do fascismo e buscar promover a mais ampla unidade de ação com as diversas forças políticas e sociais democráticas, anti-imperialistas e anticapitalistas para derrotar o governo ultraliberal de Bolsonaro/Mourão e seus aliados. Desta forma pavimentaremos o caminho necessário para a construção do Bloco Revolucionário do Proletariado na perspectiva do Poder Popular e da Revolução Socialista Brasileira."

Conheça o site do Partido Comunista Brasileiro - PCB e leia o texto na íntegra em pcb.org.br

Na imagem estão as camaradas: Maria Aragão, Ana Montenegro, Zuleide Faria, Zuleika Alambert, Olga Benario, Laura Brandão e Adalgisa Cavalcante. Lutadoras que contribuiram grandemente ao longo desses 98 anos de história.

"Nós, feministas, sabemos bem que carregamos pesos a mais nesta sociedade. As mulheres da classe trabalhadora, principal...
28/11/2019

"Nós, feministas, sabemos bem que carregamos pesos a mais nesta sociedade. As mulheres da classe trabalhadora, principalmente as mulheres negras e a população LGBT, fogem do padrão de indivíduo da sociedade burguesa; hétero, branco e detentor de propriedade. Na existência desse padrão – desse modelo a ser seguido, vivenciado, buscado, temos nossa diversidade, nossa individualidade tão nossa e tão universal, tolhida, violentada, censurada. Mas de onde vem esse padrão? O que há por trás dele? Ele pode ser superado apenas com a educação?

Está mais do que em tempo de o movimento feminista, tão importante e necessário a nós brasileiras que vivenciamos a crescente precarização das políticas sociais, o aumento da pobreza e da violência que em todas as suas expressões incide ostensivamente em nós, compreender as relações sociais que fundamentam e determinam a exploração e a opressão que vivenciamos diariamente. Que nossas avós e mães sofreram e que as futuras gerações sofrerão enquanto existir o capitalismo ra***ta hétero patriarcal.

O feminismo classista é construído por uma consciência coletiva de que teoria e prática não se separam. Jamais. A nossa teoria, materialista, histórica e dialética que, além de única compromissada com a luta da humanidade contra o capital, é a que melhor se aproxima da realidade, complexa e dinâmica que vivemos, deve nortear todas as nossas ações, atividades, diálogos, reflexões, falas… o trabalho de base que precisamos realizar para que as mulheres, da cidade e do campo, mães, solteiras, religiosas, jovens, maduras, crianças, despertem a consciência de quem são, de seu potencial de enfrentamento e de quem são os reais inimigos das mulheres.

As mulheres precisam da teoria revolucionária para compreender que a propriedade privada, por cuja superação tanto lutamos, é uma relação social que permite a exploração de pessoas por outras pessoas, fundando assim a divisão social de classes, entre aqueles que produzem a riqueza e os outros que exploram os produtores e produtoras da riqueza.

As mulheres precisam da teoria revolucionária para compreender que a relação social que funda a sociedade burguesa, essa em que vivemos, é a relação do capital. Isso significa que nessa sociedade perdemos os meios e as possibilidades de produzir nosso sustento, nossa vida. Fomos obrigadas a vir para os centros urbanos vender nossa força de trabalho em indústrias, fábricas, empresas, em troca de um salário sempre insuficiente para comprar e pagar tudo de que precisamos, pois nessa sociedade tudo é mercadoria, nosso alimento, nossas roupas, moradia, saúde, lazer, conhecimento. Precisamos pagar por tudo. O mercado é um grande rei e nós somos todos súditos que a todo instante precisamos atirar-lhe nossas riquezas sem dó. A condição de trabalhadoras nos torna inimigas dos capitalistas que não hesitarão em promover a barbárie em nossas vidas, se isso lhes trouxer riqueza e poder. A condição de trabalhadoras nos torna potencialmente revolucionárias.

As mulheres precisam compreender que existem relações sociais de s**o, que nada mais são do que relações que fundam e mantêm a desigualdade entre homens e mulheres em todas as dimensões da vida. As relações sociais de s**o criam uma divisão sexual do trabalho e do poder em que se constituem atividades legitimadas como femininas e outras como masculinas, sendo essas “femininas” as mais precarizadas e desvalorizadas. Já pensou por que a enfermagem, o serviço social e a pedagogia são profissões majoritariamente femininas? E também de pouca valorização? A divisão sexual do trabalho designa como femininas profissões que sejam reconhecidas socialmente por sua vinculação ao cuidado e à educação que, por consequência, o patriarcado atribui como naturais do ser mulher. A nós mulheres recaem a responsabilidade pelo cuidado e educação dos filhos, o que limita nosso tempo e nossas possibilidades de estudo, trabalho, lazer e organização política. Legitima-se uma consciência social de subordinação da mulher ao homem como sua propriedade, tolhendo nossa independência e autonomia. E ainda, essas relações sociais obstaculizam nossa liberdade sexual, nos impondo a heterossexualidade como única orientação sexual aceita e rejeitando outras identidades de s**o.

As mulheres precisam também compreender que existem relações sociais de raça e etnia que fundam e mantêm a desigualdade entre negras/os e brancas/os. Essas relações sociais criam uma divisão racial do trabalho em que se constituem atividades legitimadas como brancas e outras desempenhadas por mulheres negras. Por que a profissão de empregada doméstica é desempenhada majoritariamente por mulheres negras? Por que são as mulheres negras que mais ocupam os trabalhos informais e mais precarizados? Por que os cargos e espaços de poder são majoritariamente ocupados por homens e brancos? O racismo e o colonialismo estruturam a dominação e opressão do povo negro, principalmente das mulheres negras e de periferia. Ainda que vejamos mais produtos para nossos cabelos crespos, mais negras como protagonistas de TV e mais discussões sobre racismo, o sol continua sem brilhar sobre nós. Essas relações possibilitam que as negras sejam as maiores vítimas de feminicídios e violências, sobretudo se***is, físicas e obstétricas. São as que mais sentem o desemprego e todas as barbáries produzidas pelo capital em nossas vidas. A condição de ser negras nessa sociedade nos torna potencialmente revolucionárias!

As mulheres precisam do feminismo classista para compreender que capitalismo, patriarcado e racismo não se separam. São articulados. Um se estrutura e interage com o outro conformando uma realidade social de exploração combinando a opressão do s**o, da raça e da classe. O racismo e o patriarcado existem porque existe uma base material, a propriedade privada, que impõe concretamente a exploração. Esses sistemas conformam o modo capitalista de produzir nossa vida e determinam a vida das mulheres marcada pelo trabalho extensivo, intensivo e intermitente, pela violação de Direitos, pelas violências domésticas, se***is, patrimonial, físicas, obstétricas e psicológicas sofridas. Pelo peso da responsabilização pelo cuidado da casa e dos filhos, pela aflição e desespero ao ver as condições de vida cada vez mais difíceis, o pão cada vez mais caro e o emprego cada vez mais distante.

O padrão do ser mulher, branca, doce, resignada não surge do nada. É produto de uma sociabilidade cujo norte é o lucro violento dos que comandam essa terra, oprimindo para isso todos que fogem do gosto do capital. O que há por trás desse padrão é toda uma organização social destruindo a natureza e transformando toda a nossa riqueza humana, cores, cultos, saberes, culturas, gostos, traços, em desigualdades.

Ainda que a educação seja um elemento imprescindível, ela por si só não tem poder de mudar uma sociedade. A educação na sociedade burguesa, inclusive não nos permite aprender nem mesmo nossa história e nosso papel como produtores do mundo humano. Não estudamos sobre África e nossa América, não discutimos sobre racismo ou patriarcado, não aprendemos o porquê de nossa condição. Não sabemos por que as mulheres são estupradas e trocadas como mercadorias e nem quando isso começou e não conhecemos nossos Direitos. Não aprendemos na escola que devemos lutar contra todo e qualquer ataque a nossa individualidade e humanidade.

Nossa condição só mudará quando nos tornamos conscientes de tudo o que o capital obstinadamente nos esconde e de como a política de conciliação de classes está fadada ao que é conveniente à burguesia. Quando nos organizarmos nas fileiras da luta por um mundo possível e tão urgente que precisa ser pensado e construído no presente. As mulheres precisam do feminismo classista para enfrentar as tantas e cotidianas agressões do capitalismo ra***ta hétero patriarcal enquanto negras, imigrantes, lésbicas, transe***is, mães… trabalhadoras que, como já nos disse a camarada Ana Montenegro – lutando por pão, terra e trabalho, sendo um país que tem isso, almejamos liberdade! "

Link do texto: https://pcb.org.br/portal2/23322/por-que-defendemos-o-feminismo-classista/

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