23/06/2023
*É mais que normal, é institucional: o arcabouço fiscal e o marco temporal*
A oposição entre neofascismo e social-liberalismo, ambos instituídos sob o capitalismo dependente em fase de crise de acumulação, nunca esteve tão demarcada no Brasil. Fundamentalmente, ambas são manifestações de uma única estratégia: a ofensiva burguesa, agindo sob táticas diferentes a depender das características de um e outro e do contexto da luta de classes.
Sob Bolsonaro, latifundiários, madeireiras e mineradoras desmataram, incendiaram e assassinaram florestas e indígenas com o consentimento público do Estado. Para a manutenção dos lucros da burguesia, foi permitido um genocídio contra a classe trabalhadora, obrigada a se amontoar nos centros urbanos e se expor à contaminação para que sua mais-valia pudesse ser extraída.
Com Lula, criou-se o Ministério dos Povos Indígenas e mulheres indígenas foram eleitas pela primeira vez ao Congresso Nacional. Em seguida, a aprovação do Marco Temporal, que libera desenfreadamente a expansão capitalista sobre as terras indígenas "não mais constitucionais", foi aceita sem objeções, contando com assistência direta ou indireta de correligionários do próprio partido no parlamento.
Sob pretexto de combater a inflação e retomar o crescimento, a burguesia, através do "eruditíssimo" Ministro da Economia Haddad, impôs seu projeto de regulação dos investimentos públicos, o que na prática é o sucessor espiritual do Teto de Gastos de Temer, estreitando ainda mais a dependência da classe trabalhadora em direção aos interesses privados de mercantilização daquilo que deveria ser bem público de todo o povo.
Diferentemente do bloco governista e da mídia em geral, cuja hipocrisia ou deficiência teórica lhes obrigam a denunciar violências ilegais e, contraditoriamente, admitir violências praticadas sob o rito de PL's e PEC's aprovados de forma "republicana", os comunistas seguem lutando contra um inimigo que continua sendo o mesmo, ainda que sob outro verniz: o Estado Capitalista.
Te convidamos a se reunir conosco sexta-feira (23/06) para discutirmos, nos posicionarmos ao lado da classe trabalhadora e pensarmos as perspectivas da nossa luta em Taubaté.