22/11/2017
PSOL Sumaré apresenta nova direção Municipal
No último dia 17 de novembro, o PSOL Sumaré apresentou sua nova direção Municipal. Com o tema "Resistir às Reformas", o PSOL Sumaré se coloca como um instrumento de luta contra o capitalismo e seus ataques contra a classe trabalhadora, o povo pobre na periferia, a juventude, as mulheres, negros e LBGTs. Assim como em todo o país, o PSOL está em luta também em Sumaré para enfrentar as injustiças de nossa sociedade.
Para o PSOL, mais do que nunca é necessário gritar bem alto: “socialismo ou barbárie”! Vivemos uma barbárie social, com profundas contradições de um modelo de sociedade excludente e com uma gritante desigualdade social. É o que estamos vendo em todo o mundo e no Brasil não é diferente. Retirada de direitos sociais e trabalhistas, privatizações, ataques às liberdades democráticas. Querem que os trabalhadores paguem a conta. No setor privado, nas fábricas e locais de trabalho, cada vez está mais difícil para garantir um emprego, e quando se garante, é um trabalho precarizado, sem direitos, com assédio moral e muita opressão, além da terceirização. No setor público, a destruição dos serviços públicos é crescente, privatizando para as empresas obterem lucros nas costas do povo trabalhador. Sumaré não foge à regra. A população mais pobre tem sofrido com essa situação, com aumento do desemprego, precarização dos serviços públicos, com graves problemas na saúde, na educação, no transporte público, no acesso à moradia e na mobilidade urbana.
Assim, combatemos o governo ilegítimo de Michel Temer e seu programa de profundos ataques, com a “contrarreforma” trabalhista, a PEC do Ajuste Fiscal e a Reforma do Ensino Médio, além da reforma da previdência que tenta implantar. Repudiamos a corja do Congresso Nacional, com suas pautas à serviço do capital e da ânsia conservadora da sociedade.
Da mesma maneira, devemos asseverar que combatemos à lógica de conciliação de classes dos governos do PT, que mostraram a impossibilidade da aliança com os capitalistas, latifundiários, banqueiros e empresários. Não houve mudanças que o povo precisava. Não podemos medir os avanços pelo consumo. Ele é insuficiente, porque não é vinculado com a base real de melhoria dos serviços públicos. Temos que construir uma plataforma para a revolução brasileira, unificando a esquerda em eixos claros de independência de classe.
O Brasil precisa de uma reforma tributária para que os ricos paguem impostos. Precisamos combater a especulação imobiliária, e fazer uma reforma urbana profunda, fazendo valer a função social da propriedade. Precisamos fazer a reforma agrária. Precisamos de políticas públicas claras à favor da população negra, das mulheres e LGBT. Precisamos qualificar nosso Sistema Único de Saúde (SUS). Precisamos investir firmemente na educação pública. Precisamos combater o oligopólio da mídia. Precisamos priorizar o transporte público e inverter a lógica de nossas cidades. Precisamos combater a opressão dos órgãos de repressão, que criminaliza a periferia.
Precisamos defender às liberdades democráticas. Precisamos quebrar a lógica das empresas financiarem os políticos e depois cobrarem a fatura. Precisamos acabar com essa falsa democracia em que vivemos, votando a cada 4 anos.
Precisamos construir uma democracia nos bairros e nos locais de trabalho. Primeiramente, precisamos, imediatamente, revogar todas as leis feitas durante o governo Temer!
Da mesma maneira, combatemos o governo Alckmin, que depois de tantos anos do PSDB à frente do Estado de São Paulo, estado mais rico do país, sempre governaram contra os mais pobres, deteriorando a educação, a saúde, etc; sempre reprimiram a população na periferia e possui responsabilidade direta pela miséria em que vivemos.
Em Sumaré, temos problemas históricos como uma cidade que nunca teve um governo que rompeu com a lógica dos mais poderosos. Neste último período, sofremos com o governo da Cristina Carrara (PSDB), que afrontou diretamente os movimentos sociais, os servidores públicos e não realizou nenhuma política que favorecesse à população mais pobre. Sempre governou para a elite do centro, de forma arrogante e prepotente.
Agora, seguimos com um governo que não nos representa. Neste primeiro ano de mandato de Luiz Dalben (PPS), não vimos medidas concretas para uma mudança à favor do povo trabalhador. É mais um governo convencional, de um partido conservador e que não apresenta um compromisso com a transformação social. Vale ressaltar que diante da gravidade da privatização do DAE pela Odebrecht/BRK, depois do trabalho da Câmara e do MP, o que a Prefeitura está esperando para remunicipalizar o DAE? O que tem feito para garantir o acesso à água e ao saneamento básico? Sobre os servidores públicos, é importante voltar a pagar o servidor em dia, porém inúmeras outras pautas foram negadas e a lógica de precarização continua. Sobre as lutas de moradia, reconhecemos a importância do diálogo com a Vila Soma e outras ocupações, mas não há um plano concreto de regularização e demarcação de interesse social. O plano diretor ficou parado durante todo o ano. Não houve mudança nos problemas de transporte. Na saúde e na educação, longe de termos qualquer avanço concreto.
Portanto, neste momento de posse da nova diretoria municipal, perguntamos: Temos um governo para quem e com quais métodos se governa? E, por que não perguntar: quem, afinal, governa?
O PSOL Sumaré se coloca, desta forma, como um ponto de apoio às lutas sociais de nossa cidade, somando-se aos esforços de coletivos, sindicatos, organizações e movimentos sociais, para que juntos possamos fortalecer nosso combate contra a profunda desigualdade existente, enfrentando a classe dominante e contribuir para um processo de reorganização da esquerda, no Brasil, no Estado de São Paulo e em nossa querida Sumaré.
Vamos juntos, lutando ombro a ombro, enfrentando a dura realidade em que vivemos, reconstruir nossa esperança por uma sociedade justa, livre e igualitária.
Venha para o PSOL você também!