Laboratório de Ecologia Florestal e Biologia Vegetal UFRRJ

Laboratório de Ecologia Florestal e Biologia Vegetal UFRRJ Laboratório de Ecologia Florestal e Biologia Vegetal da UFRRJ. Pesquisa, Ensino e Extensão em Ecologia, Meio Ambiente e Sustentabilidade.

10/07/2020

Eu sou Thiago Amorim. Sou técnico do herbário RBR (Departamento de Botânica, UFRRJ). Sou doutor em Ecologia e Evolução pela UERJ. Fui orientado pelo Prof. Dr. Bruno Rosado e coorientado do Prof. Dr. André Freitas.
Durante meu projeto doutorado busquei investigar quais eram os fatores responsáveis pelos padrões de diversidade de plantas trepadeiras, desde a escala global até a local.
Para tal, utilizei abordagens investigativas que considerava não só a identidade taxonômica das plantas envolvidas como também considerei suas relações evolutivas e suas características funcionais.
Dentre os meus principais resultados destaco as implicações sobre como as comunidades de lianas poderão sofrer modificações no sentido da perda de diversidade, taxonômica, filogenética e funcional com a intensificação das mudanças climáticas globais.
Essas informações poderão ser muito úteis para elaboração de estratégias de conservação não são de plantas trepadeiras, mas de ambientes florestais como um todo.

"Enquanto houver vida haverá esperança".Desde 1974, no dia 5 de Junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A dat...
05/06/2020

"Enquanto houver vida haverá esperança".
Desde 1974, no dia 5 de Junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e visa despertar a reflexão para os problemas ambientais do planeta e conservação de seus recursos naturais. No decorrer dos anos desde a sua criação, ações ambientais vem sendo desenvolvidas em prol de inúmeras causas. Neste ano não será diferente e, mesmo em meio a uma pandemia global, as Nações Unidades estão incentivando a realização de ações virtuais em prol da sensibilização global para o meio ambiente. é o tema deste ano, que prioriza o olhar sobre a conservação da biodiversidade do planeta, sendo um apelo à ação global para combater a crescente perda de espécies e a degradação ambiental, além de chamar a atenção para a relação entre a saúde humana e a saúde do planeta.

Nos últimos 50 anos, a população mundial dobrou e, no ano passado, a humanidade bateu um nove recorde sobre o esgotamento dos recursos naturais pela população mundial.

Neste período de pandemia, a ONU esclarece que "A crise da COVID-19 evidenciou que, ao destruir a biodiversidade, se destrói o próprio sistema que sustenta a vida humana. Ao perturbar o delicado equilíbrio da natureza, são criadas as condições ideais para a propagação de patógenos – incluindo os diferentes tipos de coronavírus".

Dessa forma, precisamos entender que, enquanto espécie, somos parte do meio ambiente e dependemos dos recursos naturais para nossa subsistência. Assim, é urgente a necessidade de implementar modelos sustentáveis de desenvolvimento para que possamos salvar mais vidas, independente do táxon.

Com cerca de 3.408 espécies distribuídas em 58 gêneros, a família Bromeliaceae apresenta a maior diversidade dentre as f...
19/05/2020

Com cerca de 3.408 espécies distribuídas em 58 gêneros, a família Bromeliaceae apresenta a maior diversidade dentre as famílias endêmicas ou quase endêmicas das Américas. No Brasil, a família apresenta alta diversidade, com cerca de 70% dos gêneros e 40% das espécies conhecidas ocorrendo em território nacional. Destas, 1176 espécies são endêmicas do território brasileiro. Bromeliaceae é a quarta família mais representativa da Mata Atlântica, tendo este bioma como um dos seus centros de diversidade.
As bromélias apresentam formas variadas de vida, com plantas terrícolas, rupícolas e epífitas, e ocupam os mais variados habitats. São plantas que apresentam grande variação de tamanho, tendo espécies de pequeno porte, como Tillandsia usneoides, com alguns centímetros de comprimento, até de grande porte, como Puya raimondii, que pode atingir mais de 10 metros de altura quando está reprodutiva.
As bromélias apresentam fotossíntese com metabolismos CAM ou C3, o que permite que
vivam em condições de baixa disponibilidade de água. As inflorescências são vistosas,
geralmente coloridas, atraindo uma grande gama de polinizadores. As folhas apresentando tricomas especializados na obtenção de água da atmosfera. No entanto, uma de suas características mais marcantes são as folhas lanceoladas, de bainhas alargadas na base, e organizadas de forma espiralada, distribuídas em roseta ao redor de um caule curto.
Essa disposição das folhas permite o acúmulo de água nas bainhas e centro da roseta,
formando um reservatório, característico das bromélias-tanque. Nesse reservatório também
ocorre acúmulo de matéria orgânica e a colonização por organismos variados, formando umecossistema próprio. Esses organismos podem passar seu ciclo de vida parcial ou exclusivamente no micro-habitat aquático das bromélias, utilizando-o como sitio de reprodução, abrigo ou fonte de alimento. Assim, a conservação da família Bromeliaceae está intimamente relacionada com a conservação de uma enorme gama de organismos da fauna e flora que são direta ou indiretamente destas plantas para sobreviver.

Orchidaceae é a família botânica com o maior número de espécies entre as monocotiledôneas, sendo constituída por aproxim...
10/05/2020

Orchidaceae é a família botânica com o maior número de espécies entre as monocotiledôneas, sendo constituída por aproximadamente 24.500 espécies distribuídas em cerca de 800 gêneros. No Brasil ocorrem cerca de 2.300 espécies distribuídas em 191 gêneros. A família está dividida em cinco subfamílias, caracterizadas pela posição das anteras: Apostasioidae, Cypripedioideae, Epidendroideae, Spiranthoideae e Orchidoideae.

A maioria das orquídeas é classificada como epífita (cerca de 73% das espécies). No entanto, existem espécies rupícolas, terrícolas, palustres e mico-heterotróficas. Essa diversidade de formas de vida possibilita a ocupação de diferentes tipos de ambientes, uma vez que orquídeas podem ser encontradas em formações vegetais diversas.

As flores são geralmente zigomorfas e possuem três sépalas e três pétalas, sendo que uma delas é diferenciada em labelo. Os órgãos reprodutivos são fundidos em uma estrutura, a coluna, com uma a três anteras e uma região estigmática formada pela fusão dos três estigmas. Na maioria das orquídeas os grãos de pólen são reunidos em duas a oito polinias, e estas, em conjunto com o viscídio, que é a extremidade adesiva responsável pela fixação ao polinizador, formam o polinário, este é separado do estigma por uma região denominada rostelo. Suas sementes são muito pequenas, sendo facilmente transportadas pelo vento ou pela água em qualquer época, sendo indiferente às barreiras geográficas.

Estudos mostram que a grande capacidade adaptativa das orquídeas pode ser explicada, em parte, pelas várias formas vegetativas presentes na família, as quais podem representar diferentes estratégias relacionadas, basicamente, com a obtenção e reserva de água e nutrientes.

As epífitas vasculares compreendem um grupo muito diverso de plantas. Elas distribuem-se entre 11 subclasses botânicas d...
06/05/2020

As epífitas vasculares compreendem um grupo muito diverso de plantas. Elas distribuem-se entre 11 subclasses botânicas de forma bastante desigual.

No mundo, 25% das samambaias e licófitas (pteridófitas) apresentam hábito epifítico, ou seja, 2700 espécies em cerca de 120 gêneros. No país, segundo a Flora do Brasil, são encontradas 388 espécies distribuídas em 12 famílias. Dentro deste grupo, Polypodiaceae, Aspleniaceae, Dryopteridaceae, Hymenophyllaceae, Lycopodiaceae e Pteridaceae são as principais famílias de pteridófitas a apresentarem espécies epifíticos.

Entre as gimnospermas, plantas com sementes, mas sem flores ou frutos, apenas uma única espécie epífita é encontrada: Zamia pseudoparasitica.

Já dentre as angiospermas, que são as plantas com flores e frutos, 9% apresentam hábito epifítico. Orchidaceae, a família das orquídeas, representam 68% de todos os epífitos conhecidos, com quase 19.000 espécies epífitas em 543 gêneros. Já as bromélias (família Bromeliaceae) são a segunda maior família em número de espécies epífitas, com quase 1800 espécies, representando cerca de 60% de todos os membros da família. Outras famílias representativas com hábitos epifíticos são Ericaceae (família da azaleia), Gesneriaceae, Araceae (família dos antúrios), Melastomataceae (família da quaresmeira), Rubiaceae (família do café) e Cactaceae (família dos cactos). O gênero Peperomia, pertencente à família Piperaceae, é o que possui o maior número de plantas epífitas, além dos gêneros de orquídeas.

No Brasil, de acordo com a a Flora do Brasil 2020 em construção, são 2883 espécies de epífitas distribuídas em 30 famílias de angiospermas

Hoje, 22 de abril, é Dia Internacional da Terra. A data foi criada pelo senador americano e ativista ambiental Ga***rd N...
22/04/2020

Hoje, 22 de abril, é Dia Internacional da Terra. A data foi criada pelo senador americano e ativista ambiental Ga***rd Nelson, em 1970, com objetivo de chamar a atenção para as questões ambientais do planeta e instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009. A data é comemorada para nos lembrar que o planeta e seus ecossistemas fornecem sustento para todos os seres vivos. Em 2020, a ONU destaca a urgência de redução das emissões de gás carbônico na atmosfera com o tema Mudança Climática. Para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, a pandemia do novo coronavírus deve nos fazer refletir sobre o quanto a sociedade humana é vulnerável diante de ameaças globais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, ressalta que o planeta poderia estar melhor preparado para o desafio da pandemia se tivesse mais adiantado em cumprir os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e o Acordo de Paris. Hoje, a atenção está voltada especialmente para a importância da biodiversidade e ao combate à degradação e mudanças climáticas.

A missão do LEF/UFRRJ é investigar os padrões de distribuição espacial e os processos e fatores que estruturam populaçõe...
11/04/2020

A missão do LEF/UFRRJ é investigar os padrões de distribuição espacial e os processos e fatores que estruturam populações e comunidades vegetais. O principal objeto de estudo do LEF são plantas epífitas vasculares da Mata Atlântica e dos seus ecossistemas, tais como restingas e manguezais, em sistemas naturais e modificados pelo homem. Dessa forma, compreendendo como as populações e comunidades de epífitas são estruturadas, funcionam e são modificadas pelo homem, podemos aplicar esse conhecimento para a conservação dos ecossistemas.

Participam dos projetos do LEF estudantes graduação e pós-graduação de cursos como Biologia e Engenharia Florestal, tanto da UFRRJ quanto de outras instituições. O LEF/UFRRJ também atua em projetos que envolvam a temática do Desenvolvimento Sustentável, especialmente com os estudantes do Programa de Pós-graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável (.ufrrj ).

07/04/2020

Seja bem-vindo ao perfil oficial do Laboratório de Ecologia Florestal e Biologia Vegetal (LEF) da UFRRJ!

O LEF é um laboratório de ensino, pesquisa e extensão do Departamento de Ciências Ambientais da UFRRJ.

Nosso objetivo principal é investigar os padrões de distribuição espacial e os processos estruturadores de populações e comunidades vegetais, usando como objeto de estudo as epífitas vasculares e outros estratos vegetais, gerando informação aplicada a conservação dos ecossistemas.

Nossos projetos envolvem temas como biodiversidade de plantas epífitas, distribuição espacial, interações planta-planta e animal-planta, efeitos das ações antrópicas sobre populações, comunidades e ecossistemas e mudanças climáticas.



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Seropédica, RJ

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