04/12/2021
Post 2
Continuação
Mediante a determinada análise, acerca das perspectivas do funk, foi
pensando como é possível trabalhar o estilo musical dentro da sala de
aula. Usamos como base primordial para essa construção o texto da
professora Érika Ribeiro, “História Oral e a história do funk na
escola”, na qual a própria disserta como trabalhou com o funk na sala
de aula. No primeiro capítulo da dissertação, ela busca trazer quais
são os diálogos que a história acadêmica obtém com a história da sala
de aula, e como é usada a metodologia da História oral na sala de aula
do ensino básico. No segundo capítulo, Ribeiro trabalha a
historicidade do funk acerca do município de São Gonçalo. Enfim, no
terceiro capítulo, a mesma descreve como usou o funk na sala de aula,
quais foram as etapas e os posicionamentos dos alunos diante da
temática. A professora usou dez aulas para trabalhar a temática do
funk, abaixo estão as duas primeiras aulas e as metodologias.
• Primeira aula: apresentação do documentário “sou feia, mas tô na
moda” ( Link do documentário:
https://www.youtube.com/watch?v=7TEGmeETANE). Após a apresentação, a
professora propôs que os alunos realizassem uma redação. A surpresa
foi que, até aqueles que não gostavam do tema abordado “funk”
levantaram em pauta diversos temas, tais como, preconceito racial e de
classe, questões da sexualização da mulher. Entre outros, logo,
entende-se que o conteúdo abordado restabeleceu diversas conexões
críticas da realidade de cada aluno.
• Segunda aula: se inicia com a apresentação de relatos de ex- alunos,
professores e funcionários do colégio. Com a segunda aula, observa-se
que a professora busca desenvolver na mesma linha de raciocínio
anterior, a mesma busca fortalecer conexões do senso crítico dos
alunos, buscando avaliar questões do passado e do presente.
Para finalizarmos com o post, o funk é uma luta contra a opressão em
forma de arte e protesto, vivida por milhões. Origem batalhadora como
a mais pura resistência, liga almas, como o Soul, ritmo, crenças,
autenticidade e energias, ganha seu espaço em todos os lugares, e tem
de ser. (FIGUEIREDO, 2017, p.97)(p44).