Juntas na luta em Santarém
Desde o final do século XIX, o feminismo tem possibilitado muitos avanços na vida das mulheres: direito ao trabalho, ao voto, ao divórcio, à licença maternidade, maior liberdade sexual. No entanto, apesar dessas notáveis conquistas em nosso dia a dia ainda nos deparamos com inúmeras cenas de opressão e violência motivadas pelo machismo enraizado culturalmente em nossa s
ociedade. A violência contra as mulheres têm gerado índices assustadores, mesmo após as medidas protetivas como a Lei Maria da Penha. Um dos fatos que mais chamou a atenção nas últimas semanas foi a publicação (e após isso a retificação) dos resultados de uma pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisas econômicas Aplicadas), que revela grandes índices de acordo com situações de machismo. O resultado dessa pesquisa, assim como toda violência sofrida pelas mulheres, só mostram uma coisa: mais do que nunca o feminismo se faz necessário, mais do que nunca as mulheres precisam se organizar para combater o machismo! Machismo este que está presente em todos os setores da nossa sociedade e que se manifesta de diferentes maneiras
É nesse ensejo, da necessidade de se organizar, de combate à opressão que sofremos que surgiu o Juntas como uma ferramenta de lutas das mulheres. Uma luta das mulheres estupradas na Indía, das mulheres encoxadas no metrô em São Paulo, das mulheres violentadas em Santarém. A luta é de todas nós, por isso optamos por um movimento amplo em defesa das mulheres, um movimento articulado e que defenda o plural e o particular, porque a luta das mulheres muda o mundo!