03/06/2020
Carta aberta Antifascista e Anti-Racista
O Diretório Acadêmico da Geografia da Universidade Federal de Santa Maria, vem por meio desta carta reafirmar seu compromisso histórico com as lutas da Geografia e da categoria estudantil contra o fascismo, racismo, e qualquer regime autoritário, bem como qualquer forma de opressão, na busca por democracia e equidade.
O avanço das políticas neoliberais realizou uma mudança no regime político, de caráter autoritário e ultraliberal, composta exclusivamente pelas classes dominantes. No Brasil, na América Latina e no mundo, décadas de duras conquistas de direitos populares foram perdidas. Práticas de violência, de caráter machista, ra***ta, fascista, anti-democrática e genocida foram definitivamente institucionalizadas, apesar de não terem se iniciado agora.
A violência policial respaldada historicamente pelo Estado brasileiro, deixa nítida a lógica colonialista com que se rege este território há mais de 500 anos. Milhares de pessoas condicionadas a um sistema que nega sua memória e história. A realidade nos coloca em posição de luta e de enfrentamento, seguindo a tradição de nossos antepassados, que tanto lutaram pela liberdade plena do povo.
A direita conservadora, tendo como sua figura máxima Bolsonaro, em um movimento de ascensão, construiu unidade para descaracterizar o quadro político, sucateando e descredibilizando, através de calúnias, as instituições públicas. Antes mesmo da posse de Bolsonaro, era nítida sua relação com alas do fundamentalismo religioso, das milícias paramilitares do Rio de Janeiro, do mercado financeiro, do falso combate à corrupção representada pela Lava-Jato, e mais recentemente pelo Centrão, todos brigando publicamente para colocar seus interesses como prioridades do estado brasileiro.
Diante da instabilidade causada pela pandemia, esse governo intensifica o seu discurso de ódio e sua política genocida. Para nós, com fascista não se negocia - e não há espaço para política de conciliação.
O Diretório Acadêmico da Geografia - DAGEO, se posiciona ao lado do movimento antifascista e é contrário ao caminho autoritário traçado pelo atual governo, com nítidas influências nazifascistas, que busca destruir a já instável democracia nacional. O compromisso da nação em massacrar os descendentes de Zumbi dos Palmares e Dandara, através da política eugenista de branqueamento de nossa nação, matando e prendendo o nosso povo nunca foi revogado, e é hora dessa realidade ser mudada. Devemos nos referenciar em menções indígenas, negras, latino americanas e feministas.
É preciso pensar um projeto de transformação da sociedade que seja radicalmente Anti-Racista, Antifascista e Anticapitalista. Quando às ruas forem tomadas, não sairemos até que nossas conquistas sejam alcançadas.
Carta aberta Antifascista e Anti-Racista
O Diretório Acadêmico da Geografia da Universidade Federal de Santa Maria, vem por meio desta carta reafirmar seu compromisso histórico com as lutas da Geografia e da categoria estudantil contra o fascismo, racismo, e qualquer regime autoritário, bem como qualquer forma de opressão, na busca por democracia e equidade.
O avanço das políticas neoliberais realizou uma mudança no regime político, de caráter autoritário e ultraliberal, composta exclusivamente pelas classes dominantes. No Brasil, na América Latina e no mundo, décadas de duras conquistas de direitos populares foram perdidas. Práticas de violência, de caráter machista, ra***ta, fascista, anti-democrática e genocida foram definitivamente institucionalizadas, apesar de não terem se iniciado agora.
A violência policial respaldada historicamente pelo Estado brasileiro, deixa nítida a lógica colonialista com que se rege este território há mais de 500 anos. Milhares de pessoas condicionadas a um sistema que nega sua memória e história. A realidade nos coloca em posição de luta e de enfrentamento, seguindo a tradição de nossos antepassados, que tanto lutaram pela liberdade plena do povo.
A direita conservadora, tendo como sua figura máxima Bolsonaro, em um movimento de ascensão, construiu unidade para descaracterizar o quadro político, sucateando e descredibilizando, através de calúnias, as instituições públicas. Antes mesmo da posse de Bolsonaro, era nítida sua relação com alas do fundamentalismo religioso, das milícias paramilitares do Rio de Janeiro, do mercado financeiro, do falso combate à corrupção representada pela Lava-Jato, e mais recentemente pelo Centrão, todos brigando publicamente para colocar seus interesses como prioridades do estado brasileiro.
Diante da instabilidade causada pela pandemia, esse governo intensifica o seu discurso de ódio e sua política genocida. Para nós, com fascista não se negocia - e não há espaço para política de conciliação.
O Diretório Acadêmico da Geografia - DAGEO, se posiciona ao lado do movimento antifascista e é contrário ao caminho autoritário traçado pelo atual governo, com nítidas influências nazifascistas, que busca destruir a já instável democracia nacional. O compromisso da nação em massacrar os descendentes de Zumbi dos Palmares e Dandara, através da política eugenista de branqueamento de nossa nação, matando e prendendo o nosso povo nunca foi revogado, e é hora dessa realidade ser mudada. Devemos nos referenciar em menções indígenas, negras, latino americanas e feministas.
É preciso pensar um projeto de transformação da sociedade que seja radicalmente Anti-Racista, Antifascista e Anticapitalista. Quando às ruas forem tomadas, não sairemos até que nossas conquistas sejam alcançadas.