07/09/2026
Neste 7 de Setembro, a Gestão Vozes da Resistência do DASS convida a categoria e os estudantes de Serviço Social da UFSM a olharem criticamente para a nossa história. A historiografia tradicional consagrou grandes nomes e datas oficiais.
No entanto, autores como Neves (2020) nos mostram que o processo de separação política do Brasil foi marcado pela atuação contundente de sujeitos anônimos: trabalhadores que espalhavam panfletos radicais nas ruas, pessoas escravizadas que viam nos conflitos uma chance real de libertação, e mulheres que reivindicavam espaço e cidadania.
A manutenção do modelo latifundiário e escravagista após 1822 demonstra que a independência formal não significou a emancipação da maioria do povo brasileiro.
O Serviço Social, em seu projeto ético-político, se mantém aliado a defesa da classe trabalhadora e ao resgate das memórias de resistência que tensionaram e ainda tensionam as estruturas de dominação no país. Independência real se constrói com justiça social, combate às opressões e garantia de direitos. ✊🏽
Referências:
NEVES, Lucia Maria Bastos Pereira das. Os esquecidos no processo de Independência: uma história a se fazer. Almanack, Guarulhos, n. 25, efo0220, 2020.