Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia

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É um meio de divulgação para preservar a história e histor

Impresso distribuído aos estudantes universitários santa-luzienses durante a 6º Festa Universitária ocorrida no período ...
04/09/2026

Impresso distribuído aos estudantes universitários santa-luzienses durante a 6º Festa Universitária ocorrida no período Junino de 1970.

6Festa Junina – 70

a resta Junina – 70, praseire promeção de mauionade Universitária Santaluziense, objetiveva anis, um estímulo para as estudantes universitárias de Santa Inzia ne intuite de referçar a fundação de messa e2tid~~~, -- mcame una promação com fins de renda financeira.

Apesar da iaexperiência, dificuldades e barreiras que se nos apreso_taras, canseguines realizar messe fanta com brilhaatiame e gabarite assegurande nosss primeire cupreendimento, mantando firms assim a Neciadado Universitária Mantaluziense.

Os principais objetivas da S.U.E. visam a unificação e integração dos estudantes santaluzieasos, dande um espírite de classe à juventude estudices de nessa terra, bam ceam preparcisaar uma campanha filamtrépica em comum, tante ne seber universitário coms me secundário.

Nossa Festa Junina – 70 apresentas felhas e êrres, mus mãs perdaévais. Agradecepse a todes aqueles que nes apeinram e ostiveram na nessan Auto durante tâda a jerenda o apalanes à toda alasse estundantil Sagbaluzieade a pressuguirmes caa es objetives da S.U.E., somae necessásis ceme primeire passe a wailenção. A S.U.E. mâs privative mm um/ grupo de estudastes; a SqU.S. é vecê prezado cologa!

Aereditem que têdes as mossas falhas e Ãrres nouta nessa primeira pregção servirte para as nesses préximes amprecadinentes.

AVANTE S.U.H.!!!

SOCIEDADE UNIVERSITÁRIA MANTALUZIENSE
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O IMPORTANTE MESMO, FOI SUA PRESENÇA NA “FESTA JUNINA – 70” EM SANTA LUZIA DE 22 A 29

MOVIMENTO FOLCLORISTA – CINEMA – FORRÓ – SOUVENIR – BARRACA PERMANENTE – BIG CONJUNTO – BIG AMBIENTE – FEIJOADA – JUVENTUDE DINÂMICA.

UMA PROMOÇÃO DA SOCIEDADE UNIVERSITÁRIA SANTALUZIENSE

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Pesquisa de Marco Antônio Ferreira – Cadeira Nº 10.

Nesta terça-feira, 11 de agosto, uma representação do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia (IHGSL) esteve pre...
14/08/2026

Nesta terça-feira, 11 de agosto, uma representação do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia (IHGSL) esteve presente na sessão da Câmara Municipal para acompanhar um momento muito importante: a votação do projeto de lei, apresentado pelo vereador Gabriel Medeiros da Nóbrega, que reconhece o IHGSL como de Utilidade Pública Municipal.

Esse reconhecimento jurídico representa um passo importante para fortalecer o Instituto, ampliar suas ações de preservação da memória, da história e do patrimônio cultural de Santa Luzia e abrir novas possibilidades de parcerias e apoio para o desenvolvimento de seus projetos.

A aprovação também chega como um novo impulso para um objetivo importante: a construção da futura sede própria do Instituto.

Nosso agradecimento a todos os vereadores e vereadoras pela aprovação do projeto, por unanimidade, e de modo especial ao autor da propositura, vereador Gabriel Nóbrega, sócio colaborador do IHGSL.
Agradecemos também pelas intervenções elogiosas feitas ao IHGSL por diversos vereadores.

Na ocasião, o presidente do IHGSL usou da palavra, para ressaltar a importância que o Instituto tem exercido nos seus oito anos de existência em todo o Vale do Sabugi.

Patrono N° 30Maria Alba de Araújo NóbregaRelembro a história construída através do seu projeto de vida, da grande educad...
30/07/2026

Patrono N° 30
Maria Alba de Araújo Nóbrega

Relembro a história construída através do seu projeto de vida, da grande educadora santa-luziense, MARIA ALBA DE ARAÚJO NÓBREGA, minha patronesse que ocupava a cadeira 30. Inesquecível para as gerações que dela usufruíram, como eu, Dagmar Gambarra, Alian de Sousa Nóbrega, Elisabeth Marinho Pereira, sócia efetiva desta conceituada instituição e, muitos outros. E para as gerações futuras, assim espero.

Para Maria Alba, a Educação se constituía um modo de vida. Nascida na roça em 26 de fevereiro de 1917, na Fazenda Quixaba, hoje município de Várzea, de propriedade de seus pais, Francisco Pergentino de Araújo e Deolinda Tertulina de Araújo, era a nona de uma prole de onze filhos.

Seus primeiros ensinamentos se deram na Comunidade Rural, depois preparada pela prima Luzia Araújo de Medeiros, foi estudar na capital João Pessoa, numa escola devotada à educação da mulher, a Escola Normal no Colégio das Neves. Durante esse período, ficou hospedada na casa dos tios Ma**ca e Neco.

Cursar o Normal abria um mundo de possibilidades às jovens mocinhas, na sua época, principalmente aquelas de família abastada, “assentada em valores patriarcais, potencializado pela formação católica e cristã”. Tanto que temos várias versões de uma “educadora assumida” que, muito católica fazia parte da Irmandade franciscana. Desde cedo descobriu a escola como uma instituição fundamental de inserção social e conexão com o mundo mais distante.

Nesse processo de reflexão que conduziu suas ações, tão logo concluiu seu Curso Normal, voltou à Santa Luzia e, junto com outra prima, também recém-diplomada, Maria Araújo de Medeiros, fundou uma escola particular, o Jardim de Infância “São João Bosco”, na residência de seus pais, a Casa da Quixaba.

Casada com Antônio Liberalino da Nóbrega, tratavam a todos indistintamente bem, em sua casa. Porém, não tiveram filhos, adotando um sobrinho do seu marido, Fábio Liberalino da Nóbrega a quem o criaram com amor, carinho e toda dedicação, como se filho seus fosse.

Nomeada pelo governo do Estado foi lecionar no Grupo Escolar “Coelho Lisboa” onde assumiu as disciplinas Educação Física e Canto Orfeônico, cuja direção era assumida por sua prima Luzia Araújo de Medeiros.

Outra ação assumida com responsabilidade, por Maria Alba, foi sua participação ativa na fundação da Escola Normal Regional Santa Luzia, criada em 1947, e dirigida pelas irmãs da Congregação das Filhas de Santa Tereza de Jesus. Nesta escola também particular, assumia Maria Alba, as disciplinas Educação Física e Canto Orfeônico.

Maria Alba assumiu, a direção do Grupo Escolar “Coelho Lisboa”, em 08/01/1957, das mãos de sua prima Luzia Araújo de Medeiros, onde permaneceu por dez anos, até 1967. Dando continuidade aos passos de sua antecessora, “não somente preocupada em preparar os alunos para exercer uma profissão e sim, para amar o próximo, a Pátria e a Deus” (BORGES, op. Cit.).

Após deixar a diretoria do Grupo Escolar “Coelho Lisboa”, em 1967, passou um tempo morando em João Pessoa. Enquanto permaneceu em João Pessoa, segundo seu filho, Maria Alba exerceu o magistério no Colégio Maria Bronzeado, até contrair a sua aposentadoria, quando retornou a Santa Luzia e, passou a administrar a Fazenda Canadá.

Enviuvou em 27/06/1977, aos 60 anos e veio a falecer em sua residência à Rua Seráphico da Nóbrega em 1995, aos 78 anos de idade. Maria Alba de Araújo Nóbrega faz parte dos educadores de Santa Luzia, da Paraíba e do Brasil, pelo muito que fez pelo bem coletivo.

Referências

AQUINO, Luciane Chaves de. A Expansão do Ensino Normal na Paraíba (1930-1960). [email protected] (Visto em 22/11/2024).

BORGES, Onelice de Medeiros. Memórias de uma Educadora Santaluziense: Luzia Araújo de Medeiros. João Pessoa-PB: Gráfica da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, 1991.

No Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia, quem ocupa a cadeira cuja patrona é Maria Alba de Araújo Nóbrega é Drª Maria do Socorro Diniz

Levantamento aerofotográfico de Santa Luzia. Possivelmente entre os anos de 1955 - 1958Fonte: IBGEEscala: 1 : 20.000 (at...
08/07/2026

Levantamento aerofotográfico de Santa Luzia. Possivelmente entre os anos de 1955 - 1958
Fonte: IBGE

Escala: 1 : 20.000 (atribuída)
Imagem: copia fotográfica em PB (22,5 x 17 cm)
Produção: Aerofoto Natividade LTDA.
Acervo: Mário Ferreira de Medeiros.

*Na parte de trás da foto não consta nenhuma informação sobre o ano de produção da aerofoto. Os dados atribuídos a mesma foram pesquisados no site Informativo do Arquivo Histórico de São Paulo (http://www.arquiamigos.org.br/info/info38/i-noticias2.htm) que contêm informações sobre a Aerofoto Natividade Ltda.

O Almirante Ernani do Amaral Peixoto – Ministro da Viação e Obras Públicas.Tem o prazer de convidar V. Exa. para as sole...
11/06/2026

O Almirante Ernani do Amaral Peixoto – Ministro da Viação e Obras Públicas.

Tem o prazer de convidar V. Exa. para as solenidades da entrega do tráfego das Rodovias Federais BR.23, entre João Pessoa e Campina Grande, PB (112 km pavimentados) e Juazeirinho – Santa Luzia (43 km); e BR.11, entre João Pessoa e a divisa com o estado de Pernambuco (40 pavimentados), solenidades a serem realizadas no dia 18 de Janeiro de 1961.

O Excelentíssimo Senhor Presidente da República presidirá os atos de inauguração.

TRECHO JUAZEIRINHO – SANTA LUZIA, PB (BR.23)

A construção do trecho Juazeirinho – Santa Luzia, na Rodovia BR.23, constitui uma das metas do plano quinquenal de Obras Rodoviárias do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Entre as dificuldades para o traçado da BR.23, no estado da Paraíba tivesse características de estradas de Classe I, ressaltava o trecho ligando a cidade de Juazeirinho à Patos. Cumpre salientar que, embora Patos esteja situada no coração do Polígono das Secas, é ela a terceira cidade do Estado, sendo o seu valor econômico e cultural uma demonstração da vitória do homem sobre a natureza hostil. O antigo trecho atravessa a serra da Viração na sua parte mais acidentada, onde limita bruscamente com o Cariri do Sertão, passando pelos Distritos de Estaca Zero, Salgadinho, Areia de Baraúna e Café do Vento.

Os estudos topográficos realizados aconselhavam o abandono do trecho existente e apontavam uma solução que viria atender os requisitos técnicos e econômicos para concretizar a ligação. Os estudos técnicos impuseram que o novo traçado passasse mais ao Norte, em direção a Santa Luzia, permitindo o aproveitamento do trecho Santa – Patos, atravessando o Município de São Mamede. Os Municípios de Santa Luzia e São Mamede representam dois dos maiores centros algodoeiros do Estado, possuindo ainda as maiores jazidas minerais da Paraíba, além de servirem de escoadouro para o algodão, minérios e outros produtos da zona limítrofe com os Estado do Rio Grande do Norte.

O trecho ora entregue ao tráfego obedeceu às condições técnicas de rodovia de classe I prevista pelas Normas Brasileiras para o projeto de estradas de rodagem, como sejam: raio mínimo de concordância em planta, 115 metros; rampa máxima, 6%; visibilidade mínima, em planta e perfil, 200 metros.

A rodovia ora entregue ao público tem a extensão de 43 km, com revestimento sílico-argiloso, tendo sido construída uma ponte com 20 metros de extensão.

O Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, para a execução do trecho Juazeirinho – Santa Luzia, realizou o investimento de 187 milhões de cruzeiros.

Pesquisa de Marco Antônio Ferreira
Sócio do IHGSL – Cadeira Nº 10

A História do Crime do Riacho da Serra do Município de Santa Luzia:A Morte da inditosa Maria barbaramente assassinada po...
08/05/2026

A História do Crime do Riacho da Serra do Município de Santa Luzia:
A Morte da inditosa Maria barbaramente assassinada por Lino Goiaba

Uma descoberta e tanto.

Nelcimá (Maria Nelcimá de Morais Santos) conta que esse folheto foi uma descoberta e tanto, feita por Keldemir Dantas, quando ele encontrou esse folheto publicado em 1938 em Santa Luzia, escrito por uma mulher pobre: Judith Jovithe das Neves.

A reedição do Cordel “A HISTÓRIA DO CRIME DO RIACHO DA SERRA DO MUNICÍPIO DE SANTA LUZIA, PARAÍBA – A Morte da Inditosa Maria Barbaramente Assassinada por Lino Goiaba” é a história de um fato acontecido em 1937, e transformado em cordel pela poetisa Judith Jovithe. É um grande feito da autora em ter assinado e publicado, em uma época difícil para o reconhecimento de feitos femininos.

Sobre a poetisa.

Judith Jovithe das Neves nasceu em 05 de junho de 1921, no sitio Berlinda, no município de Santa Luzia-PB. Filha de Luzia Elizia das Neves que era mãe solteira e tinha como suposto pai Inácio Aprígio de Morais, segundo informações de seu filho único conhecido como Zezinho, este nascido de 1947. Contraiu matrimônio em 01 de novembro de 1946 com Joaquim Francisco de Assis. Faleceu em 05 de junho de 1948 de uma doença registrada, na sua certidão de óbito, como Lesão uterina.

Deixou publicado este folheto de literatura de cordel, denunciando um feminicídio na zona rural daquela localidade, no ano de 1937. Mesmo que tenha sido impresso no ano seguinte, 1938, este tem uma particularidade irredutível: A publicação de um folheto, feito por uma Mulher, negra, pobre e assumindo seu nome próprio na capa do mesmo, sem pseudônimo, pela Tipografia local (Tipografia Fernandes), o que a faz ser uma das pioneiras da literatura de cordel feminina do Brasil.

Patrono N° 01Padre José Antônio Maria Ibiapina.Infância, formação e início da carreira.José Antônio de Maria Ibiapina (o...
16/02/2026

Patrono N° 01
Padre José Antônio Maria Ibiapina.

Infância, formação e início da carreira.

José Antônio de Maria Ibiapina (originalmente José Antônio Pereira) nasceu em 5 de agosto de 1806, na cidade de Sobral, estado do Ceará. Filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus, foi o terceiro de oito irmãos, numa família de fazendeiros que enfrentava dificuldades financeiras. Ainda adolescente, teve contato com a realidade da Justiça local, já que seu pai era escrivão, o que despertou nele uma consciência social e uma inclinação para defender os mais vulneráveis.
Em 1823 matriculou-se no seminário de Olinda, porém, por circunstâncias pessoais e familiares, acabou mudando de rumo, ingressando no curso jurídico em 1828 e concluindo seus estudos em 1832. Atuou como professor, advogado, magistrado e, em 1834, foi eleito deputado no Parlamento brasileiro, onde defendeu causas ligadas à justiça para os trabalhadores rurais e aos menos favorecidos.

Vocação missionária e mudanças radicais.

Por volta de 1850, já desgostoso com a vida política e jurídica, Ibiapina tomou a decisão de abandonar sua carreira promissora e dedicar‐se ao sacerdócio. Em 1853 foi ordenado padre. A partir desse momento, sua missão se concentrou no sertão nordestino, onde percorreu regiões dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, pregando, evangelizando e promovendo obras sociais de grande impacto.
Em sua atividade missionária, Ibiapina fundou numerosas capelas, igrejas, açudes, cemitérios e, especialmente, as chamadas “Casas de Caridade”, 22 (vinte e duas) no total — instituições que ofereciam acolhimento, educação, trabalho e assistência à saúde para órfãos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Um dos métodos que utilizava envolvia o trabalho coletivo, tipo mutirão, para construção de infraestruturas essenciais nas comunidades rurais.

O legado no sertão nordestino e reconhecimento.

Devido à sua dedicação de vida aos mais pobres e à prática concreta da fé e da caridade, Ibiapina ficou conhecido como o “peregrino da caridade” ou “Apóstolo do Nordeste”. Mesmo já acometido por uma paralisia progressiva dos membros inferiores em seus últimos anos, manteve sua obra missionária até falecer em 19 de fevereiro de 1883, no município de Solânea, Paraíba.
Em 31 de março de 2025, o Papa Francisco reconheceu oficialmente suas virtudes heroicas, declarando-o “Venerável” no processo de sua beatificação. Além disso, o estado da Paraíba lhe concedeu, em outubro de 2025, o título póstumo de Cidadão Paraibano, em reconhecimento à sua relevante atuação no território da Paraíba.

Relevância para a história de Santa Luzia e região.

As obras de Padre Ibiapina deixaram marcas duradouras nas comunidades do interior nordestino, entre elas a cidade de Santa Luzia, localizada no Vale do Sabugy, onde ele fundou a Casa de Caridade e um açude, no ano de 1863, que ainda hoje leva seu nome. A iniciativa para promover assistência à população pobre, educação e infraestrutura levou à transformação de realidades locais e consolidou-se como um legado de fé, solidariedade e mudança social.
Sua figura inspira a preservação da memória histórica, material e imaterial, da região — mostrando que a missão religiosa, aliada à ação social, pode gerar progresso humano e comunitário de forma sustentável. Para o IHGSL e para os estudiosos da história nordestina, Ibiapina representa a articulação entre o espiritual, o social e o cultural, em um contexto onde a modernidade ainda parecia distante.

No Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia, quem ocupa a cadeira cujo patrono é o Padre José Antônio Maria Ibiapina é Augusto Karol Marinho de Medeiros.

GENTE E FATOS DO SABUGYFELIPE EMÍDIO DE MEDEIROSFelipe Emídio de Medeiros (foto 01) nasceu em Santa Luzia, no dia 13 de ...
13/02/2026

GENTE E FATOS DO SABUGY
FELIPE EMÍDIO DE MEDEIROS

Felipe Emídio de Medeiros (foto 01) nasceu em Santa Luzia, no dia 13 de setembro de 1886, filho de Joaquim Estanislau de Medeiros e Antônia Maria de Jesus. Foi o nono filho de uma prole de 12 filhos. Eram seus irmãos: Manoel Emiliano, Zezé Francisco Leandro, Tobias, Cristina, Maria da Paz, Joaquim, Berto, Antônio, João Maurício e Vina.
Formou-se em Direito em 1908 pela Faculdade de Direito do Recife-PE, sendo colega de turma do paraibano José Américo de Almeida (Foto 02).
Graduado, foi cumprir o seu ofício no Estado das Minas Gerais (Foto 03), onde exerceu a magistratura em Juiz de Fora, Carmo do Parnaiba e Patos de Minas.
Enquanto estava no Sudeste, escrevia constantemente para seu irmão Manoel Emiliano, onde demonstrava a preocupação com a estiagem, a escassez de água e a seca no Sertão Nordestino. Temas como a transposição do Rio São Francisco e a construção de um Açude grande em Santa Luzia estavam entre os principais assuntos de suas cartas (Foto 04).
Voltou em definitivo à Paraíba em meados da década de 1910, onde foi Juiz de Direito e Inspetor Escolar nas cidades de Araruna, Santa Luzia e Catolé do Rocha, onde faleceu.
Era um homem rigoroso na sua profissão, cobrando dos pais a frequência dos filhos na escola, ao ponto de investigar se meninos que ele encontrasse brincando ou perambulando pelas ruas, estavam faltando às atividades escolares.
Mas, a fatalidade privou à Paraíba por muitos anos de ter um jurista capacitado, disciplinado, rigoroso e preocupado com a educação.
Ele faleceu no dia 30 de abril de 1934, solteiro, aos 47 anos, vítima de Febre Tifóide. Seu corpo foi sepultado em Catolé do Rocha em cova com 14 palmos de profundidade. Neste local existe hoje uma Praça na cidade de Catolé do Rocha (Foto 06).
Em Santa Luzia foi proprietário do Sítio Cacimba de Pedra, recebida por herança, nas imediações do cemitério público da cidade.
Em sua homenagem, a rua que margeia o Açude que ele tanto sonhou, tem o seu nome.

FOTOS:
Foto 01 – Felipe Emídio de Medeiros
Foto 02 - Na terceira fila de cima para baixo e da esquerda para a direita:
Juiz Felipe Medeiros (terceira posição) e José Américo de Almeida (quinta posição).
Foto 03 - Felipe Medeiros, é o quarto da esquerda para a direita.
Foto 04 - Cartas para o irmão Manoel Emiliano.
Foto 05 - Juiz Felipe Emídio de Medeiros (o primeiro à direita), enquanto exercia a magistratura em Santa Luzia PB. Na fotografia no centro, o Presidente da Paraíba João Suassuna e sua esposa dona Ritinha.
Foto 06 - Túmulo do Juiz Felipe Medeiros (1934), Catolé do Rocha PB.

BIBLIOGRAFIA:
MEDEIROS, Bartolomeu (Barto). Antes que o Tempo Destrua à Lembrança (2008).
Comissão Histórica – 1998. Dos Mesas aos Filhos de Quinca Berto.

Renato Romero de Medeiros.
Sócio do IHGSL - Cadeira N° 19.

Endereço

Rua Jovino Machado, N° 112
Santa Luzia, PB
58000-600

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