05/09/2017
Sobre Núcleo, Setorial e Secretaria Nacional LGBT do PT
O Partido dos Trabalhadores foi o primeiro partido político a criar um Núcleo de G**s e Lésbicas em 1993. Antes, na fundação em 1980, o PT já tinha colocado em seu estatuto “a defesa de homossexuais e a não discriminação”. Com esforço aguerrido de sua militância o núcleo se tornou um Setorial vinculado à Secretaria Nacional de Movimentos Populares. Em 2017, como parte das resoluções do 6º Congresso do PT, o setorial transformou-se em Secretaria Nacional LGBT o que dará o direito a assento e voz na Executiva Nacional.
É inegável a contribuição da militância petista com o movimento LGBT nacional. Lésbicas, trans e g**s do PT ajudaram a fundar grupos locais e redes nacionais de militância; impulsionaram boa parte das paradas do orgulho LGBT pelo país; assessoraram parlamentares e prefeituras petistas com políticas pioneiras para nossa população; construíram programas de governo e plataformas de candidaturas; estabeleceram laços partidários e de militância que serviram também de impulso para que outros partidos também organizassem seus LGBTs.
Também foram essas centenas de militantes que empunharam bandeiras do arco-íris em atos, panfletagens e comícios pelo país afora. Incansáveis na luta contra o preconceito e discriminação que torna nosso país campeão mundial em assassinatos de LGBT. A história do PT também foi construída por LGBT.
Na Bahia a fundação do primeiro núcleo se deu no início do ano de 2003. De lá pra cá temos participados dos encontros setoriais, das campanhas majoritárias na capital e interior e temos lançado quadros LGBT como candidatos, embora ainda de forma tímida e insuficiente. O fato de a partir de agora termos em funcionamento uma Secretaria LGBT aumenta as nossas responsabilidades de condução política.
Temos como tarefas dialogar com a maior quantidade de diretórios e municípios possíveis para incentivar a participação de LGBT na vida cotidiana partidária; aproximarmos das redes de atuação LGBT para entendermos as demandas sociais do segmento; incentivar a filiação de travestis, mulheres e homens transexuais ao PT; aumentar a organicidade do Coletivo Estadual dando voz a todas; ter uma política de comunicação eficaz e antenada com os novos tempos; fazer do processo de formação política uma oportunidade de aumentar nossos quadros militantes e de compreensão do socialismo; e preparar nossa militância para a batalha eleitoral de 2018.
Os Encontros Setoriais se aproximam e conclamamos todas e todos a juntarem-se a nós na defesa da população LGBT, do Partido dos Trabalhadores e dos legados dos nossos governos. 26 estados e o Distrito Federal protocolaram ofício para realização de encontros. Desejamos sucesso nos debates e vida longa à militância LGBT do Partido dos Trabalhadores (e das trabalhadoras!).
Wesley Francisco. Fundador do Setorial LGBT da Bahia e candidato a Secretário Estadual.