Coletivo da Luta Antimanicomial Estamira - CLAE

Coletivo da Luta Antimanicomial Estamira - CLAE “A minha missão, além de eu ser Estamira, é revelar a verdade... Capturar a mentira e jogar na cara” - Estamira Gomes de Souza.

"A nossa luta é para mobilizar contra um procedimento que quer lucrar em cima da loucura." A frase de Mário Alexandre Mo...
19/11/2019

"A nossa luta é para mobilizar contra um procedimento que quer lucrar em cima da loucura." A frase de Mário Alexandre Moro, representante do segmento de usuários do Movimento Nacional de Luta Antimanicomial (MNLA), resume os debates dos dois encontros de luta antimanicomial que acontecem entre os dias 15 e 17 de novembro em São Paulo.

Encontro aponta aumento dos retrocessos na área de saúde mental nos últimos três anos

14/05/2017

A Lei 10.216 é Antimanicomial, SIM!

Em reposta à ausência de estudo histórico e técnico da Associação Psiquiátrica da Bahia(APB):

O movimento antimanicomial surgiu no Brasil, 1987, no congresso de Bauru, já faz 30 anos que desejamos uma “Sociedade sem manicômios”, que, entre tantos movimentos, iniciou-se com a denúncia de violação de direitos humanos e morte dentro dos hospitais. Um dos marcos foi em 1989, quando "a caótica situação da assistência psiquiátrica brasileira atraiu novamente a atenção da mídia, com a intervenção sofrida na Casa de Saúde Anchieta” (Barroso e Silva, 2011) instituição psiquiátrica privada fechada pela prefeitura de Santos devido às denúncias sobre maus-tratos aos internos. A partir destas experiências se questiona o dito saber que justifica a existência destes locais de torturas e se inicia, em vários locais do Brasil, estudos para ampliar os recursos teórico-práticos e éticos para assistência aos sujeitos em sofrimento psíquico.

Os dispositivos de cuidado são conhecidos como serviços substitutivos e não se centram num único local e saber para cuidar da crise, mas atende às pessoas nessa situação a partir do grau e da complexidade clínica. Estas experiências de cuidado foram amplamente estudadas e comprovadas em vários países. E, no Brasil, a melhor tradução e resposta política até o momento foi a portaria 3.088/2011, que diversifica o cuidado à crise, assumindo como referência o saber científico de várias áreas, não apenas seu registro biológico, que a psiquiatria parece acreditar ser o único.

É desse movimento social, composto de trabalhadores, acadêmicos, usuários do serviço, familiares, ampla participação social que surge a proposta de Lei 10.216 em 1989, propondo a extinção dos manicômios e a instituição do cuidado comunitário no Brasil. Após 12 anos de tramitação, foi promulgada a Lei 10.216/2001, ainda que com modificações da sua proposta inicial por interferências contra-reformistas dos setores que se beneficiam com a “indústria” da internação. Logo, a Lei é sim, Antimanicomialista.

Em nenhum momento, ele prevê como prioridade os Hospitais Psiquiátricos como recurso à internação. Ao contrário, ela prioriza os recursos extra-hospitalares: "Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes". E rechaça claramente dispositivos asilares como os Hospitais Psiquiátricos: "Art. 4 - § 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o". Logo, na Portaria 3.088/2011 são previstos os recursos extra-hospitalares e os recursos hospitalares, conforme a lei, re-orientado para um atendimento integral e que atenda realmente as exigências de um serviço hospitalar, quando assim precisar: “III - atenção de urgência e emergência, formada pelos seguintes pontos de atenção: a) SAMU 192; b) Sala de Estabilização; c) UPA 24 horas; d) portas hospitalares de atenção à urgência/pronto socorro;”

Recomendamos aos representantes da APB se informar melhor antes de comunicar de má fé à sociedade, buscando produzir ruídos e pânico social.

Coletivo Baiano da Luta Antimanicomial

Leiam o projeto, contribuam como puderem! Compartilhem com os seus! Link da campanha de financiamento coletivo:https://w...
18/03/2017

Leiam o projeto, contribuam como puderem! Compartilhem com os seus!

Link da campanha de financiamento coletivo:

https://www.catarse.me/escola_de_formacao_antimanicomial_0311?ref=project_link

Este ano já começou nos desafiando a continuar nas ruas, levantar nossas bandeiras e resistir para não darmos nenhum
passo atrás na construção de uma sociedade sem nenhum tipo de manicômio! Precisamos estar organizadas e organizados
fazendo a leitura correta do momento que estamos vivendo,e por isso, estamos anunciando, neste momento, com toda a emoção,
a I Escola de Formação Antimanicomial de Recife - RMR - uma homenagem a Marcus Vinicius!
Esperamos que essa experiência se multiplique por vários locais do nosso estado, mas para esse primeiro momento, estaremos
direcionando aos municípios da Região Metropolitana de Recife.
Acontecerá entre os dias 28 de março e 09 de maio de 2017, com 50 vagas para usuárias e usuários dos serviços de saúde mental.
Familiares, trabalhadoras(es), estudantes e demais interessadas(os): estimulem, divulguem, cheguem junto nessa construção!
As inscrições estão abertas até o dia 24 de março, com maiores informações através do email: [email protected].

É hoje, todos/as compartilhando o  , às 17h (horário de Brasília).
27/01/2016

É hoje, todos/as compartilhando o , às 17h (horário de Brasília).

NOTA PÚBLICA EM DEFESA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRAO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se solidariza co...
21/01/2016

NOTA PÚBLICA EM DEFESA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se solidariza com o Movimento de Luta Antimanicomial contra todos os ataques que as políticas de saúde vêm sofrendo e à tentativa de mais uma desconfiguração na Reforma Psiquiátrica Brasileira, com a indicação do novo Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Valencius Duarte.


A sociedade brasileira, através de suas lutas e reivindicações, conquistou as políticas de saúde, inclusive de saúde mental, a partir da organização de trabalhadores/as e usuários/as, na perspectiva de combate às práticas de “tortura” e segregação do convívio social, cuja sociedade impõe uma “normalidade” aceitável para reproduzir a lógica da exclusão e dos preconceitos.


A construção da Reforma Psiquiátrica Brasileira representa a busca pela emancipação humana e construção da justiça social no país. Representa um avanço social e político de nossa sociedade. Por isso, exigimos que seja garantida a democracia, que o Ministro da Saúde Marcelo Castro respeite os Movimentos Sociais e reitere a proposta que a Luta Antimanicomial apresenta. Em defesa do Sistema Único de Saúde e por seus princípios é que nos unimos a essas vozes que gritam: Manicômios e torturas, nunca mais!



São Paulo, 20 de Janeiro de 2016.

Direção Nacional do MST

http://www.mst.org.br/2016/01/20/mst-manifesta-defesa-por-reforma-psiquiatrica-brasileira.html

Movimentos defende reforma que humanize os tratamentos e não viole os direitos humanos.

Em Salvador, Mônica Nunes publicou um texto hoje (18/01/16), no Jornal Correio, falando sobre a nomeação de Valencius pa...
18/01/2016

Em Salvador, Mônica Nunes publicou um texto hoje (18/01/16), no Jornal Correio, falando sobre a nomeação de Valencius para a Coordenação Nacional de Saúde Mental e do tamanho retrocesso que isso significa. O texto, dentre outras coisas, questiona:

"Por que vamos trocar um comprovado operador da Reforma Psiquiátrica por um aventureiro, que, agora, no discurso, afirma ter mudado? Em nome de que, ou de quem, vamos atribuir esse crédito? Certamente não em nome daqueles e daquelas para quem a reforma tem sido feita: usuário/as da rede de atenção psicossocial que se manifestam, no Brasil inteiro, em defesa das conquistas dessa reforma, em reconhecimento ao que ela produziu de vida em seus cotidianos.

Uma reforma ainda imperfeita, sim, ainda inacabada, sim, em processo, sim; mas uma reforma que segue em frente, construindo seu futuro e que olha para trás, para o seu passado, apenas para ter certeza daquilo que não quer repetir: abandono, nunca mais; lucro com o sofrimento alheio, nunca mais; aniquilação dos sujeitos, nunca mais; violência, nunca mais!"

http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/monica-nunes-de-torrente-a-desconstrucao-da-reforma-psiquiatrica/?cHash=2431db38c658b99c826e4d09dd26410b

Artigo Mônica Nunes de Torrenté: A desconstrução da reforma psiquiátrica Mônica Nunes de Torrenté 18/01/2016 08:08:00 Share on FacebookCompartilhar no Twitter A Reforma Psiquiátrica Brasileira, conquista exemplar da nossa redemocratização, está em perigo! Um mês depois de deposto o ex-Coordenador Na…

Texto assinado por Antônio Lancetti, em colaboração com Maria Rita Kehl e Aldo Zaiden, publicado hoje (18/01/16) na Folh...
18/01/2016

Texto assinado por Antônio Lancetti, em colaboração com Maria Rita Kehl e Aldo Zaiden, publicado hoje (18/01/16) na Folha de S. Paulo, sobre o contrassenso que é a nomeação de Valencius Duarte Filho para a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde.

O texto lembra que "em 2016, todo dia 18 será dia de luta contra os manicômios", sendo assim, HOJE É DIA!

REPETIÇÃO E DESEJO NA SAÚDE MENTAL

"A nomeação do psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para a Coordenação Nacional de Saúde Mental, do Ministério da Saúde, expressa o retorno às tenebrosas páginas da psiquiatria brasileira.

Quem poderia esperar que o governo de uma ex-presa política, torturada nos porões da ditadura, nomearia um dirigente de um dos piores porões da psiquiatria manicomial para coordenar a política de saúde mental?

Duarte Filho foi diretor técnico da Casa de Saúde Dr. Eiras, fechada em 2012, por intervenção federal, depois que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados constatou graves violações de direitos humanos no manicômio.

Desde os anos 1970, os coordenadores de saúde mental estiveram alinhados com a reforma psiquiátrica e a OMS (Organização Mundial da Saúde). Por que trocar precisamente o que funciona melhor em saúde mental?

Sob a gestão de Roberto Tykanori, foi consolidada a Rede Nacional de Saúde Mental com 2.200 Centros de Atenção Psicossociais, muitos deles oferecendo hospitalidade intensiva por 24 horas, articulados a emergências psiquiátricas, unidades básicas de saúde, residências terapêuticas e outras formas efetivas de reabilitação.

Foram inaugurados, pela primeira vez, eficientes programas preventivos ao uso problemático de dr**as, que atraíram a atenção da OMS, Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e UNODC (órgão das Nações Unidas para dr**as e crime). Nos últimos 25 anos, mais de 60 mil leitos manicomiais no Brasil foram desativados.

Milhares de pessoas que apodreciam em hospícios, sujeitas a torturas e maus-tratos, foram, com enorme trabalho, resgatadas para se beneficiarem de moradias terapêuticas e outras formas de cuidados, em liberdade. A reforma psiquiátrica brasileira foi considerada um exemplo pela OMS.

A impressionante mobilização do movimento da luta antimanicomial no Brasil vem dando novas provas de sua força desde 14 dezembro, quando foi anunciada a troca de Tykanori por Duarte Filho. No mesmo dia ocorreram atos contra a nomeação em 600 municípios do país. A sala da Coordenação da Saúde Mental do Ministério da Saúde foi ocupada por integrantes do movimento.

Na última quinta (14), uma marcha de mil psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, usuários e familiares protagonizou um belíssimo ato em Brasília. Em 18 de maio é celebrado o dia da luta antimanicomial. Em 2016, todo dia 18 será dia de luta contra os manicômios.

Por onde quer que vá o ministro (Piauí, Alagoas, Rio de Janeiro, Santos, Natal), o movimento aparece para protestar.

A Associação de Juízes para a Democracia lançou nota de apoio aos ocupantes do Ministério da Saúde, milhares de professores universitários assinaram carta de repúdio e diversas entidades estão se somando ao movimento no Brasil e em outros países. Professores e personalidades da área psiquiátrica de Reino Unido, Lisboa, Espanha, Argentina e Índia já se manifestaram.

A história não se repete só como tragédia ou farsa. Os movimentos libertários de agora –por melhores escolas, transporte e pelos direitos das mulheres– trazem uma corrente de ar fresco ao cenário nacional assombrado pelo ódio e pela desesperança.

Baruch de Espinosa se perguntava: se o homem nunca experimentou a liberdade, o que é isso que o faz eternamente lutar por ela? E respondeu: o desejo."

http://folha.com/no1730505

A nomeação do psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para a Coordenação Nacional de Saúde Mental, do Ministério da Saúde, expressa o retorno às tenebrosas páginas da psiquiatria brasileira.

Eduardo Mourão Vasconcelos, professor da UFRJ, opina sobre a nomeação de Valencius Duarte para a Coordenação de Saúde Me...
16/01/2016

Eduardo Mourão Vasconcelos, professor da UFRJ, opina sobre a nomeação de Valencius Duarte para a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde. O Conselho Federal de Psicologia entrevistou outras pessoas que estiveram esta semana em Brasília e tais vídeos constam como vídeos relacionados a este no YouTube. Vale a pena conferir!


https://www.youtube.com/watch?v=CuYSE7yf50I&list=PLnzjy4Y6S0CNmUbfPxWnZ02wjrecK8Sad&index=2

_ O Conselho Federal de Psicologia é uma autarquia federal que orienta, fiscaliza e disciplina a profissão de psicólogo. Zela por princípios éticos e age pel...

http://saude-popular.org/?p=2415
16/01/2016

http://saude-popular.org/?p=2415

Luta antimanicomial protesta em Brasília contra retrocesso Por Redação 15/01/2016 Movimentos em defesa da luta antimanicomial realizaram ato nesta quinta (14) em Brasília pedindo a saída de Valencius Wurch, da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Dr**as do Ministério da Saúde. De acord…

Endereço

Salvador, BA

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