17/05/2026
O Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA) promoveu, na quinta-feira (14), a roda de conversa “O Dia Seguinte: Abolição Inacabada, Racismo Estrutural e Trabalho no Brasil”, reunindo especialistas, representantes institucionais, estudantes e integrantes dos movimentos sociais para debater os impactos históricos da escravidão e seus reflexos nas desigualdades econômicas e sociais da população negra brasileira.
Realizado no auditório do Banco do Nordeste, em Salvador, o encontro foi promovido pela Comissão Mulher Economista do Corecon-BA e contou com uma programação voltada à reflexão sobre mercado de trabalho, racismo estrutural, desigualdades raciais e os desafios contemporâneos da economia brasileira.
A mesa de abertura contou com a participação do presidente do Corecon-BA, Edval Landulfo; do diretor-superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury; do superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro José de Lima Neto; da presidente do Instituto Reparação, Ailton Ferreira; e da coordenadora da Comissão Mulher Economista do Corecon-BA, Isabel Ribeiro.
As exposições foram conduzidas pela historiadora e professora da UFBA Patrícia Valim, que abordou aspectos históricos relacionados à escravidão e ao pós-abolição; pela economista Ana Georgina da Silva Dias, supervisora técnica do DIEESE Bahia, com reflexões sobre a inserção da população negra no mercado de trabalho; e pela economista Maria Esperança Ferreira da Silva, que discutiu os impactos das desigualdades raciais e da precarização nas dinâmicas econômicas contemporâneas.
Isabel Ribeiro destacou o simbolismo da escolha da música 14 de Maio, de Lazzo Matumbi, como inspiração para a atividade. “O 14 de maio representa exatamente esse dia seguinte à abolição: um período marcado pela ausência de reparação e pela permanência das desigualdades. A música de Lazzo traduz dor, memória, resistência e consciência social. Trazer essa referência para o evento foi uma forma de reforçar que a discussão sobre economia também precisa passar pela história, pela cultura e pela luta do povo negro brasileiro”, afirmou.