Isso ocorria devidos as mulheres passarem m a serem requisitadas para o mercado de trabalho; pois era uma mão de obra mais pacífica, submissa e principalmente barata, entretanto havia um grave problema: tinham filhos. Da luta por melhores condições de vida e de trabalho surgem as creches. AS CRECHES passam a ser um direito da mãe trabalhadora. Era um lugar pobre para crianças pobres, onde o único
objetivo era o de alimentar, higienizar e tomar conta dos filhos enquanto suas mães trabalhavam. Para cuidar das crianças não se exigia nenhum tipo de formação bastava gostar de crianças. A “Creche Jardim Popular “ começou a funcionar em 1/4/1982 com uma proposta assistencialista e compensatória a partir da luta da comunidade local por uma creche. Porém as auxiliares de desenvolvimento infantil desta unidade já atuavam muito além do cuidar, já entendiam que a criança aprende brincando e que a brincadeira é uma experiência que se adquire compartilhada , que se enriquece na interação um com os outros e que o cuidar e o educar são indissociáveis. Os movimentos sociais que se deram nas últimas três décadas, inclusive resultando nos textos da Constituição de 1988, ECA, LDB e Plano Nacional de Educação e FUNDEB, transformaram o conceito de creche e de direito da criança. As creches são consideradas educação básica desde a Constituição de 1988. A LDB passou a exigir o magistério dos profissionais da educação e a formação dada pelos municípios em 1996, Da Secretaria da Assistência Social a creche passava merecidamente para a Educação, em 2002 de” Creche Jardim Popular” passou para Centro de Educação Infantil “Jardim Popular” . Então as auxiliares de desenvolvimento infantil que ainda não tinham formação em Pedagogia realizaram a faculdade e hoje todas são professoras com nível universitário. E todas as profissionais que ingressaram a partir de então têm o curso do Magistério ou habilitação em Pedagogia. Agora, os CEIs (Centros de Educação Infantil), são vistos como um importante espaço educativo e tem por responsabilidade o desenvolvimento pleno e integral das crianças de 0 a 4 anos. Para tanto, exige-se agora formação e conhecimento dos profissionais para o trabalho com as crianças; Profissionais que estejam preparados para promover uma educação que desenvolva os aspectos físicos, cognitivos, afetivos e sociais através do cuidar e do educar. Partimos da concepção que a construção de conhecimento se inicia com o nascimento da criança e se prolonga por toda a vida. Assim, a aquisição de conhecimento passa a ser um processo longo e gradual, que vai depender da relação que a criança estabelece com o ambiente, da forma como percebe e responde às solicitações e estimulações do meio. Acreditamos no CEI como espaço educativo, onde a criança aprende a partir de uma interação significativa com o conhecimento e o mundo à sua volta. É também um espaço de identidade e convivência, onde através do relacionamento saudável com o outro, preparam-se para viver em sociedade e para o exercício da cidadania. O projeto pedagógico-educacional do CEI, apoia numa concepção sócio construtivista de ensino aprendizagem que considera que a criança constrói conhecimento de forma ativa e participante, interagindo com os objetos de conhecimento, construindo significados e atribuindo sentido sobre o mundo que a cerca. O processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna ,pois consiste em estabelecer relações entre o que a criança já sabe e a quilo que é novo. Deste modo, favorecemos uma postura investigativa e não receptiva, uma atitude mais autónoma frente ao conhecimento. Esta visão de atendimento infantil não ignora a função de cuidar da saúde e segurança da criança. A questão é que estas funções não são desvinculadas do educar. Este processo acontece a qualquer momento no cotidiano de trabalho. Desta forma, o CEI trabalha com o cuidado infantil ao mesmo tempo que trabalha com o conhecimento, na medida em que a criança é um ser integrado onde aspectos cognitivos não se dissociam dos físicos e afetivos. Ela age, pensa e sente estabelecendo relações com o meio físico e humano.