Biblioteca Pública

Biblioteca Pública A Biblioteca Pública é uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país.

Compartilhamento, diversidade e acesso são os significados de ser da Biblioteca. A Biblioteca Pública (BP) se tornou uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 2017, é a maior biblioteca pública da cidade e a terceira maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional e Mário de Andrade. A Biblioteca BP possui um dos maiores acervos do país, form

ado por livros, periódicos, mapas e multimeios. Mantém uma das mais relevantes coleções públicas de periódicos da América Latina, um dos mais representativos acervos de arte de São Paulo, uma biblioteca depositária da ONU e uma riquíssima coleção de obras raras, considerada a segunda maior coleção pública do Brasil. Compartilhamento, diversidade e acesso são as palavras-chave que norteiam a missão da Biblioteca e se refletem nas ações realizadas para divulgar seu acervo a todos os pesquisadores nacionais e estrangeiros, tornando acessíveis coleções importantes e únicas no Brasil e, simultaneamente, garantindo a existência e longevidade dessas coleções, a partir de um esforço sistemático na conservação preventiva dessas obras, com ações de higienização, acondicionamento e monitoramento permanente.

"Alice estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua irmã num recosto do jardim, sem nada para fazer. ...
27/09/2017

"Alice estava começando a se aborrecer de ficar sentada ao lado da sua irmã num recosto do jardim, sem nada para fazer. Dava uma ou outra olhadela no livro que a irmã lia, mas implicava:
– De que serve um livro sem figuras nem diálogos?
Cheia de preguiça, por causa do calor do dia, ela se perguntava se o prazer de fazer um colar de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as flores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo junto dela.
Nada havia de muito estranho naquilo. Nem Alice achou assim tão esquisito quando ouviu o Coelho dizer para si mesmo:
– Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado!
Mas, quando ele tirou um relógio do bolso do colete, olhou-o e se apressou, Alice se levantou, dando-se conta de que nunca antes havia visto um coelho nem com colete e nem com um relógio no bolso. Ardendo de curiosidade, seguiu-o correndo, a tempo de vê-lo penetrar numa larga toca sob a cerca.
E lá se foi Alice, descendo atrás do Coelho, sem jamais considerar como faria depois para sair dali."
"Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll, ilustrações de Luiz Zerbini

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"A primeira vez que Jean-Claude Pelletier leu Benno von Archimboldi foi no Natal de 1980, em Paris, onde fazia estudos u...
27/09/2017

"A primeira vez que Jean-Claude Pelletier leu Benno von Archimboldi foi no Natal de 1980, em Paris, onde fazia estudos universitários de literatura alemã, aos dezenove anos de idade. O livro era D’Arsonval. O jovem Pelletier então ignorava que esse romance era parte de uma trilogia (formada por O jardim, de tema inglês, A máscara de couro, de tema polonês, assim como D’Arsonval era, evidentemente, de tema francês), mas essa ignorância ou esse vazio ou esse desleixo bibliográfico, que só podia ser atribuído à sua extrema juventude, não subtraiu em nada o deslumbramento e a admiração que o romance lhe causou.
A partir desse dia (ou das altas horas noturnas em que deu por encerrada aquela leitura inaugural), se converteu num archimboldiano entusiasta e deu início à peregrinação em busca de mais obras desse autor. Não foi tarefa fácil. Conseguir, mesmo em Paris, livros de Benno von Archimboldi nos anos 80 do século XX não era de forma alguma um trabalho que não acarretasse múltiplas dificuldades. Na biblioteca do departamento de literatura alemã da sua universidade não se encontrava quase nenhuma referência sobre Archimboldi. Os professores não tinham ouvido falar nele. Um deles disse que o nome não lhe era estranho. Com furor (com espanto), Pelletier descobriu ao cabo de dez minutos que o que não era estranho a seu professor era o nome do pintor italiano, ao qual, aliás, sua ignorância também se estendia de forma olímpica."
"2666", de Roberto Bolaño

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"A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência. A bordo do barc...
27/09/2017

"A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência. A bordo do barco que me leva à Ilha de Luar-do-Chão não é senão a morte que me vai ditando suas ordens. Por motivo de falecimento, abandono a cidade e faço a viagem: vou ao enterro de meu Avô Dito Mariano.
Cruzo o rio, é já quase noite. Vejo esse poente como o desbotar do último sol. A voz antiga do Avô parece dizer-me: depois deste poente não haverá mais dia. E o gesto gasto de Mariano aponta o horizonte: ali onde se afunda o astro é o mpela djambo, o umbigo celeste. A cicatriz tão longe de uma ferida tão dentro: a ausente permanência de quem morreu. No Avô Mariano confirmo: morto amado nunca mais pára de morrer."
"Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", de Mia Couto

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Em 1946, João Guimarães Rosa publicava o livro: Sagarana. Reunindo nove contos, a obra marca o início da trajetória do e...
25/09/2017

Em 1946, João Guimarães Rosa publicava o livro: Sagarana. Reunindo nove contos, a obra marca o início da trajetória do escritor mineiro e faz surgir a temática do Sertão, com seus vaqueiros e jagunços, em seu estilo marcante e inconfundível que mais tarde faria com que Guimarães fosse admitido solenemente à Academia Brasileira de Letras.

“As ancas balançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralos de guampas, estrondos de baques, e o berro queixoso do gado junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos, de lá do sertão … Boi bem bravo bate baixo, bota baba, boi berrando… Dansa doido, dá de duro, dá de dentro, dá direito… Vai, vem, volta vem na vara, vai não volta, vai varando…”

(Sagarana, O Burrinho Pêdres).

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Uma das maiores revelações das letras mexicanas, Villalobos mostra, neste livro, as entranhas do narcotráfico mexicano p...
25/09/2017

Uma das maiores revelações das letras mexicanas, Villalobos mostra, neste livro, as entranhas do narcotráfico mexicano pelos olhos do filho de um chefão da droga. Rimando humor e horror, o garoto narra sua educação sentimental enquanto investiga o absurdo da realidade pela lente do nonsense infantil.

Festa no Covil trata de forma muito sensível, ao passo que te faz respirar a cada novo parágrafo, a vida solitária de uma criança em pleno cenário do narcotráfico mexicano. O pai, um renomado profissional do ramo, protege o filho numa espécie de fortaleza e é escondido do resto do mundo que o garoto relata peculiaridades do seu cotidiano, como o número de pessoas que conhece e como é a sua rotina diária, tudo do seu ponto de vista infantil, inteligente e com doses de ironia.

“Parece que o país Libéria é um país nefasto. O México também é um país nefasto. É um país tão nefasto que você não pode conseguir um hipopótamo anão da Libéria. O nome disso na verdade é ser do terceiro mundo.” (p.20)

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Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra...
25/09/2017

Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra no exterior. Se hoje Clarice é uma figura mítica das letras brasileiras - bela, misteriosa e brilhante - sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial. Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, Benjamin Moser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira.

"Quando morreu, em 1977, Clarice Lispector era uma das figuras míticas do Brasil, a Esfinge do Rio de Janeiro, uma mulher que fascinava os brasileiros praticamente desde a adolescência.

“Ao vê-la, levei um choque”, disse o poeta Ferreira Gullar, relembrando o primeiro encontro entre os dois. “Seus olhos amendoados e verdes, as maçãs do rosto salientes, ela parecia uma loba — uma loba fascinante. [...] Imaginei que, se voltasse a vê-la, iria me apaixonar por ela.”

“Há homens que nem em dez anos me esqueceram”, admitiu Clarice. “Há o poeta americano que ameaçou suicidar-se porque eu não correspondia...”

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Novas aquisições no nosso acervo, fique ligado!
24/09/2017

Novas aquisições no nosso acervo, fique ligado!

24/09/2017

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