Em dezembro de 1957, foi criado o Ginásio Estadual Cerqueira César, uma secção do Instituto de Educação Fernão Dias Paes que, ainda sem sede funcionava no prédio do Grupo Escolar Godofredo Furtado. Antonio Alves Cruz, recebeu a primeira turma em 1959. O nome do patrono foi escolhido pelo então governador Carvalho Pinto para homenagear seu professor de matemática que lecionara na Escola Estadual Fr
anklin Delano Roosevelt. Em 1960 o Ginásio Estadual Cerqueira César começa a funcionar em prédio próprio, na Rua Capote Valente. No ano seguinte passa a se chamar Ginásio Estadual Prof. A escola, naquela época, vivia dinâmicas democráticas, nas quais as decisões pareciam estar nas mãos de atores da unidade escolar. Nessa época de efervescência cultural, ocorriam inúmeras atividades paralelas às aulas, dentro e fora do espaço escolar. Segundo as matérias veiculadas na mídia local, o diretor responsável pela escola até meados dos anos 60 já organizava um grande número de ações, como apresentação teatrais, campeonatos e festivais de música, criando uma espécie de rede de escolas da Zona Oeste que favorecia o entrosamento entre alunos de diversas escolas. O Alves Cruz também era palco de diversos encontros da comunidade escolar, como as reuniões para discutir as relações escola-comunidade com mais oito escolas de Pinheiros e arredores. Em todos estes anos de sua existência, a escola vivenciou dois momentos críticos: o primeiro, no inicio da década de 70 quando a prefeitura de São Paulo desapropriou o prédio para a construção da avenida Henrique Shaummann. A influencia política de alunos e a mobilização de membros da APM capitaneada pelo diretor professor Ary de Rezende foi decisiva para evitar o fechamento da escola e, assim, conseguir um novo imóvel do poder público. O prédio em que atualmente funciona a Escola Estadual Professor Antonio Alves Cruz é o fruto daquela luta. O segundo momento ocorre após a saída da diretora professora Maria Yvonne e culmina em 1999 quando a escola estava ameaçada de fechamento por falta de alunos, naquele ano estudavam cerca de 380 alunos. Foi ai que surgiu uma Associação fundada por ex-alunos e professores que lutou juntamente com os pais, alunos e alguns professores para evitar seu fechamento e contribuir para a melhoria da escola como um todo. A Associação, conhecida como Projeto Fênix é atualmente dirigida pelo professor Ary de Rezende que a escola retorna após 25 anos. Nos últimos 10 anos a Alves Cruz vem recebendo intenso apoio da sociedade civil, da mídia e sobre tudo do governo do Estado de São Paulo. Foi a partir de 2006 com a vinda da diretora Solange Duquesi é que a escola adquire estabilidade do ponto de vista da gestão escolar, continuidade e aprimoramento do projeto pedagógico, apoio a atividades complementares e estreitamento das relações da escola com a comunidade.*
Hoje presenciamos uma transformação na educação a Escola Alves Cruz passa a ser de período integral e convido a todos para acompanhar essa aventura continuando assim a história desta escola que é de todos e para todos... continua...
*Fonte de consulta:
Vasconcellos, Patrícia Meira de. Projetos na Escola: novas trilhas para o ensino médio. Dissertação de mestrado apresentada à Pontifica Universidade Católica de São Paulo. 2004.