29/08/2026
Celebrado em 29 de agosto, o Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca representa um importante marco na luta pelos Direitos Humanos, pelo reconhecimento da diversidade sexual e pelo enfrentamento das múltiplas formas de discriminação que ainda afetam mulheres lésbicas em diferentes espaços da sociedade. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um convite à reflexão sobre cidadania, saúde mental, equidade e justiça social. A visibilidade é uma condição fundamental para a garantia de direitos. Essas situações produzem impactos significativos na saúde mental, contribuindo para o sofrimento psíquico, o isolamento social, a ansiedade, a depressão e outras formas de adoecimento relacionadas à discriminação e ao estigma.
A escritora e ativista trans negra Jota Mombaça contribui para esse debate ao evidenciar como as estruturas sociais produzem desigualdades que atravessam gênero, sexualidade, raça e classe. Sua perspectiva crítica destaca que a construção de uma sociedade democrática exige o reconhecimento das diferenças e o enfrentamento das formas históricas de exclusão que atingem corpos dissidentes. Sob a perspectiva da Psicologia e dos Direitos Humanos, é fundamental compreender que a orientação sexual não constitui doença, transtorno ou desvio. O compromisso ético da Psicologia brasileira está fundamentado no respeito à diversidade humana e na promoção de práticas livres de discriminação, conforme estabelecem as normativas do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
O Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca nos lembra que a construção de uma sociedade democrática depende da valorização das diferenças e do combate a todas as formas de violência. Significa reconhecer que mulheres lésbicas possuem o direito de amar, existir, constituir famílias, ocupar espaços de liderança, acessar serviços de saúde de qualidade e viver com dignidade. Neste Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca, reafirmamos o compromisso com os Direitos Humanos, a diversidade e a construção de uma sociedade onde todas as pessoas possam viver plenamente suas identidades, seus afetos e seus projetos de vida, livres de violência, discriminação e exclusão.
Referências técnicas
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. 288 p. ISBN 978-85-200-1371-7.
MOMBAÇA, Jota. Não vão nos matar agora. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 01/1999. Estabelece normas de atuação para psicólogas(os) em relação à orientação sexual. Brasília: CFP, 1999.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência. 2. ed. Brasília: CFP, 2024.