ExNETO:
A ExNETO surgiu em meados de 2004, não só como organização administrativa acadêmica, mas também como organização social, ou seja, ela surgiu com o objetivo de defender que não há formação com qualidade sem que haja o conhecimento do que é a sociedade e de como ela realmente funciona. A ExNETO encampou e continua encampando lutas a favor da educação e saúde pública, gratuita, democrática e
de qualidade, além de condições materiais que homens e mulheres tenham uma vida digna e justa, por meio de discussões, campanhas, ocupações e atos públicos, fazendo isso junto ao coletivo de estudantes de T.O., de outros estudantes, trabalhadores e mais pessoas que sonham e se movimentam para dizer não as injustiças que acontecem em nossa sociedade e se propõem a modificá-la. A ExNETO – Executiva Nacional de Estudantes de Terapia Ocupacional corresponde a entidade máxima de representação estudantil d@s estudantes de Terapia Ocupacional. Cabe a ela viabilizar articulação com estudantes do curso, através dos centros ou diretórios acadêmicos principalmente, para discutir os posicionamentos d@s estudantes sobre os mais variados assuntos, representá-l@s em espaços nacionais como conferências de saúde, congressos estudantis, etc. e depois socializar tais vivências com a comunidade estudantil, alem de organizar e incentivar que este movimento se concretize através de uma discussão e ações critica nos assuntos que interferem no curso. Ela se estrutura por meio de uma Coordenação Nacional (CN). Atualmente as Universidades que compõem a CN são: USP (São Paulo), UNCISAL (Alagoas), UnB (Brasilia) e UFPR (Paraná). Além da Coordenação Nacional, a ExNETO também possui quatro Coordenações Regionais ativas: Norte (PA), Nordeste (AL e PE), Sudeste 1 (SP), Centro Oeste (DF) e Sul (PR). CAs e DAs:
O Centros e Diretórios acadêmicos que constroem a ExNETO terão um contato mais próximo com a realidades dos estudantes, desempenhando este papel fundamental da ExNETO com a base. A proposta da ExNETO não é ser uma entidade burocrática e verticalizada, portanto os centros e diretórios acadêmicos desempenham um papel importante de dialogo com a executiva e com os estudantes. ENETO:
O ENETO – Encontro Nacional dos estudantes de terapia ocupacional concretiza-se como principal fórum de organização, discussão, articulação e máximo de deliberação. Os Encontros Nacionais ocorrem anualmente e são os eventos de maior importância para o movimento de Terapia Ocupacional. Neles que realizamos boa parte de discussões e construímos as deliberações para serem seguidas pela executiva/ METO (Movimento Estudantil de Terapia Ocupacional). Alem disso é um importante espaço para aproximação com estudantes que não conhecem a ExNETO. O ENETO se concretiza através da articulação da EXNETO e da COMORG (Comissão organizadora) local, que irá sediar o encontro. São propostas como espaços mesas, grupos de discussões, coletivos (para discussão e manutenção do encontro, pois é um evento feito por e para estudantes), vivências em movimentos sociais, grupos de trabalho (que encaminham propostas) e a plenária final (onde serão deliberadas as propostas discutidas nos GTS). CONEETOS:
Os CONEETOS – Conselho de entidades estudantis de terapia ocupacional ocorre duas vezes ao ano. Ambos acontecem com o objetivo de formação da coordenação nacional e fortalecimento da localidade que ira receber o CONEETO. O primeiro ocorre a posse da coordenação nacional que foi eleita no ENETO. No segundo é feito a programação de todo próximo ENETO. Nossas bandeiras de luta:
Educação:
Lutamos para que tod@s tenham acesso à educação gratuita, pública, socialmente referenciada e de qualidade, pois isso é um direito de tod@s brasileir@s. Nossas discussões sobre educação focalizam a qualidade da formação do estudante de Terapia Ocupacional. Defendemos a idéia de que nossos estudos não podem ser distanciados da realidade brasileira e devem propor soluções para os problemas da nossa sociedade. Dessa forma, nos colocamos contra a precarização da educação visualizada em propostas do Estado como REUni e PROUni, nas reduções de verbas e as formas de processo seletivo (Novo ENEM e vestibulares), e formas de avaliações reguladoras impostas (como o SINAES), ou seja, contra a Reforma Universitária. Saúde:
Defendemos o conceito ampliado de saúde. Acreditamos que a luta pela saúde não pode ser separada da luta por uma sociedade que permita o SUS funcionar da forma como seus princípios o orientam: universal, integral, igualitário, equânime, ef**az, eficiente e com uma verdadeira participação popular. Por considerarmos a Saúde um direito de tod@s e um dever do Estado e não uma mercadoria; colocamos nos contra todas as formas de privatização e mercantilização dos serviços de Saúde. Movimentos Sociais:
Defendemos o direito de organização do coletivo e entendemos o Movimento Estudantil como um Movimento Social. Por esta razão nos opomos a qualquer criminalização de movimentos sociais. Neste âmbito nos colocamos na luta ao lado dos outros movimentos cujas bandeiras dialoguem com o caráter político dessa entidade. Ex: Movimento antimanicomial, movimento pelo poder popular, pela reforma agrária, movimentos sindicais, movimento da pessoa em situação de rua, movimento pela moradia, outros âmbitos do movimento estudantil…
Terapia Ocupacional:
Discutir de forma crítica junto aos estudantes a formação acadêmica e atuação profissional e suas repercussões na sociedade. Problematizar também a representatividade, regulamentação e fiscalização da profissão (conselhos, associações) e a questão da organização dos trabalhadores (sindicatos). Consideramos o caráter dinâmico da sociedade e dos nossos posicionamentos, não nos restringindo às pautas aqui citadas, mas com abertura a revisão das mesmas e debatendo com compromisso as demandas, uma vez que visamos instigar a ampliação da consciência política d@s estudantes . Acreditar e afirmar os princípios de luta da ExNETO são elementos fundamentais para perpetuar o projeto de transformação que a entidade propõe. Discussão sobre o trabalho e a necessidade de se organizar:
Nosso movimento reconhece a importância de analisar, debater e modif**ar a sociedade em que vivemos. Para que esta análise e debate não sejam feitos da boca para fora, temos trabalhado muito no sentido da nossa formação prática e teórica sobre o assunto. Adotamos depois de muitos debates uma linha teórica marxista, que entende que a sociedade capitalista é composta por duas classes opostas, a primeira que tem somente sua força de trabalho e sobrevive de sua venda e outra que detém os meios de produção e vive da exploração do trabalho da primeira. Isso ocorre porque o trabalhador recebe somente uma pequena parte da riqueza que produz, o restante f**a com os detentores dos meios de produção. Outra reflexão importante do pensamento marxista é que o trabalho é central na vida humana e o ser humano surge a partir do trabalho e a forma como este se dá influencia nas relações e organizações sociais.
É a partir dessa discussão que destacamos o trabalho e as/os trabalhadoras/trabalhadores como tema do nosso encontro tanto por reconhecer a importância deste para ocorrem modif**ações em nossa sociedade, quanto debater nossa prática como futuros terapeutas ocupacionais. Questionamos o papel da T.O., principalmente em relação a/ao trabalhadora/trabalhador, se este será de ajudar na emancipação do trabalhador/trabalhadora ou servir para a reprodução da exploração. Muitas vezes a prática da T.O., tem servido para manter o trabalhador produtivo, sem levar em conta as condições de precaridade e exploração que este se encontra. Outro debate importante é o reconhecimento de que seremos também trabalhadoras/ trabalhadores e temos que construir uma organização que lute contra a precarização principalmente em relação à saúde e também das/dos demais trabalhadoras/ trabalhadores. Para isso precisamos nos colocar como trabalhadores da saúde para tornamos militantes e poder lutar coletivamente aos outros trabalhadores. Para isso, avançamos de forma que nossa luta não seja restrita a defesa de mercados de trabalho, de uma produção acrítica de saúde, mas por uma promoção da mesma, entendo-a não como bem ou mercadoria. Para isso, percebemos que a luta individual ou corporativista, academicista não nos faz avançar, só nos restringe. Por esta razão, nos colocamos ao lado dos outros movimentos sociais, que apontam para uma necessidade de transformação da sociedade.