28/08/2018
Entrevista da impresa jovem com: Alexandre Schneider, secretário de educação da cidade de São Paulo.
Entrevistadora (Rayane, 8° ano): Qual é a sua opinião sobre a educação no Brasil, atualmente?
"A gente precisa mudar a educação do Brasil, ainda tem muitas coisas que a gente precisa fazer. Acho que trabalhar para valorizar mais os professores, ter mais recursos nas escolas e pensar um pouco: o que a gente deve ter na escola? Como a gente prepara os estudantes para que eles possam construir o seu projeto de futuro, o que querem ser no futuro, se querem escolher uma profissão, se querem fazer sua própria profissão, inventar uma profissão nova, montar uma impresa, ser artista, eu acho que a gente tem que ter uma educação que possibilite com que cada um possa ter liberdade para escolher o seu futuro, e esteja preparado para isso."
Entrevistadora (Karina, 8° ano): Você acha que projetos como o São Paulo Integral podem mudar a situação atual do Brasil?
"Eu acho que projetos como esse ajudam muito a gente a unir uma série de aprendizados e saberes que nós precisamos ter. Não adianta a gente aprender a ser um ótimo aluno em português, em matemática, ser um grande engenheiro, um grande médico se a gente não tem ética, se a gente não tem solidariedade, se a gente não tem um olhar para o outro, se a gente não entende as diferenças. Hoje, a gente tem um país em que as pessoas brigam por conta de partido, por conta de rosto, por conta de tudo, quando a gente podia entender o seguinte: o que a gente tem de mais rico são as nossas diferenças. Tudo que você tem de diferente de mim me completa, é isso que faz a gente humano. Portanto, a educação integral serve para a gente refletir sobre isso também."
Entrevistador (Guilherme Isaque, 8° ano): Você acha que a educação integral pode ser realizada fora da escola?
"Eu acho que sim, acho que tem uma série de oportunidades que podem acontecer fora da escola. Quando a gente vai a um parque, quando a gente vai a um museu, quando a gente vai num clube esportivo municipal, quando a gente vai numa outra escola, enfim, tem uma série de atividades que a gente pode ter de educação integral fora da escola, desde que elas estejam unidas no projeto da escola, que o professor e os estudantes saibam o que então indo fazer lá. Eu acho que isso é muito importante."
Entrevistadora (Rayane, 8° ano): Como surgiu a ideia do projeto São Paulo Integral?
"Há muito tempo a prefeitura tem programas na área do integral, há mais de dez anos, e aos poucos, esse programa foi melhorando. Na última gestão, o que o pessoal começou a fazer? A articular uma série de programas que já existiam, no programa que hoje se chama São Paulo Integral. Em alguns lugarem ele é feito só no ciclo de alfabetização, às vezes no primeiro ano, às vezes no primeiro, segundo e terceiro ano. Em outros lugares, ele acaba sendo feito na escola inteira, depende muito do espaço que a escola tem. Então é um projeto que veio caminhando o longo dos anos, e vai, a cada vez, melhorar."
Entrevistador (Guilherme Isaque, 6° ano): O que você acha dos deficientes na escola?
"Eu acho que é muito importante para que a gente possa conviver, porque todos nós somos diferentes. Eu tenho três irmãos, são todos diferentes de mim, eu tenho três filhos, eles são todos diferentes. Acho que, a gente ter isso na escola representante bastante o universo em que a gente está vivendo. Cada um de nós têm seus próprios limites, suas dificuldades, enfim, eu acho que é muito importante. E o que você acha?"
Entrevistador (Guilherme Isaque, 6° ano): Eu acho que sim, porque gente fala que a pessoa com deficiência, ele é uma pessoa limitada, aí eu pergunto pra você: por que a gente tem limitações na nossa vida, como um geral?
"O que a gente precisa fazer é garantir com que se reduzam essas limitações, que com os problemas que a gente, às vezes tem, a gente possa dar um outro jeito, com equipamentos, com outras coisas que ajudam, porqur no fundo, Isaque, todos nós temos nossas limitações, a gente acha que não, mas nós temos, e todos nós temos capacidades para superá-las, também."