13/05/2026
138 anos da Lei Áurea: a história vai muito além do que aprendemos nos livros
Durante muito tempo, a abolição da escravidão no Brasil foi contada como um gesto de bondade da princesa Isabel. Mas historiadores mostram que a liberdade foi conquistada principalmente pela luta e resistência do povo negro.
Fatos que a história nem sempre contou:
De acordo com o IBGE, o Brasil foi o país do continente americano que mais importou africanos escravizados. Entre os séculos XVI e meados do XIX, vieram cerca de 4 milhões de homens, mulheres e crianças. No caminho, centenas de milhares morreram.
Antes da Lei Áurea, duas províncias do Império declararam a abolição da escravidão em seus territórios: o Ceará, em 25 de março de 1884, e o Amazonas, em 10 de julho de 1884.
O Brasil foi o último país das Américas a abolir oficialmente a escravidão, em 1888.
A Lei Áurea tinha apenas dois artigos e não garantiu terra, trabalho, moradia ou indenização às pessoas escravizadas libertas.
Quilombos, fugas, revoltas, ações judiciais e movimentos abolicionistas foram fundamentais para pressionar o fim da escravidão.
Nomes como Luiz Gama, José do Patrocínio e André Rebouças, além de milhares de homens e mulheres negros, foram protagonistas dessa luta histórica.
A abolição não foi um presente. Foi resultado de resistência, organização e coragem.
Relembrar essa história é reconhecer quem realmente construiu os caminhos da liberdade e refletir sobre os desafios sociais e raciais que ainda persistem no Brasil.
O movimento negro não comemora o 13 de maio, mas sim o 20 de novembro, data que marca a morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra.
O CRB-8 tem compromisso com a memória, a justiça social e a valorização da igualdade racial.