A região onde hoje é a zona leste fora ocupada por tribos indígenas, como a Guaianaz que formou a Aldeia Ururai em 1580. Os colonizadores portugueses que buscavam rumos para o leste sofriam de constantes e violentos ataques indígenas pelo caminho por terra. Então os rios Tietê, Tamanduateí, Aricanduva e seus afluentes tiveram um importante papel nas bandeiras. Estas utilizavam as vias fluviais par
a garantir segurança e maior rapidez. Pouco a pouco as localidades banhadas por esses rios, áreas distantes ao centro, foram povoadas, exemplo de: Mooca, Tatuapé e São Miguel Paulista.1 Na última, o primeiro núcleo populacional da zona, houve a fundação da primeira igreja por meio dos jesuítas no ano de 1622, sendo estabelecida a Capela de São Miguel Arcanjo. Com o passar dos anos a região ganhou importância, pois fazia a ligação de São Paulo ao Rio de Janeiro.1 A cidade de São Paulo expandia-se, e seus territórios mais distantes tornavam-se propriedades rurais. Vilas eram criadas ao redor de igrejas, sendo assim criados novos bairros, como a Penha.1
No final do século XIX a cidade industrializa-se e as antigas propriedades rurais são substituídas por indústrias e bairros proletários, caso de Vila Matilde e Vila Formosa. Houve também uma extensão da malha ferroviária paulistana, que escoava da mercadoria.1
Através da imigração a população multiplica-se descontroladamente, bairros operários sofrem de marginalização, por serem desprovidos de infra-estrutura.2 Os imigrantes vindos predominantemente da Itália, Espanha e Japão estabeleceram tradições de suas culturas em seus bairros, forte exemplo da Festa de San Gennaro e Clube Atlético Juventus na Mooca. As fábricas existentes, primeiramente produtoras de tecidos e alimentos, são gradativamente substituídas pela indústria pesada e construção civil. A imigração diminuía a cada ano, portanto deu-se a atração de milhões de migrantes, oriundos do Nordeste do Brasil.2
As regiões periféricas recebiam novos moradores, que por não fiscalização do Governo, construíam suas moradias em áreas sem infraestrutura, saneamento básico, eletricidade, dentre outros aspectos. Surgiram os bolsões de pobreza vistos na maioria dos distritos das regiões Leste 1 e 2. Aliado à decadência da indústria paulistana, a zona enfrenta inúmeros problemas, fazendo com que registre a pior renda média familiar e a menor concentração de atividade econômica, sendo uma das mais pobres da cidade.1
Na cultura popular[editar | editar código-fonte]
A Zona Leste de São Paulo é constantemente desconceituada por conta das habitações precárias (as chamadas malocas, dando origem ao termo depreciativo maloqueiro, referindo-se aos moradores destes tipos de moradias) e dos altos índices de pobreza e criminalidade relativas existentes na região. A presença da sede oficial do clube de futebol Corinthians na Zona Leste, e a consequente identificação de grande parte dos moradores da região com a instituição fazem com que haja uma forte ligação, dentro do imaginário popular, entre os moradores e os torcedores da equipe paulista. Na linguagem coloquial, a Zona Leste é frequentemente desginada pela sigla ZL.