Encontros de Cidadania Artística - Sated/sp

Encontros de Cidadania Artística - Sated/sp Projeto de Formação Política para jovens artistas por meio da conscientização de classe. Os enc

Construir uma base política e econômica para a classe artística é a meta principal, já que vivemos atualmente em um cená...
11/02/2020

Construir uma base política e econômica para a classe artística é a meta principal, já que vivemos atualmente em um cenário que pede formas criativas de desenvolvimento. É necessário criarmos uma rede de apoio que esteja disposta a reinventar o mercado de trabalho, e assim descobrir novas possibilidades de empregabilidade e representatividade. O encontro promovido pelo SATED/SP acontece uma vez por mês e conta com dinâmicas, intervenções artísticas e debates, para que a formação política vá para além do racional e do ideológico e que assim, reverbere também na prática corporal e criativa. Percebemos que o pensamento crítico deve ser abordado de forma abrangente para que todxs tenham o espaço de se expressar livremente. Para isso, os espaços escolhidos são alternativos e de resistência pensados para dar visibilidade e valorizar a cultura já estabelecida no lugar, ocupando assim, ambientes de diferentes vertentes e territórios.

Foto: Felipe Stucchi
(Dinâmica com o Povo Kariri Xocó no 4º Encontro de Cidadania Artística)

11/02/2020

Segundo a Prefeitura de São Paulo, nossa cidade tem cerca de 400 mil imóveis ociosos, entre casas e edifícios. E não são apenas os movimentos por moradia que lutam pela revitalização desses espaços vazios. Sem espaços adequados para trabalhar e sem condições de pagar os altos aluguéis da cidade, diversos coletivos de artistas ocupam imóveis para criar espaços de produção artística. A ideia é levar diferentes manifestações culturais, dar vida a lugares públicos e resgatar o verdadeiro sentido de pertencimento desses espaços. Por trás desses eventos há muitxs jovens, produtorxs independentes, artistas e militantes políticos e culturais. Todxs movidxs por um ideal que xs une, e é dessa união que nascem as ocupações culturais.
Buscamos sempre estar em constante sintonia com todos os tipos de manifestações artísticas e culturais que vão para as ruas e quebram todas as regras existentes. Se o espaço é público tem que ser ocupado. Mas não é qualquer ocupação, temos que resgatar a tradição da resistência cultural. Esses espaços nos pertence, temos que usar esses ambientes para compartilhar nossas vivências e os saberes populares. Essa é a melhor maneira de superar as opressões que sofremos diariamente. Nos unimos no intuito de abrir o ponto de vista da população e dxs próprixs artistas, para que a próxima vez que estiverem passando pelas ruas e ouvirem uma música, uma batucada, a voz de um/a ator/atriz em cena ou o trecho de uma poesia, parem e participem. A CIDADE É NOSSA, OCUPE-A!
Nosso 4º Encontro de Cidadania Artística foi elaborado em cima do tema: "Ocupações Culturais em Espaços Públicos. A Força da Arte quando Artistas se Encontram" e aconteceu na Casa Marielle Franco. O evento contou com uma abertura de esquetes e improvisos com os Artistas Circenses Denise Bruno, Carlin Franco e Caio Nogali. Tivemos o Núcleo “Texto e Cena” oriundo da Escola Livre de Teatro de Santo André fazendo uma intervenção artística com a provocação de Ave Terrena, o Povo Indígena Kariri Xocó com uma dinâmica nativa, a Comunidade Cultural Quilombaque Perus com uma dinâmica aberta de poesias e o grupo de dança afro periférica Fragmento Urbano que veio direto de Guaianases apresentar o espetáculo "ENCRUZILHADA". Tivemos também uma exposição de artefatos e artesanatos do povo Kariri Xocó. Sem esquecer da roda de conversa com 4 convidadxs especiais, com o intuito de discorrer sobre suas experiências em paralelo ao tema do evento: Douglas Estevam da Frente de Teatro do MST, Douglas Iesus e Anelise Mayumi do grupo Fragmento Urbano, Fernanda Azevedo como representante da Casa Marielle Franco e parceira de militância, e Ave Terrena como dramaturga representante dxs LGBTQIA+. Para finalizar o encontro, tivemos um pocket show do cantor e compositor Rubi, que veio para encerrar com chave de ouro.

11/02/2020

A prática de examinar livros, filmes, peças de teatro, exposições de Arte Visuais julgando se são imorais, ofensivas ou que possam prejudicar a sociedade concede um poder ao Estado que serve aos interesses de quem? Essa é uma pergunta que não cabe uma única resposta. Considerando que a pessoa ou entidade escolhida para julgar não é neutra. Seu olhar não é inocente, pois qualquer olhar está sempre contaminado por impressões, emoções, perspectivas, contextos e influências. Portanto, qual é o limiar entre a curadoria e a censura? Quais são os meios utilizados pelo poder público para censurar a arte? As suspensões e cancelamentos de espetáculos teatrais nos últimos meses têm servido de combustível para alimentar um temor de instalação de uma censura velada em um contexto já turbulento para a cultura brasileira. Trazemos então para discussão este tema urgente, para entendermos quais as ferramentas utilizadas pela censura e como podemos burlar este sistema injusto e inconstitucional, já que vivemos em um governo democrático que visa e defende a liberdade de expressão.
Nosso 3º Encontro de Cidadania Artística teve como tema " Quais são os Novos Censores da Arte? A linha tênue entra a Curadoria e a Censura", e aconteceu no ECLA - Espaço Cultural Latino Americano. Contamos com uma Intervenção Artística contra a censura com o Teatro de Inefáveis Mequetrefes, um ESPAÇO DE LIVRE EXPRESSÃO ARTÍSTICA para participantes que quiseram expor sua arte e experiência seguido por uma Roda de Conversa enriquecedora com Kil Abreu, Maria Ester Moreira, Flavio Carrança, Renato Alves e Ana Souto. Finalizamos o encontro com o DJ Lovinil, que trouxe músicas brasileiras de resistência em todas as épocas com mixagens ao vivo feitas apenas com VINIS.

11/02/2020

Desde antes do golpe civil-militar de 1964, artistas, estudantes e intelectuais, unidos pelo objetivo de transformar o Brasil a partir da ação cultural, levaram à população diversas manifestações artísticas visando conscientizar as classes trabalhadoras a lutar pelas reformas de base e pela revolução social, o que dá início ao que se chamou teatro político de resistência. Com o golpe de 1964, a classe artística é intensamente reprimida e dá lugar a um movimento teatral de oposição ao regime, que enfoca a repressão política, o papel da censura, o arrocho salarial, o milagre econômico, a supressão da liberdade, muitas vezes apelando para episódios históricos ou situações simbólicas e alegóricas. A partir de 1969, com o Ato Institucional nº 5, a repressão e a censura ficam mais acirradas. Muitas peças são proibidas ou mutiladas. O espírito de resistência e denúncia vai unir, a partir de então, a classe teatral em assembléias, ciclos de leituras dramáticas e outras atividades. Com a redemocratização do país em 1985, os textos políticos começam a abordar temas como a desigualdade social, a pobreza, as injustiças e a mercantilização do teatro. O teatro de resistência continua até hoje e inúmeros grupos de jovens são os herdeiros dos combativos artistas dos anos da ditadura, abordando o papel que o teatro tem na conscientização dos valores a respeito dos Direitos Humanos e aos Princípios Democráticos.
Nosso 2º Encontro de Cidadania Artística teve como tema: "O que é Teatro de Resistência? O Pensamento crítico, democrático e igualitário através da Arte" e aconteceu no Teatro Studio Heleny Guariba. Tivemos a participação da banda Cabaré Feminista com um pocket show, uma Dinâmica de Resistência com o parceiro Pascoal da Conceição onde nasce nosso 'Espaço Livre de Expressão Artística' onde todxs participantes puderam (e podem) ocupar o centro da roda e compartilhar sua arte, e uma Roda de Conversa composta por Leona Jhovs, Pascoal da Conceição, Salloma Salomão e Dione Carlos.

11/02/2020

É o início de uma série de encontros para conversar e se expressar de acordo com um tema específico. Várias opções se tornam pertinentes, mas como escolher? E por que? Por ser um projeto de formação e conscientização política, se torna básico e fundamental que a gente entenda alguns princípios do teatro que não são discutidos, nem sequer mencionados nas salas de aula de escolas, sejam elas regulamentadas ou não, nas oficinas livres ou nas rodas de conversa de grupos: "Qual o papel do artista nos dias de hoje? O que é ser artista? Qual a influência que o teatro pode ter? Qual a transformação e ressignificação que o teatro pode propor nas pessoas e comunidades no seu entorno? É necessário e urgente termos a consciência de que nós artistas, somos formadores de opinião. De que nós influenciamos no cotidiano, no habitual, nos costumes dos nossos próximos e de toda uma comunidade muitas vezes esquecida e precarizada.
Por isso, nosso 1º Encontro de Cidadania Artística teve como tema: "Qual o Papel do Artista? O Teatro como Formação Cultural de uma Comunidade", e aconteceu no espaço de resistência e luta palestina 'Al Janiah'. Nossxs convidadxs para a composição desse encontro foram Alessandra Cavagna (dinâmica de Teatro do Oprimido), Loka Rosa e Costa Senna (Slam do Cordel), e Solange Dias, Paulo Faria, Poliana Helena e Celso Frateschi na nossa Roda de Conversa que é sempre muito enriquecedora.

Endereço

Avenida São João, 1086/4º Andar
São Paulo, SP
01036-100

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

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