13/08/2026
Arrasta para o lado para conhecer cada eixo da plataforma — e leia o documento completo: Uma Transição Ecossocialista para o Brasil, a plataforma apresentada pela Fundação Lauro Campos e Marielle Franco e pela Fundação Rede Sustentabilidade para as campanhas eleitorais de 2026, já disponível para download no link da bio.
O Brasil vem destruindo rapidamente suas áreas naturais. A floresta amazônica brasileira, o bioma mais rico da Terra, perdeu, em 60 anos, mais de 870.000 km2, principalmente pela expansão da pecuária, com uma área ainda maior degradada por extração de madeira, secas e incêndios. Entre 2000 e 2025, 50% da vegetação nativa do Cerrado foi suprimida. É uma perda de natureza inédita na história humana. O Brasil vem enfrentando uma contra-ofensiva do ruralismo e da extrema-direita, cujo objetivo é o desmonte do arcabouço legal de proteção de nossos biomas e dos povos que os habitam e defendem. Esse desmonte favoreceu o aumento do desmatamento, da degradação florestal e dos incêndios criminosos, tudo isso exacerbado pelo aquecimento global, que produz a alternância entre secas extremas e inundações. A sociedade brasileira como um todo sofre as consequências desse ataque predador organizado em um Congresso Nacional majoritariamente inimigo do povo.
A existência dos povos indígenas, quilombolas e das populações tradicionais depende de seus territórios que, cobiçados pelo ruralismo e pela mineração, enfrentam as pressões de invasões, garimpos (cada vez mais vinculados ao crime organizado) e exploração ilegal de recursos naturais. As Terras Indígenas, que representam 13,8% do território nacional, são hoje barreiras essenciais contra o desmatamento, mas a demarcação de muitas delas enfrenta uma oposição cada vez mais dura das forças articuladas do agronegócio no Congresso e no Judiciário. Tivemos apenas 8 casos de homologação em 2023, 5 em 2024 e, em 2025, mesmo com a pressão da COP 30, apenas 7 casos. Os territórios quilombolas enfrentam um descaso ainda maior. Por todo o país, os defensores das populações tradicionais enfrentam a violência dos latifundiários e, frequentemente, de forças policiais a serviço dos poderosos. Lutamos para colocar os poderes