25/02/2023
G1
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, quando chegaram ao endereço, souberam pela equipe de resgate que a Luciene estava morta com hematomas no rosto e no pescoço.
Luciane levou vários golpes com um pedaço de madeira na frente dos filhos dela, que ainda pediram ajuda aos vizinhos. Apesar do processo de separação, a vítima ainda morava com o ex-marido. Após o feminicídio, o agressor fugiu pela mata com uma espingarda e um revólver.
Os agentes apreenderam, ao lado do corpo, o pedaço de madeira utilizado no crime. Exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML). Uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém também esteve no local e encontrou outra espingarda calibre 28 embaixo da cama, dentro da casa.
O caso foi registrado como feminicídio e posse ilegal de arma de fogo na Delegacia de Itariri, porém o inquérito foi encaminhado à DIG de Itanhaém. O delegado solicitou, junto ao Ministério Público, a prisão do ex-companheiro. Até o momento, ele não foi localizado.
Numa sociedade machista, independentemente do tipo de violência que a mulher sofra, sempre irão cupabiliza-la, seja de forma indireta ou não, pelo crime ocorrido. É preciso rever conceitos. Se abrirmos o dicionário, o mais básico dos livros, veremos que violência é um ato cruel e constrangedor no qual existem dois lados de uma moeda : a vítima e o agressor. E vítima é quem sofre a violência e não quem a provoca, a pratica e a impõe ao outro. Um país que não tem ciência nem do próprio significado da palavra Violência e toda questão social trazida por ela nunca saberá, também, o que é justiça.
Nunca aceitará a importância do feminismo.
🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬PQP