Defendemos uma renovação das práticas políticas, a democracia, a igualdade social, o direito das "minorias". Somos um grupo de esquerda, contrário aos extremismos e que reúne pessoas de diversas tendências, porém todas defensoras das causas progressistas.
Acreditamos ser possível tornar o capitalismo mais humano na construção de uma sociedade onde as diversas barreiras sejam derrubadas, possibilitando a emergência de um novo tipo de sociedade que supere qualitativamente o capitalismo vigente.
Admitimos que uma sociedade socialista no Brasil é inviável atualmente devido ao contexto interno (hegemonia ideológica de um neoliberalismo autoritário, propagado pelas instituições comprometidas com o atual modelo econômico e social); vislumbramos a possibilidade de construir um Brasil mais justo, solidário, fraternal que possibilite um socialismo mais humano e democrático. Por isso, simpatizamos com a consolidação de um Estado de Bem-Estar Social.
Defendemos uma maior participação popular na política. Faz-se necessário desmistificar a política, desconstruindo a imagem de uma suposta atividade “suja” praticada por poucos. Para reverter tal quadro, é necessário conscientizar a população através da educação política, mostrando que esta é uma atividade inerente ao ser humano e praticada em nosso cotidiano, mesmo que de forma desapercebida. E mesmo a política institucional pode ser acessível à classe trabalhadora, seja através da participação nas tribunas, seja através de mandatos coletivos.
Entre as diversas causas que consideramos progressistas, incluímos a luta pelos direitos de cidadania das minorias étnicas (negros, indígenas), mulheres, LGBT+, classe trabalhadora, pequenos empreendedores e desempregados de baixa renda. É uma luta que vai além de uma mera “inclusão social”, garantindo a construção de uma sociedade brasileira igualitária e solidária mexendo com as estruturas que conservam a desigualdade social e a opressão de viés autoritário escravocrata.
Reivindicamos a criação e consolidação de mecanismos que viabilizem oportunidades para as classes menos favorecidas. Um desses mecanismos é uma educação capaz de proporcionar melhores condições de vida para a maioria da população brasileira.
Consideramos que uma das principais (se não a principal) barreiras para a diminuição da desigualdade social brasileira seja a mentalidade dependente presente na maior parte da burguesia nacional, que se contenta em ser sócia minoritária dos negócios e interesses do capitalismo financeiro internacional.
Somos partidários de um projeto nacional sustentável, conectado com as tendências da indústria de alta tecnologia da chamada Revolução 4.0 e, ao mesmo tempo, que invista em novas formas de energia para evitar desastres ambientais e não prejudique a classe trabalhadora, relegando-a ao desemprego.
Defendemos o apoio ao pequeno e micro empreendedor, mas objetivando conscientizá-lo em relação à importância desse projeto no desenvolvimento das suas atividades e na proteção da concorrência desleal das empresas multinacionais do grande capital.
Como Ecossocialistas, achamos necessário romper definitivamente com o modelo agroexportador herdeiro do antigo latifúndio da plantation. Propomos uma reforma agrária que democratize a propriedade rural no Brasil e garanta autossustentabilidade.
Defendemos uma sociedade Feminista que valorize o trabalho das mulheres, sujeitas a uma jornada dupla de serviços e com salários inferiores aos homens para a mesma função. A mulher deve ter o mesmo espaço dos homens nas mais variadas áreas profissionais, artísticas, esportivas, politica, etc. Acreditamos que o Estado deve criar condições para o desenvolvimento da potencialidade das mulheres nas diversas áreas.
Consideramos essencial o investimento em ciência e tecnologia voltado, principalmente, para o desenvolvimento humano, e não apenas para a lucratividade do capital.
Defendemos o avanço das políticas públicas de inclusão social. Contudo, acreditamos que, no contexto atual, deve-se não apenas lutar pela manutenção de tais políticas, e sim para que elas avancem.
Acreditamos na liberdade e tolerância religiosa, defendendo que nenhum grupo religioso possa ter o poder de impor as suas crenças e visões de mundo ao outro. Reforçamos nosso compromisso em defesa do Estado Laico, pois apenas tal formato possibilita a liberdade religiosa, além de ser garantida a tolerância entre os seguidores de diferentes credos.
Garantimos o direito à liberdade de orientação sexual. Esta não pode ser criminalizada ou alvo de preconceitos descabidos e injustificáveis que impossibilitem o exercício da cidadania.
Defendemos o incentivo à cultura e às artes, em suas mais diversas formas. Que a população tenha um maior contato e conhecimento sobre as diferentes expressões da arte construída historicamente pela humanidade.
Outro fator fundamental é a democratização da mídia. Assumimos o compromisso de transmitir informações embasadas cientificamente e em fontes confiáveis. Repudiamos grupos (independentemente de sua posição ideológica) que divulguem Fake News propagando a desinformação e o ódio entre a população.
Resista!
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