24/01/2024
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Relatos da catástrofe ambiental provocada pela gripe aviária no Hemisfério Sul continuam a chegar. O mais recente alerta foi feito pela organização Wildlife Conservation Society - - que divulgou dados estarrecedores: mais de 17 mil filhotes de elefantes-marinhos-do-sul (Mirounga leonina) morreram apenas na Patagônia Argentina, vítimas do vírus H5N1, que provoca a influenza aviária de alta patogenicidade.
Esse número assustador representa mais de 95% dos filhotes nascidos na costa argentina em 2023.
“É o primeiro relato de mortalidade em massa de elefantes-marinhos naquela região, por qualquer causa, no último meio século. A visão desses animais encontrados mortos ou morrendo ao longo das praias de reprodução só pode ser descrita como apocalíptica”, lamenta Chris Walzer, diretor executivo de saúde da WCS.
Segundo os especialistas da WCS, o temor é que gripe aviária esteja sendo transmitida agora entre mamíferos, já que os filhotes em geral só estão em contato com as mães.
“O H5N1 representa agora uma ameaça existencial à biodiversidade mundial”, ressalta Walzer, que urge o desenvolvimento já de vacinas contra a doença.
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📸 Antoine Lamielle, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons