Fórum Nacional de Segurança Pública

Fórum Nacional de Segurança Pública Fórum Nacional permanente sobre Segurança Pública.

Vereadora fala que “bandido bom é bandido morto”sobre chacina que matou criançasNOTA DE REPÚDIO!O Fórum Nacional de Segu...
11/02/2022

Vereadora fala que “bandido bom é bandido morto”
sobre chacina que matou crianças

NOTA DE REPÚDIO!

O Fórum Nacional de Segurança Pública e a Comissão de Mães, Pais e Familiares de vítimas da violência policial no
estado do Paraná.

Vem a público

Manifestar total REPÚDIO e INDIGNAÇÃO contra a fala e a manifestação da vereadora Flávia Francischini e do vereador Éder Borges, um verdadeiro discurso de ódio, discurso contra a vida!

Todos têm direito a vida e a um julgamento justo! Trata-se de uma violência, uma afronta explícita e inequívoca contra o Art. 5° da Constituição Federal.

O plenário da Câmara Municipal de Curitiba foi palco de um comentário lamentável nesta quarta-feira. A vereadora pelo PSL, Flavia Francischini, aproveitou a abertura da sessão dessa quarta, dia 9 de fevereiro, para comentar uma chacina ocorrida no bairro Portão na última segunda, dia 7. Além de errar o bairro em que o caso ocorreu, Francischini aproveitou para dizer que “bandido bom é bandido morto” sobre o episódio que deixou duas crianças mortas, além de um casal adulto. A fala contou com a participação de outro parlamentar.

Da mesa da Casa, Francischini disse: “posso ser dura, mas continuo acreditando que bandido bom, como diz né Eder, é bandido …”. “Morto!”, gritou em resposta o colega Eder Borges. “É isso mesmo. Bom dia”, completou Francischini.

O caso aconteceu na noite de segunda-feira, por volta das 21 horas, quando um Fiat Palio parou numa rua residencial do Portão. Outro veículo parou ao lado e os integrantes abriram fogo contra os ocupantes do Pálio. Segundo informações do jornal Bem Paraná, duas crianças, uma de 2 e outra de 7 anos, morreram. Uma delas com um tiro na cabeça.

Ainda segundo o jornal, o crime teria sido resultado de uma guerra de facções.

A fala de Francischini foi rechaçada pelos vereadores Osias Moraes (Republicanos) e Renato Freitas (PT). “Não concordo com a máxima de que bandido bom é bandido morto porque creio no arrependimento e na conversão do cidadão”, declarou Moraes. Já Freitas disse que não pode incorrer na contradição de achar que bandido bom é bandido morto. “As práticas de justiça devem obedecer minimamente a legislação atual. Esse discurso de violência para justificar mais violência e a ilegalidade porque matar alguém numa legislação que não admite pena de morte é uma ilegalidade”.

Nos parece que tais posturas podem inclusive a se tornarem demandas com iniciativa do Ministério Público do Estado do Paraná com a devida representação em relação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, em razão as violações contra o Art. 5° da CF/88, ao Decoro Parlamentar, Apologia/incitação ao crime e inclusive aporofobia.

Por esses motivos, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 3271/20 que criminaliza especificamente os atos violentos praticados contra pessoas pobres, em razão de ódio pela condição de pobreza, ou seja, a aporofobia.

Não podemos deixar que esse tipo de ideologia crie raízes e se torne a barbárie chancelada, institucionalizada e banalizada, que se compara e se assemelha sim em muito com os horrores do próprio nazismo durante a 2ª grande guerra!

Liberdade de expressão é uma coisa, crime é outra, e neste caso... Sim, segundo a legislação é crime!

Não aceitamos e não compactuamos com a defesa da Segregação, da Violência, da morte e do genocídio social e cultural!

A ver. Flávia Francischini e o ver. Éder Borges cometeram apologia e incitação ao crime, violaram o art. 5° da CF/88.

Merecem ser processados criminalmente, merecem ter seus direitos políticos cassados, merecem ser condenados diante de uma côrte internacional!

Comissão de Mães, Pais e Familiares de vítimas da violência policial no estado do Paraná.

Fórum Nacional de Segurança Pública

PMs acusados por mortes durante folga já mataram em trabalho sem punição...Paulo Eduardo DiasColaboração para o UOL, de ...
28/07/2021

PMs acusados por mortes durante folga já mataram em trabalho sem punição...

Paulo Eduardo Dias
Colaboração para o UOL, de São Paulo
18/07/2021 04h00Atualizada em 18/07/2021 10h14

Wellington Copido Benfati, 40, foi morto em um bar. Antes de ser encontrado sem vida, Guilherme Guedes, 15, foi sequestrado na porta da casa da avó. Thiago Duarte, 20, ia ao mercado quando recebeu um tiro na boca e faleceu. Assassinados em datas e lugares diferentes da cidade de São Paulo, os três possuem algo em comum: são pessoas negras que foram baleadas por policiais militares de folga. A reportagem do UOL apurou que, em serviço, os agentes já haviam matado antes, mas não foram punidos após investigações que levaram em conta apenas a palavra dos policiais.

Ao UOL, a Secretaria de Segurança Pública afirma "que todas as ocorrências de morte decorrente de intervenção policial são analisadas pelas instituições policiais, rigorosamente investigadas e comunicadas ao Ministério Público".

Em resposta ao UOL, o MP-SP informou que suas "manifestações (...) estão nos autos".

A reportagem questionou por que apenas o relato dos agentes foi considerado nos pedidos de arquivamento de inquérito.

Morto a caminho do mercado

Pessoa com deficiência intelectual, Duarte foi baleado aos 20 anos pelo cabo Denis Augusto Amista Soares, 37, que estava de folga, mas carregava a arma de fogo pertencente à Polícia Militar. Na manhã de 8 de abril de 2021, o jovem saiu de sua casa para ir até um mercado, a poucos metros de distância.

Aos policiais militares que atenderam ao chamado no bairro Iguatemi, extremo da zona leste, o cabo Soares afirmou que só disparou após dois indivíduos anunciarem roubo. Ele disse ter atingido o rapaz por ter visto que ele sacaria um revólver calibre 38.

No boletim de ocorrência elaborado pelo 49° DP (São Mateus), Duarte e o outro rapaz são apontados como responsáveis por roubar o carro e ferramentas de um técnico em telefonia. A vítima não o reconheceu como um dos dois ladrões. Baleado na boca, o jovem foi levado ao Pronto Socorro de São Mateus, onde ficou internado e faleceu após duas semanas. O caso dele ainda é investigado.

Um mês depois, a Justiça arquivou outro inquérito contra o cabo Soares a pedido do MP. Na noite de 23 de março de 2019, ele e outro soldado mataram o suspeito de roubar um caminhão. Após serem avisados do furto de um caminhão no Jaçanã, extremo norte da capital paulista, os dois avistaram um veículo similar ao descrito e deram sinal para ele parar. Segundo o boletim de ocorrência elaborado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o condutor freou bruscamente e já desceu disparando tiros, mas não atingiu ninguém.

Fora do veículo, os dois dispararam e acertaram, cada um, dois tiros no homem identificado como Thiago Toledo Ribeiro, 34. No chão, Ribeiro foi desarmado e depois encaminhado ao Hospital São Luiz Gonzaga, onde morreu.

*************

A investigação não localizou familiares do homem, testemunhas ou câmeras no local do crime. Um exame residuográfico nas mãos dele não apontou a presença de pólvora, o que afasta a possibilidade de Ribeiro ter atirado. Mesmo assim, o MP levou a versão dos policiais em consideração para pedir o arquivamento do inquérito. Ainda assim, solicitou à Justiça que os dois PMs devolvessem as armas.

"Verifica-se que conjunto probatório reunido nos autos aponta que os policiais dispararam contra o ofendido em situação de legítima defesa, tendo sido ele alvejado pelo disparo do Denis Augusto Amista Soares, inexistindo ilicitude em suas condutas"

Tatiana Callé Heilman, promotora do MP-SP.

Descrente em punição, Queli Duarte, 40, a mãe de Thiago Duarte de Souza, diz que no país a lei não é para todos. "Aqui no Brasil a lei só funciona para quem tem dinheiro. Polícia sempre vai ter razão. Ele vai ficar impune mais uma vez. Se meu filho fosse uma pessoa com nome ou dinheiro, ele iria ser punido. É muita revolta que sinto, meus dias estão sendo difíceis, mas o que posso fazer?", disse ao UOL.

A reportagem não localizou os defensores do cabo. Já a SSP não respondeu ao pedido de entrevista com o policial, ainda em atividade.

Um homem querido na Vila Madalena

Já o artista plástico Wellington Copido Benfati, 40, morreu após ser baleado pelo sargento Ernest Decco Granaro, 34, em Pinheiros, zona oeste. Ele era conhecido no bairro como Nego Vila Madalena. Passava das 4 horas da madrugada de 28 de novembro de 2020, quando dois grupos de homens reunidos em frente a uma distribuidora de bebidas se desentenderam.

Segundo denúncia do MP, Granaro e Nego Vila discutiram, chegaram a brigar, mas foram separados por outras pessoas. Depois, Granaro sacou a arma e efetuou um disparo para o alto, o que fez Nego Vila se jogar no chão e permanecer ali. Foi então que o policial atirou no artista plástico, aponta o promotor Rogério Leão Zagallo.

Baleado na parte lateral do tórax, Nego Vila foi levado para o Pronto Socorro da Lapa.

Como o local do crime está a metros do 14° DP (Pinheiros), policiais ouviram o tiro e detiveram em flagrante o sargento, que precisou ser imobilizado. Na delegacia, ele afirmou que só se defendeu das agressões ao tentar apartar uma briga.

Denunciado por homicídio qualificado e resistência, o PM do 13° Batalhão está preso no Presídio Militar Romão Gomes, na Vila Albertina, zona norte, onde aguarda se vai a júri popular.

"A gente espera que a Justiça seja feita. Mesmo sendo policial, ele não tem direito de tirar a vida de ninguém. Está muito fácil ultimamente a polícia colocar que foi legítima defesa. O Brasil não tem pena de morte. Os policiais não podem matar as pessoas"

Tatiana Benfati Aly, enfermeira e irmã de Nego Vila.

Continua no link
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/07/18/pms-acusados-por-mortes-durante-folga-ja-mataram-em-trabalho-sem-punicao.htm

*************

Thiago Aparecido Duarte de Souza, de 20 anos, foi baleado na cabeça por um policial militar à paisana que alegou legítima defesa. Segundo a família, jovem iria comprar leite em mercado Imagem: Arquivo pessoal.

Ernest Decco Granaro, sargento da Polícia Militar de São Paulo acusado de matar Wellington Copido Benfati
Imagem: Reprodução.

Fonte - Reprodução / Foto: Reprodução:
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/07/18/pms-acusados-por-mortes-durante-folga-ja-mataram-em-trabalho-sem-punicao.htm

**************************************************

Fórum Nacional de Segurança Pública



https://www.facebook.com/ForumNacionaldeSegurancaPublica/

FNJ - Fórum Nacional de Justiça
ForumNacionalJustica

https://www.facebook.com/FNJ.ForumNacionalJustica/

, , ,
,
, , ,
, , , ,
, , , ,

https://www.facebook.com/mike.vive.justica

https://www.facebook.com/Mike.Vive.Justica.Ja
Vive.Justica.Ja

**************

https://www.fordfoundation.org/our-work-around-the-world/brazil/


Organização não governamental (ONG)

Nos últimos 80 anos, investimos em ideias inovadoras, indivíduos
visionários e instituições de vanguarda para promover a dignidade
humana em todo o mundo. Nossa missão e visão de justiça social
nos guiaram por meio de transformações na fundação, nas
comunidades que servimos e no mundo em geral.

**************



https://www.opensocietyfoundations.org/
George Soros é o fundador e presidente da Open Society Foundations.
Ele doou mais de $ 32 bilhões de sua fortuna pessoal para financiar o
trabalho das Fundações da Open Society em todo o mundo.

Antes de enviar uma consulta, familiarize-se com nosso trabalho e as
oportunidades de financiamento disponíveis, explorando este site. Para
consultas à imprensa, entre em contato com

[email protected]

https://www.opensocietyfoundations.org/newsroom/international-and-brazilian-partners-announce-fund-marielle-franco/pt

https://www.opensocietyfoundations.org/contact/13

Rio de Janeiro
Fundações
da Sociedade Aberta Ladeira da Glória, 26 - Glória
Rio de Janeiro, RJ 22.211-120, Brasil
T. + 1-202-654-1003
F. + 1-202-530-0128

*******************************

http://www.oas.org/es/sms/dps/

*******************************
https://fundacaolemann.org.br/parceiros/governos

*******************************

https://institutocyrela.org.br/
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3600, 12º andar Itam Bibi - SP CEP: 04.538-132

[email protected]

*******************************

https://www.fundobrasil.org.br/apoio-a-sociedade-civil/

[email protected]

O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação independente, sem fins
lucrativos, com a proposta inovadora de construir mecanismos sustentáveis para
canalizar recursos destinados aos defensores de direitos humanos. A fundação
impulsiona as atividades de pessoas e organizações não governamentais voltadas
à defesa dos direitos no país. Faz isso por meio de um modelo de apoio a projetos
que estimula o investimento social e desenvolve a filantropia nacional voltada para a justiça social.

A fundação atua como uma ponte. É um elo de ligação entre organizações locais e
potenciais doadores. Viabiliza projetos de defesa dos direitos humanos com recursos
doados por indivíduos, empresas e instituições. Também fortalece a atuação de grupos
que trabalham nessa causa, potencializando suas ações por meio de formação técnica e política.

A fundação atua para empoderar a sociedade civil organizada, fazendo com que membros
de grupos vulneráveis e vítimas de violações tornem-se protagonistas de suas próprias causas
e tenham voz para defendê-las.

As ações do Fundo Brasil visam dar visibilidade ao papel das organizações na defesa dos direitos
humanos. O processo contribui para transformar a realidade e a multiplicação dessas experiências
contribui para o fortalecimento da democracia.

*******************************

https://iddd.org.br/

Somos uma organização formada por advogados/as criminais e defensores/as de direitos humanos
reunidos/as pela vontade de transformar o sistema de justiça brasileiro. Trabalhamos para que cidadãos
e cidadãs, independentemente de origem social, raça ou classe, tenham direito à ampla defesa frente ao
poder punitivo do Estado.

Atuamos em tribunais nacionais e internacionais como amigos da corte (), em julgamentos de questões
de interesse público, buscando decisões que fortaleçam e ampliem direitos.

Incidimos no Legislativo para convencer parlamentares a se comprometerem com os direitos humanos,
participando, de um lado, da criação de projetos de lei e demais iniciativas que fortaleçam o direito de defesa e,
de outro, do monitoramento e contenção de retrocessos, sobretudo, em matérias penal e democrática.

Com nossos projetos produzimos experiências, conhecimento e inovação para enfrentar a seletividade penal,
o encarceramento em massa, o autoritarismo e o racismo institucional, elevando a confiabilidade na Justiça brasileira.

Acreditamos que respeitar o direito de defesa é respeitar o ser humano. Por isso, queremos contribuir para o
estabelecimento contínuo de parâmetros e limites para os poderes, na direção de uma sociedade mais fraterna,
igualitária, livre, justa e verdadeiramente democrática.

*******************************

https://www.brazilfoundation.org/

NOVA YORK
216 EAST 45TH STREET # 1204
NOVA YORK, NY 10017
Tel: (212) 244-3663
[email protected]

RIO DE JANEIRO
Tel: (21) 2532-3029 / 2532-2998
[email protected]

MIAMI
[email protected]

******************************

https://www.sigrid-rausing-trust.org/
O Sigrid Rausing Trust não aceita pedidos de financiamento não solicitados.

Para obter informações gerais sobre o trust, entre em contato com [email protected].

Se você deseja nos informar sobre o trabalho de sua organização, escreva para [email protected] . A equipe do programa analisa todos os e-mails regularmente.

De vez em quando, os diretores de programa procuram novas organizações em áreas específicas. Quando o fizerem, os detalhes serão publicados em nossa página de processo de inscrição .

*******************************

https://www.holandaevoce.nl/

*******************************

https://oakfnd.org/

https://oakfnd.org/submit-enquiry/
Nossa missão
Oak Foundation compromete seus recursos para tratar de questões globais, sociais e ambientais,
particularmente aquelas que têm um grande impacto nas vidas dos desfavorecidos. Por meio de
nossas doações, apoiamos outras pessoas para tornar o mundo um lugar mais seguro, justo e
sustentável para se viver. Com escritórios na Europa, Índia e América do Norte, fazemos concessões
a organizações em aproximadamente 40 países em todo o mundo.

*******************************

[email protected]

Comissão de Segurança Pública do Senado FederalPresidente da comissão: Senador Omar AzizTipo: Comissão Permanente do Sen...
27/07/2021

Comissão de Segurança Pública do Senado Federal

Presidente da comissão: Senador Omar Aziz
Tipo: Comissão Permanente do Senado
Situação atual: Em funcionamento

Quantidade de Membros
Senadores: 19 titulares e 19 suplentes

Reuniões da CSP
Quintas-feiras às 9:00hs
Secretário(a): VAGO
Telefone:
Secretaria: Ala Alexandre Costa Sala 15 Subsolo

Presidente
Senador Omar Aziz
PSD/AM

Vice-presidente
Senador Marcos do Val
PODEMOS/ES
Relatorias

Sen. Eduardo Braga (MDB/AM)
Sen. Simone Tebet (MDB/MS)
Sen. Renan Calheiros (MDB/AL)
Sen. Mecias de Jesus (REPUBLICANOS/RR)
Sen. Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE)
Sen. Daniella Ribeiro (PP/PB)
Sen. Elmano Férrer (PP/PI)

Senado Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900 | Telefone: 0800 0 61 2211

Fonte - Reprodução:
https://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao?codcol=2429

****************************************

Fórum Nacional de Segurança Pública



https://www.facebook.com/ForumNacionaldeSegurancaPublica/

FNJ - Fórum Nacional de Justiça
ForumNacionalJustica

https://www.facebook.com/FNJ.ForumNacionalJustica/

, , ,
,
, , ,
, , , ,
, , , ,

https://www.facebook.com/mike.vive.justica

https://www.facebook.com/Mike.Vive.Justica.Ja
Vive.Justica.Ja

**************

https://www.fordfoundation.org/our-work-around-the-world/brazil/


Organização não governamental (ONG)

Nos últimos 80 anos, investimos em ideias inovadoras, indivíduos visionários e instituições de vanguarda para promover a dignidade humana em todo o mundo. Nossa missão e visão de justiça social nos guiaram por meio de transformações na fundação, nas comunidades que servimos e no mundo em geral.

**************



https://www.opensocietyfoundations.org/
George Soros é o fundador e presidente da Open Society Foundations.
Ele doou mais de $ 32 bilhões de sua fortuna pessoal para financiar o trabalho das Fundações da Open Society em todo o mundo.

Antes de enviar uma consulta, familiarize-se com nosso trabalho e as oportunidades de financiamento disponíveis, explorando este site. Para consultas à imprensa, entre em contato com

[email protected]

https://www.opensocietyfoundations.org/newsroom/international-and-brazilian-partners-announce-fund-marielle-franco/pt

https://www.opensocietyfoundations.org/contact/13

Rio de Janeiro
Fundações
da Sociedade Aberta Ladeira da Glória, 26 - Glória
Rio de Janeiro, RJ 22.211-120, Brasil
T. + 1-202-654-1003
F. + 1-202-530-0128

*******************************

http://www.oas.org/es/sms/dps/

*******************************
https://fundacaolemann.org.br/parceiros/governos

*******************************

https://institutocyrela.org.br/
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3600, 12º andar Itam Bibi - SP CEP: 04.538-132

[email protected]

*******************************

https://www.fundobrasil.org.br/apoio-a-sociedade-civil/

[email protected]

O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação independente, sem fins lucrativos, com a proposta inovadora de construir mecanismos sustentáveis para canalizar recursos destinados aos defensores de direitos humanos. A fundação impulsiona as atividades de pessoas e organizações não governamentais voltadas à defesa dos direitos no país. Faz isso por meio de um modelo de apoio a projetos que estimula o investimento social e desenvolve a filantropia nacional voltada para a justiça social.

A fundação atua como uma ponte. É um elo de ligação entre organizações locais e
potenciais doadores. Viabiliza projetos de defesa dos direitos humanos com recursos
doados por indivíduos, empresas e instituições. Também fortalece a atuação de grupos
que trabalham nessa causa, potencializando suas ações por meio de formação técnica e política.

A fundação atua para empoderar a sociedade civil organizada, fazendo com que membros
de grupos vulneráveis e vítimas de violações tornem-se protagonistas de suas próprias causas
e tenham voz para defendê-las.

As ações do Fundo Brasil visam dar visibilidade ao papel das organizações na defesa dos direitos humanos. O processo contribui para transformar a realidade e a multiplicação dessas experiências contribui para o fortalecimento da democracia.

*******************************

https://iddd.org.br/

Somos uma organização formada por advogados/as criminais e defensores/as de direitos humanos reunidos/as pela vontade de transformar o sistema de justiça brasileiro. Trabalhamos para que cidadãos e cidadãs, independentemente de origem social, raça ou classe, tenham direito à ampla defesa frente ao poder punitivo do Estado.

Atuamos em tribunais nacionais e internacionais como amigos da corte (), em julgamentos de questões de interesse público, buscando decisões que fortaleçam e ampliem direitos.

Incidimos no Legislativo para convencer parlamentares a se comprometerem com os direitos humanos, participando, de um lado, da criação de projetos de lei e demais iniciativas que fortaleçam o direito de defesa e, de outro, do monitoramento e contenção de retrocessos, sobretudo, em matérias penal e democrática.

Com nossos projetos produzimos experiências, conhecimento e inovação para enfrentar a seletividade penal, o encarceramento em massa, o autoritarismo e o racismo institucional, elevando a confiabilidade na Justiça brasileira.

Acreditamos que respeitar o direito de defesa é respeitar o ser humano. Por isso, queremos contribuir para o estabelecimento contínuo de parâmetros e limites para os poderes, na direção de uma sociedade mais fraterna, igualitária, livre, justa e verdadeiramente democrática.

*******************************

https://www.brazilfoundation.org/

NOVA YORK
216 EAST 45TH STREET # 1204
NOVA YORK, NY 10017
Tel: (212) 244-3663
[email protected]

RIO DE JANEIRO
Tel: (21) 2532-3029 / 2532-2998
[email protected]

MIAMI
[email protected]

******************************

https://www.sigrid-rausing-trust.org/
O Sigrid Rausing Trust não aceita pedidos de financiamento não solicitados.

Para obter informações gerais sobre o trust, entre em contato com [email protected].

Se você deseja nos informar sobre o trabalho de sua organização, escreva para [email protected] . A equipe do programa analisa todos os e-mails regularmente.

De vez em quando, os diretores de programa procuram novas organizações em áreas específicas. Quando o fizerem, os detalhes serão publicados em nossa página de processo de inscrição .

*******************************

https://www.holandaevoce.nl/

*******************************

https://oakfnd.org/

https://oakfnd.org/submit-enquiry/
Nossa missão
Oak Foundation compromete seus recursos para tratar de questões globais, sociais e ambientais, particularmente aquelas que têm um grande impacto nas vidas dos desfavorecidos. Por meio de nossas doações, apoiamos outras pessoas para tornar o mundo um lugar mais seguro, justo e sustentável para se viver. Com escritórios na Europa, Índia e América do Norte, fazemos concessões a organizações em aproximadamente 40 países em todo o mundo.

*******************************

[email protected]

Rio de Janeiro vai usar câmeras para monitorar ações de agentes de segurançaLicitação prevê contratação de serviços para...
26/07/2021

Rio de Janeiro vai usar câmeras para monitorar ações de agentes de segurança
Licitação prevê contratação de serviços para 22 mil câmeras

Cleber Rodrigues, da CNN, no Rio de Janeiro
23 de julho de 2021 às 13:03 | Atualizado 23 de julho de 2021 às 19:15

O governo do Rio de Janeiro publicou no Diário Oficial a convocação, para 4 de agosto, de uma audiência pública para aquisição de câmeras de segurança. A audiência terá a participação de empresas interessadas na licitação, cujo pregão está previsto para o dia 8 de setembro.

Conforme a CNN apurou, serão licitados 22 mil equipamentos portáteis, que serão fixados nos uniformes dos agentes de segurança, tais como policiais civis e militares, agentes dos projetos Segurança Presente e Lei Seca, Barreira Fiscal, Detran, Inea e Detro.

Além das câmeras e dos kits para instalação, o contrato também prevê a aquisição de computadores e telas para monitoramento remoto dos agentes. De acordo com o governo do estado, as imagens ficarão armazenadas pelo período de um ano.

Monitoramento é promessa para transparência
Uma promessa do ex-governador Wilson Witzel (PSC) que não foi cumprida, enquanto ainda era chefe do executivo fluminense, a instalação das câmeras nos uniformes pode proteger os próprios agentes contra acusações falsas, além de oferecer transparência em ações como a que resultou na morte da grávida Kathlen Romeu, de 24 anos.

Em junho desse ano, ela foi baleada na comunidade do Lins, Zona Norte do Rio. A PM afirma que os policiais foram atacados por traficantes, mas a avó da jovem, que viu Kathlen ser morta, diz que não havia confronto. Nesta semana o Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP/RJ), apontou um crescimento de 185% nas mortes causadas por intervenções de agentes do estado.

À CNN, Witzel disse que é a favor do projeto, mas que não teve tempo de concretizá-lo.

Para o especialista em Segurança Pública pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Roberto Uchôa, o monitoramento vai proporcionar transparência às ações.

“O uso de câmeras por profissionais de segurança durante o seu trabalho, representa uma dupla proteção. Primeiro, ao próprio servidor que atua corretamente. Se for feita qualquer alegação de excesso ou de atuação ilegal, ele (agente) terá a gravação para provar a sua inocência. Também é uma proteção para a população contra os agentes de segurança pública que praticam ilegalidades e cometem abusos. É uma ferramenta muito adequada para trazer mais solidez para quem protege e para quem é protegido”, afirmou Roberto Uchôa, especialista em Segurança Pública/UENF.

Operação policial deixou pelo menos 25 mortos nas proximidades da estação Jacarezinho
Foto: Vanessa Ataliba/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Fonte - Reprodução:
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2021/07/23/rio-de-janeiro-vai-usar-cameras-para-monitorar-acoes-de-agentes-de-seguranca

CARTA ABERTA AOS GOVERNADORES E À SOCIEDADE BRASILEIRA.Assunto: Segurança Pública. Referente: Sugestões para a melhoria ...
19/07/2021

CARTA ABERTA AOS GOVERNADORES E À SOCIEDADE BRASILEIRA.

Assunto: Segurança Pública.

Referente: Sugestões para a melhoria e transparência das atividades policiais e investigativas.

A VERITÀS - Comissão de Movimentos Sociais do FNJ, tem a honra de apresentar a V. Sas. algumas propostas que foram debatidas e deliberadas em consulta pública, com o intuito de contribuir para a melhoria do sistema de segurança pública, investigações para elucidação de crimes, e, a prevenção para a diminuição efetivamente de ocorrências.

Visamos colocar o Estado Brasileiro na vanguarda, amparado na utilização de novas tecnologias disponíveis. .

Sistema de Gravação de Imagem e Som Ininterruptas:

As Viaturas e as Vestimentas da polícia militar, bombeiro militar, polícia judiciária, polícia rodoviária estadual militar, Instituto de Criminalística e Instituto Médico legal (veículos caracterizados ou serviço reservado de inteligência), deverão conter câmeras para captura de imagens direcionada para a parte da frente e da traseira da viatura, bem como sistema de microfone para captura de comunicações dentro do ambiente das viaturas, as vestimentas na parte da frente deverão conter sistema similar de gravação de som e imagens de cada indivíduo, com o fim de monitorar o desenvolvimento e desempenho das atividades policiais de Segurança Pública. As imagens e sons serão enviados para a central de monitoramento da cidade da polícia, e arquivado diariamente. Nenhuma viatura ou agente poderão estar de serviço sem os sistemas de captura de imagens e de som estarem funcionando perfeitamente.

Investigação Criminal e Pericial:

Os relatórios preliminares de criminalística e da perícia do Instituto médico legal, deverão estar dispostos às partes interessadas (familiares, advogados, representantes e Ministério Público) em até 48 horas, com vasto e amplo material comprobatório de imagens (fotografias e vídeos de alta resolução). .

Os Laudos Periciais deverão ser assinados por 03 profissionais que corroborem da mesma avaliação da análise do conteúdo de estudo a partir da coletânea ampla das evidências das provas, animações gráficas para vislumbrar as disposições da física (fenômenos da natureza acompanhado dos estudos matemáticos), sendo que o Laudo definitivo final deverá estar disponível em no máximo 30 dias da ocorrência do fato, com a pretensão de instruir melhor processos de investigação, inquéritos policiais e o Ministério Público, para a solução de crimes.

Para balizar melhor ainda, recomendamos promover estudos e intercâmbio, bem como absorver o "modus operandi" da PDI - Polícia de Investigações do Chile - que é a polícia de estatuto civil, judiciária e técnico-científica, subordinada ao Ministério da Segurança Pública daquele país.

Conselho Superior das Corregedorias:

Sugerimos a criação do CSC, composto por membros do Ministério Público Estadual (03 vagas - Procurador-Geral, Coord. Direitos Humanos, Coord. GAECO), TJ - Tribunal de Justiça (02 vagas - Pres. e Corregedor-Geral), SESP (01 vaga - Secretário), Governo do Estado (01 Vaga - Vice-Governador), Comissão Direitos Humanos da ASSEMBLEIA LEGISLATIVA (01 vaga - Pres.), Sociedade Civil (03 Vagas - Composto por ONG’s e Coletivos de direitos humanos e democracia), OAB (02 vagas - Pres. Seccional e Coord. Direitos Humanos).

O CSC recepcionará denúncias de forma anônima e autônoma contra membros da Segurança Pública, independente de procedimentos internos das instituições envolvidas em cada caso, bem como, a CSC tomará as providências indicando afastamentos, suspensões e expulsões por conduta irregular dos denunciados, com o poder de efetivar as soluções, sem poder de intervenções externas com origem em representações corporativistas.

Armamento Não Letal:

Incentivo e investimento no desenvolvimento de Pesquisa para criação e aprimoramento de tecnologia nacional de armas e munições NÃO LETAIS, com o objetivo de reduzir o custo de aquisição, manutenção e munição para o emprego no cotidiano das forças de segurança, a ser realizado no âmbito das Universidades Estaduais.

Nossas propostas vão ao encontro do entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil no caso Comunidade Nova Brasília.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-05/estado-brasileiro-e-condenado-na-corte-idh-por-chacinas-na-favela

Brasil é condenado em corte da OEA por chacinas na favela Nova Brasília
Publicado em 15/05/2017 - 19:56 Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O governo brasileiro terá prazo de um ano, até o dia 11 de maio de 2018, para reabrir as investigações sobre duas chacinas ocorridas em 1994 e 1995 na comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, durante operações policiais no Rio de Janeiro. Além disso, terá que pagar indenização a cerca de 80 pessoas. Em cada chacina, foram mortos 13 jovens. Também há denúncia de tortura e estupros. A sentença foi divulgada na última sexta-feira (11) pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A Corte IDH condenou o Estado brasileiro por não garantir a realização de justiça no Caso Nova Brasília, atribuindolhe responsabilidade internacional. Essa é a primeira sentença em que o Brasil é condenado pela corte da OEA por violência policial.

O processo sobre o caso Cosme Rosa Genoveva e Outros versus Brasil, conhecido como Caso Nova Brasília, chegou à Corte IDH em maio de 2015, depois de 15 anos tramitando na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A ação teve como peticionários o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e o Instituto de Estudos da Religião (Iser), representantes das vítimas.

Os inquéritos relacionados às duas chacinas foram enviados ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e arquivados. Atendendo à recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, também órgão da OEA, o MPRJ desarquivou em 2012 o inquérito da chacina de 1995 e, no ano seguinte, o do caso anterior. Em maio de 2013, o MPRJ denunciou seis policiais – quatro civis e dois militares – pelas 13 mortes de 1994. Em 2015, o MP arquivou o inquérito sobre a chacina de 1995, por entender que as mortes foram decorrentes de tiroteio.

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos informou que “o Estado brasileiro reconhece a competência obrigatória da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e, por meio de coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Direitos Humanos e a Advocacia-Geral da União, informará à CIDH do cumprimento da sentença, dentro do prazo previsto”. Procurado pela Agência Brasil, o governo fluminense respondeu que não tem posicionamento sobre a decisão da Corte da OEA.

Decisões

A sentença da OEA destaca que não houve imparcialidade nas investigações. Diz também que, “antes de investigar e corroborar a conduta policial, em muitas das investigações, realiza-se uma investigação a respeito do perfil da vítima falecida e encerra-se a investigação por considerar que era um possível criminoso”.

A Corte Interamericana ordenou ao Estado brasileiro que conduza de forma eficaz a investigação sobre os fatos ocorridos na chacina de 1994, visando a identificar e punir os responsáveis, o mesmo sucedendo em relação à incursão policial naquela favela, em 1995. Nos dois procedimentos, ressaltou que os familiares das vítimas devem ter assegurado “o pleno acesso e a capacidade de agir” em todas as etapas da investigação.

Cabe também ao Estado brasileiro avaliar se os fatos ligados às duas chacinas devem ser deslocados para a competência da Justiça Federal, por intermédio do procurador-geral da República. As autoridades nacionais devem ainda incluir perspectiva de gênero nas investigações e nos processos penais relativos às acusações de violência sexual, com a condução de linhas de investigação específicas por funcionários capacitados em casos similares. Todas as pessoas envolvidas, incluindo encarregados da investigação e do processo penal, testemunhas, peritos e familiares das vítimas têm de ter a segurança garantida.

Outras medidas

Entre as políticas públicas ordenadas para garantir o aumento da eficiência das investigações e responsabilização de agentes do Estado pelas violações de direitos humanos, a decisão da Corte é para que, em casos em que policiais apareçam como possíveis acusados, a investigação seja delegada a um órgão independente e fora da força policial envolvida no incidente. .

As expressões oposição e resistência devem ser retiradas dos registros de homicídios resultantes de intervenção policial. Os autos de resistência devem ser eliminados como forma de registro e procedimento. O governo brasileiro deve adotar medidas que permitam que vítimas de delitos ou seus familiares participem de maneira efetiva e formal da investigação criminal efetuada pela polícia ou pelo Ministério Público.

Outra ordem é no sentido de o governo estabelecer metas e políticas de redução da letalidade e da violência policial, em especial no estado do Rio de Janeiro, além de publicar um relatório anual com dados referentes às mortes resultantes de operações policiais em todos os estados do país. O Brasil terá, ainda, de realizar um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional pelas mortes e pelo abuso sexual para as famílias e as vítimas, uma vez que já reconheceu os fatos perante a Corte. Terá também de pagar indenização compensatória no prazo de 12 meses para cerca de 80 pessoas. O valor da indenização é estimado em torno de US$ 2,5 milhões [cerca de R$ 7,7 milhões].

Impactos da sentença

O pesquisador do Iser Pedro Strozenberg disse hoje (15) à Agência Brasil que a sentença tem três objetivos. O primeiro é a reparação das vítimas das chacinas, o segundo, a responsabilização das autoridades que deveriam ter assumido a condição de responder por violações ocorridas e o terceiro objetivo, que não se repitam atos desse tipo. .

“Ela impõe ao Estado cumprir as decisões. Não é uma recomendação; é uma decisão. Ela impõe ao Estado ações nesses três campos: ela repara as vítimas, ela reconhece que foram mortos pelo Estado e responsabiliza o Estado pela omissão de justiça, por não fazer justiça”, acentuou Strozenberg.

Para a diretora do programa do Cejil no Brasil, Beatriz Affonso, ficou claro para a Corte da OEA que existe no Brasil uma violência cometida por agentes de segurança pública contra negros pobres que vivem na periferia das grandes cidades. “A Corte entendeu que o problema de violência no Brasil é estrutural de direitos humanos e que as violações têm um foco direcionado aos jovens negros das comunidades pobres.”

Para o pesquisador do Iser, a sentença tem o aspecto de aprimoramento dos meios de investigação, de apuração. Além de responsabilizar o Estado, tem o sentido de reconhecer os direitos não realizados pelas vítimas das duas chacinas.

Como se trata de uma decisão internacional, o governo federal é acionado e deve articular com os demais entes federativos o cumprimento da sentença.

Strozenberg ressaltou que o cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA vai exigir mudanças legislativas e administrativas, realização de cursos, atos simbólicos, como a instalação de placas na comunidade, entre outros. “Tem uma série de consequências que têm de ser implementadas no período de 12 meses”.

De outro lado, Beatriz Affonso esclareceu que o prazo de um ano é para que o governo brasileiro comece a cumprir as ordens recebidas. “Porque tem algumas medidas, como, por exemplo, criar uma lei para que as vítimas possam acompanhar as investigações, que é um processo legislativo que não é rápido. Daqui a um ano, a Corte vai querer saber se o Estado brasileiro pagou as indenizações às famílias e se estão em andamento as investigações que ela ordenou que ele fizesse: reabrisse a investigação da segunda chacina, o abuso sexual da primeira chacina e desse andamento com lisura e devida diligência ao processo da primeira chacina”.

A diretora do Cejil disse que a expectativa é que o Estado possa cumprir rapidamente as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela espera que a atual secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Flávia Piovesan, possa atuar com celeridade e de forma diligente para ter início o cumprimento da sentença. .

Chacinas
No dia 18 de outubro de 1994, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro realizaram uma incursão na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, com auxílio de helicóptero, na qual 13 jovens, a maioria negros, foram executados.

Na operação, de acordo com as denúncias formuladas, três mulheres, duas delas adolescentes, teriam sido torturadas e violentadas sexualmente. Em 14 de novembro de 1994, uma comissão especial de sindicância instaurada para fornecer dados adicionais ao inquérito policial apurou indícios de execuções sumárias dos jovens e recolheu provas da violência sexual e tortura das adolescentes.

Na mesma comunidade, outra operação foi realizada no dia 8 de maio de 1995, como resultado de uma suposta denúncia anônima, segundo informação do Cejil e do Iser. Mais 13 jovens foram mortos na ação, que contou com auxílio de dois helicópteros. “Apesar de a polícia ter alegado a existência de intenso confronto, vizinhos testemunharam para a imprensa que os jovens saíram da casa em posição de rendição e foram alvejados pelo helicóptero com tiros nas cabeças e tórax”, diz comunicado divulgado à imprensa pelas duas organizações não governamentais (ONGs). .

Cerca de 120 policiais participaram das duas operações. As ONGs denunciam que não foram respeitados pelas autoridades os protocolos de devida diligência e que provas foram destruídas, sem que perícias importantes fossem efetuadas para identificar autores e a situação em que ocorreram as mortes. “Um exemplo é o fato de os corpos terem sido removidos do local e os exames de balística e residuográficos nos agentes policiais nunca terem sido colhidos”, acrescenta o relatório.

Os homicídios foram registrados como confrontos e autos de resistência, o que isentou os policiais da responsabilidade pelas mortes. “Foi construída uma narrativa que os isentava de responsabilidade pelas mortes e sequer houve investigações para comprovar se ocorrera ou não uso excessivo de força letal ou execuções sumárias. As vítimas foram registradas como suspeitos de crime de resistência e os inquéritos se concentravam em tentar demonstrar seus envolvimentos com o tráfico de drogas”, informaram as ONGs.

No comunicado, as duas ONG's sublinharam, porém, que na primeira chacina, em 1994, o relatório da Comissão Especial de Sindicância instaurada pelo então governador fluminense Nilo Batista indicou terem sido encontradas provas de que houve execuções sumárias entre as mortes.

Edição: Davi Oliveira

Sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos
http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/direitos-humanos-e-temas-sociais/sentenca-corte-interamericana-de-direitos-humanos-no-caso-trabalhadores-da-fazenda-brasil-verde

Sentença Completa - Caso Nova Brasília:
http://www.itamaraty.gov.br/images/Banco_de_imagens/SENTENCIA_FAVELA_NOVA_PORTUGUESfinal.pdf

Resumo Oficial da Sentença - Caso Nova Brasília:
http://www.itamaraty.gov.br/images/Banco_de_imagens/RESUMEN_OFICIAL_PORTUGUES.pdf

Fórum Nacional de Segurança Pública



https://www.facebook.com/ForumNacionaldeSegurancaPublica/

FNJ - Fórum Nacional de Justiça
ForumNacionalJustica

https://www.facebook.com/FNJ.ForumNacionalJustica/

, , ,
,
, , ,
, , , ,
, , , ,

https://www.facebook.com/mike.vive.justica

https://www.facebook.com/Mike.Vive.Justica.Ja
Vive.Justica.Ja

Endereço

Avenida Paulista, 1. 578/Bela Vista
São Paulo, SP
01310-200

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Fórum Nacional de Segurança Pública posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar