O Lado Humano das Ciências

O Lado Humano das Ciências Página de divulgação de pesquisas históricas de um jeito interessante e descontraído

Dá uma olhadinha no meu texto sobre o 09 de julho operário que saiu no site Esquerda Online Lembrar é resistir sempre!
03/07/2024

Dá uma olhadinha no meu texto sobre o 09 de julho operário que saiu no site Esquerda Online

Lembrar é resistir sempre!

A Greve Geral de 1917 foi o marco das lutas sociais por melhores condições de vida e trabalho no início do século XX no Brasil. Iniciada em julho daquele ano no Cotonifício Crespi, indústria têxtil do bairro operário da Moóca na capital paulista, alastrou-se rapidamente pelos demais bairros...

Hoje foi dia de apresentar o seminário da minha pesquisa...Falar do movimento operário paulista de 1917, seu contexto, e...
29/04/2024

Hoje foi dia de apresentar o seminário da minha pesquisa...
Falar do movimento operário paulista de 1917, seu contexto, efeitos e desdobramentos, pra mim, é uma das coisas mais gratificantes desse mundo.
E através disso, tive a confirmação que é por esse mundo que quero transitar... isso sou eu e é aqui que me realizo.

Uma imersão na a vida daqueles que aqui vieram construir o operariado paulista
31/01/2024

Uma imersão na a vida daqueles que aqui vieram construir o operariado paulista

Acabei de receber este livro que promete!!Nos meus levantamentos sobre os mortos e desaparecidos da Greve Geral de 1917,...
16/08/2023

Acabei de receber este livro que promete!!

Nos meus levantamentos sobre os mortos e desaparecidos da Greve Geral de 1917, deparei -me com esta pesquisa de mestrado do Gabriel Cirera.

O livro, produto dessa pesquisa, foi prefaciado pelo professor doutor da PUC-SP Luiz Antonio Dias

Gabriel, em sua dissertação, analisou os processos de Habeas Corpus dos anarquistas deportados, os quais lutaram na Grande Greve do início do século XX, ocorrida na cidade de São Paulo, nos bairros operários do Brás, Moóca, Belenzinho, dentre outros.

A esses e a todos que enfrentaram, arriscando suas vidas, a tirania da classe dominante em favor de direitos sociais, meu máximo respeito. Utilizarei meu ofício de historiadora para que essas vozes ecoem por mais 100 anos, trazendo à tona suas memórias.

Obrigada Gabriel pelo tijolinho colocado neste grande muro da História do Brasil, que é a Greve Geral de 1917. Espero, em breve, poder também contribuir nesta construção.

Obrigada a todos e todas que já pesquisaram ou que ainda pesquisam o assunto!

Adelante!

Hoje estive no Museu de Arte Sacra de São Paulo  MAS , na palestra da Profa. Dra. Valdirene Ambiel Valdirene Ambiel sobr...
12/08/2023

Hoje estive no Museu de Arte Sacra de São Paulo MAS , na palestra da Profa. Dra. Valdirene Ambiel Valdirene Ambiel sobre os estudos dos aspectos antropometricos dos imperadores do Brasil.

Importante pesquisa desenvolvida por esta arqueóloga, que em 2012 trabalhou na cripta do Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga) onde pode fazer um levantamento e estudo arqueológico nos remanescentes de D. Pedro I, Imperatriz Leopoldina e D. Amélia (primeira e segunda esposa de D Pedro).

Um trabalho científico que nos traz à luz, aspectos da História do Brasil desconhecidos.

Na questão dos estudos da aproximação dos rostos dos antigos monarcas, o ponto importante que pode ser trabalhado na sociedade, é para o auxílio na reconstrução dos aspectos físicos de mortos e desaparecidos políticos, para seus devidos reconhecimentos.

Esse estudo da Profa. Valdirene foi realizado em sua tese de doutorado quando utilizou os achados radiológicos dos corpos esqueletizados dos monarcas, durante seu mestrado, e por reconstrução através de software, trouxe a aproximação de como eram em vida, inclusive as roupas que vestiam quando foram inumados.

A Arqueologia forense é um ramo do conhecimento científico que nos dá muita informação para que possamos reconstituir o passado.

Tomara que esses estudos avancem cada vez mais.

Obrigada Profa. Valdirene Ambiel por contribuir com a ciência e a historiografia brasileira.

Muitas situações na vida nos causa dúvida, insegurança e um olhar vacilante. Creio que o caminho percorrido por um pesqu...
10/08/2023

Muitas situações na vida nos causa dúvida, insegurança e um olhar vacilante.

Creio que o caminho percorrido por um pesquisador seja uma dessas situações da vida que mais causa dor.

A saga de um levantamento de dados, a procura da fonte, o confronto de informações, ao mesmo tempo que traz prazer (por estarmos em contato com o que nos é caro), causa, também, ansiedade.

Será que a dúvida é o ponto mais importante da hipótese e, ao invés de trazer tristeza, pelo contrário, deve trazer-nos esperança?

Mais dúvidas que certezas... talvez esse seja o caminho mais seguro da ciência.

E no afã de que a materialidade do objeto seja apresentada, o desejo profundo para que o rumo das coisas se ajuste, vira quase que uma oração (desprovida de religiosidades).

Nesse momento, o pesquisador quase que sai do campo do racional e entra no campo do imaginário. Saltos de imaginação, dentro das possibilidades do real, trazem uma boa dose de respiro pra pensar realidades possíveis.

É a dor do pesquisador que precisa ser trabalhada e entendida.

Talvez faça parte do processo.

Talvez eu esteja no caminho certo.

A história da PM remonta ao início do século XX, quando foi criada a Força Pública. Por volta de 1906, a Presidência do ...
06/08/2023

A história da PM remonta ao início do século XX, quando foi criada a Força Pública.
Por volta de 1906, a Presidência do Estado junto com o secretário de Segurança Pública ( Sr. Washington Luiz) trouxeram ao Brasil a Missão Francesa.

Essa missão, treinou e equipou a Força Pública para técnicas de guerra, tornando uma polícia preparada para o enfrentamento aos indesejáveis da sociedade (na época, os operários e os estrangeiros). Tudo em nome da ordem e da permanência do status quo dominante. Era o período do surgimento das grandes greves operárias.

Mais tarde, na década de 1970, a Polícia Militar (com ênfase à denominação militar) foi criada no contexto da Ditadura Militar. A intenção era aniquilar a guerrilha urbana.

Com a abertura política, a partir de 1985, esse policiamento ostensivo com táticas militarizadas, permaneceu e permanece até os dias atuais.

Há discussões no campo da esquerda de que a polícia deveria ser desmilitarizada. Faço parte dessa corrente de pensamento.

Uma corporação que serve como braço forte do Estado, treinada e constitucionalmente definida para ser detentora da força, não pode ser militarizada. Além do viés ideológico que isso proporciona, a corporação é treinada com táticas para vencer o inimigo. O inimigo no caso, a população pobre e negra, as minorias.

Esses são os indesejáveis do Estado.

Através da polícia militarizada, o Estado pratica sua necropolitica.

Pouco se falou em Clevelândia, infelizmente. Tive conhecimento desse assunto através dos trabalhos de Alexndre Samis - n...
05/08/2023

Pouco se falou em Clevelândia, infelizmente.

Tive conhecimento desse assunto através dos trabalhos de Alexndre Samis - no livro Clevelândia, e do trabalho de Edson Kayapó ( diga-se de passagem, uma pesquisa incrível).

Das histórias dos massacres, torturas, prisões e perseguições políticas do Brasil, a Colônia de Clevelândia entra no rol dos horrores que o Estado promove no sentido de se livrar dos "indesejáveis".

Normalmente, pensamos na história mais recente, como a Ditadura Militar, porém em 1922, no governo de Arthur Bernardes, em plena oligarquia do café com leite, tivemos, no norte do país, um holocausto ocorrido com presos anarquistas e comunistas.

Para quem tiver interesse, recomendo procurar por estes trabalhos:

Do sentido aos significados do presídio de Clevelândia do Norte: repressão, resistência e a disputa política no debate da imprensa: autor - Edson Kayapó

Clevelândia: autor - Alexandre Samis

Endereço

Eleutério Prado
São Paulo, SP
05078090

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