12/02/2020
ALERTA ANTIFASCISTA: RACISTAS NÃO PASSARÃO
Os estudantes da Frente Antifascista do Departamento de Música repudiam toda e qualquer manifestação de racismo nas dependências do CMU.
Em particular aquela fruto da presença de um fascista no departamento que não hesita em publicar conteúdo de caráter claramente ra***ta e homofóbico nas redes sociais, e nos banheiros do departamento.
Sabemos de quem se trata o ra***ta em questão e este é externo a comunidade de alunos da USP. Entretanto, ele tem frequentado cursos de verão, tornando o Departamento de Música um ambiente inseguro para as pessoas as quais ele ataca e os demais alunos.
Ele já foi banido do grupo online do departamento por suas posições vexaminosas, mas ainda frequenta o espaço físico do departamento, despertando a legítima raiva dos que se opõe a sua posição política.
O paradoxo da tolerância diz que para preservar a liberdade de expressão e o direito a existência de todas as pessoas, a sociedade deve sim ser “intolerante” aos intolerantes, e não permitir o crescimento de ideologias que ameacem a liberdade dos demais. Repudiar a presença deste sujeito nas dependências do departamento não é, portanto, um cerceamento à sua liberdade – mas sim um ato de legítima defesa daqueles para os quais a presença de um fascista aqui dentro representa um risco de vida.
Não importa o quanto tentem falsificar a história: a música brasileira surgiu em uma sociedade majoritariamente composta por negros. Por isso é, e sempre será, uma arte negra. Seria exaustivo citar os nomes de todos os artistas pretos que foram e são fundamentais na formação da música do nosso país, mas nunca é demais denunciar o quanto a academia tarda em reconhecer essas contribuições.
A recente implementação da política de cotas contribui para que o quadro discente da universidade seja cada vez mais um reflexo da sociedade. Entretanto ainda está longe de ser uma solução definitiva para as mazelas sociais que ainda enfrenta a parcela negra da sociedade – ou para reverter o quadro de racismo institucional e acadêmico que se vê nas universidades brasileiras.
A grade curricular dos cursos do CMU ainda dá menor importância aos artistas negros da história brasileira. E em 2020 o quadro docente do departamento, e da USP, são quase completamente compostos por homens brancos. A demora dos docentes do departamento em se manifestar contra a presença infeliz do ra***ta é chocante, mas não surpreendente.
Nós, como alunos, depois de inúmeras tentativas frustradas de, através dos meios institucionais, colocar esse assunto na ordem do dia e exigir medidas proporcionais à seriedade desse assunto, resolvemos agir de maneira autônoma e contundente. Gostaríamos de poder contar com o apoio do corpo docente, mas não restringiremos nossas ações em função do imobilismo corporativista, e não deixaremos de expressar nosso repúdio aos ra***tas, LGBTfóbicos, machistas e fascistas que aqui quiserem se levantar para machucar camaradas da comunidade.
Estamos do lado des negres, mulheres, LGBTs e camaradas solidaries e antifascistas no CMU e em todos os lugares.
Frente Antifascista do CMU