Engenharia Espacial INPE: Missão Amazônia-1

Engenharia Espacial INPE: Missão Amazônia-1 Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Engenharia Espacial INPE: Missão Amazônia-1, Avenida dos Astronautas, 1758, São José dos Campos.

Divulgadas as primeiras imagens de teste do Amazonia-1! 🥰🥰🥰Foram divulgadas ontem as primeiras imagens obtidas pela Câme...
10/03/2021

Divulgadas as primeiras imagens de teste do Amazonia-1! 🥰🥰🥰

Foram divulgadas ontem as primeiras imagens obtidas pela Câmera Imageadora de Campo Largo do Amazonia-1.

Como o satélite ainda está passando por uma fase de ajustes de sua operação, em órbita, as imagens são consideradas "de teste", ainda não possuindo a qualidade final esperada. Mas já mostram a capacidade do satélite - e, claro, da indústria brasileira!!! 👏👏👏

O Amazonia-1 se encontra numa etapa chamada "comissionamento", na qual todos os equipamentos são ligados e verif**ados. Ainda nessa etapa, a órbita do satélite sofrerá sua correção final, ajustes em parâmetros operacionais serão realizados, e o processamento das imagens será refinado - tanto por ajustes da câmera em órbita como do software de processamento em solo - para chegarmos às imagens com a qualidade final esperada.

Em breve, todas as imagens obtidas pelo Amazonia-1 estarão disponíveis gratuitamente no Catálogo de Imagens do INPE (www.dgi.inpe.br/catalogo/), junto às de outros satélites em órbita, incluindo os nossos CBERS-4 e CBERS-4A. Elas também serão utilizadas para o monitoramento do desmatamento na floresta amazônica pelos sistemas DETER (www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/deter/deter) e PRODES (http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes), além de diversas outras aplicações!

É com o uso dos dados gerados pelo Amazonia-1 que começa, de fato, a missão do satélite. A missão da equipe que o desenvolveu, no INPE e na indústria? Essa está cumprida! 🥳🥳🥳

Fonte: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=5725

[nota: as imagens desse post são versões reduzidas para divulgação; as originais, com centenas de megabytes de tamanho cada, não caberiam nesse post 😉]

Exibido esse nosso satélite... 🙄Até a posição da Terra ficou igual à do nosso material de divulgação. 😁
02/03/2021

Exibido esse nosso satélite... 🙄

Até a posição da Terra ficou igual à do nosso material de divulgação. 😁

Foi lindo.Após tantos anos de desenvolvimento, tanto esforço dispendido, tantas dificuldades superadas, foi lindo ver o ...
01/03/2021

Foi lindo.

Após tantos anos de desenvolvimento, tanto esforço dispendido, tantas dificuldades superadas, foi lindo ver o Amazonia-1 subir aos céus, levado pelo poderoso e preciso veículo lançador PSLV, em sua missão C51.

Foi difícil.

Termos apenas o papel de expectadores, foi muito difícil. Não podermos, pela primeira vez nesse projeto e mesmo que por um curto período, fazer nada para garantir a segurança do satélite, verif**ar sua configuração, dar um oi para ele.

De repente, o Amazonia-1 não estava mais no laboratório vizinho, à distância de apenas alguns metros de cabos ou entre antenas próximas. Não dava mais para dar um pulinho ali do lado e ajustar a posição de um sensor solar, um simulador de estrelas, qualquer coisa.

Ele estava na coifa de um foguete, subindo a uma velocidade vertiginosa, rumo ao seu lugar: o espaço!

Tínhamos que confiar que tudo aquilo que projetamos, discutimos, analisamos, construímos, testamos e retestamos, funcionaria conforme o esperado. Que ele detectaria a separação do veículo lançador, aguardaria alcançar uma distância segura, abriria seus painéis solares. Que ligaria sua eletrônica de apontamento, suas unidades inerciais, suas rodas de reação. Que, viajando a algumas dezenas de milhares de quilômetros por hora, encontraria a posição do Sol e giraria no vácuo para apontar a ele seus painéis. Que direcionaria suas antenas para a Terra, onde nossas estações terrenas - e outras, pelo mundo - esperavam por sua passagem, para finalmente voltar a estabelecer comunicação conosco.

E ele fez tudo isso sozinho, e muito mais.

As equipes do INPE, na Índia e no Brasil, esqueceram de respirar por alguns minutos enquanto acompanhavam com apreensão, mas também com confiança, nosso satélite deixar o planeta. Junto a dezenas - talvez centenas - de milhares de brasileiros, que acompanhavam o lançamento em tempo real numa madrugada de sábado para domingo, vimos a separação do lançador ocorrer: o Amazonia-1 havia chegado à sua órbita!

Corremos então para outras telas, nas quais mantivemos os olhos vidrados, aguardando pelo que nos pareceu uma eternidade, a recepção das primeiras telemetrias. E elas chegaram, demonstrando que tínhamos o principal naquele momento: contato! Os especialistas nas diferentes áreas passaram então a avaliar as informações recebidas, até poderem declarar que o nosso satélite havia feito tudo aquilo que o projetamos para fazer.

Estava liberada, enfim, a comemoração!

[com imagens de divulgação da ISRO, NSIL e uma linda contribuição do Homem do Espaço]

Já começou a transmissão da cobertura do lançamento pelo INPE!
28/02/2021

Já começou a transmissão da cobertura do lançamento pelo INPE!

Acompanhe ao vivo o lançamento do Amazonia-1, que é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Bra...

O Amazonia-1 chega ao seu destino final!(pelo menos aqui na Terra 😁)Após deixar o segundo Prédio de Preparação de Satéli...
26/02/2021

O Amazonia-1 chega ao seu destino final!
(pelo menos aqui na Terra 😁)

Após deixar o segundo Prédio de Preparação de Satélites, já de tanque cheio e acompanhado dos satélites secundários que compõem com o Amazonia-1 a missão PSLV C51, nosso satélite foi levado para a Torre de Integração, onde o veículo lançador o aguardava.

Aqui você confere algumas fotos da integração, vê o lançador PSLV pronto para cumprir sua missão e nos colocar em órbita!

A equipe do INPE, ao acompanhar o processo, sente um misto de apreensão pelo lançamento - sempre um momento crítico em qualquer missão espacial - com realização e a certeza de dever cumprido!

Mas sabemos que nosso satélite está em boas mãos: o PSLV indiano tem um histórico impressionante de lançamentos bem-sucedidos, e as equipes do INPE no Brasil estão a postos para rastrear o Amazonia-1 com suas antenas e operá-lo com segurança.

Segurem a ansiedade, estamos quase na contagem regressiva!!! 💚💛💚💛

O INPE irá transmitir o lançamento a partir das 23:50 da noite de sábado, neste link: https://www.youtube.com/watch?v=1ydrOiObmvo

Cruzem os dedos com a gente!! 🤞🥥🤞🥥

(crédito das imagens: divulgação ISRO e NSIL)

Bora quebrar coco! 🥥🥥🥥Estando prontos para o lançamento o nosso Amazonia-1 e os satélites secundários da missão PSLV C51...
24/02/2021

Bora quebrar coco! 🥥🥥🥥

Estando prontos para o lançamento o nosso Amazonia-1 e os satélites secundários da missão PSLV C51, é hora de cumprir uma tradição de nossos colegas indianos: ao se iniciar o pequeno trajeto entre o segundo Prédio de Preparação de Satélites e a Torre de Integração, onde o foguete os aguarda, é costume se quebrarem cocos (!!!) em frente ao transporte.

No hinduísmo, o coco é considerado a forma mais pura de oferenda que se possa fazer aos deuses. Ao quebrá-lo e ofertar seu conteúdo, se está trazendo bons presságios para a missão!

Confessamos que, como bons engenheiros que somos, ainda estamos estudando como isso tudo funciona 🤔. Mas com um histórico de 50 missões bem-sucedidas do lançador PSLV, quem é que vai questionar? Fomos lá e quebramos nossa parcela de cocos! 🥳👏🥳👏

Na semana passada tivemos dois eventos importantes na campanha de lançamento do Amazonia-1! 🥰🥰🥰Primeiro, foi realizada c...
23/02/2021

Na semana passada tivemos dois eventos importantes na campanha de lançamento do Amazonia-1! 🥰🥰🥰

Primeiro, foi realizada com sucesso uma "Mission Readiness Review" (Revisão de Prontidão da Missão), na qual os responsáveis do INPE, Spaceflight, NSIL e ISRO demonstraram que todos os elementos estão prontos para o lançamento: satélite principal (Amazonia-1), satélites secundários, o lançador, estações terrenas, etc.

Também foi feita a instalação do Amazonia-1 no que é chamado "Multi-Satellite Assembly" (Montagem Multi-Satélites), que é a parte do lançador onde os satélites de missões secundárias (também chamados de "caronas") são transportados.

Confira nas fotos!

Para mais informações, veja: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=5695

No momento, nosso satélite já está instalado sobre o foguete PSLV da missão C51!!! Aguarde que já já a gente mostra pra vocês. 😊

O UOL publicou uma matéria legal sobre o lançamento do Amazonia-1, PMM e as próximas missões planejadas para essa plataf...
22/02/2021

O UOL publicou uma matéria legal sobre o lançamento do Amazonia-1, PMM e as próximas missões planejadas para essa plataforma: Amazonia-1B e Amazonia-2.

Confira no link abaixo:

O Brasil está prestes a colocar em órbita o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo país. O lançamento do Amazonia-1 será à 1h54 (horário de Brasília) do dia 28 de fevereiro, na missão PSLV-C51,

Tá certo, nos últimos dias nós explicamos um monte de coisas sobre órbitas, e mais especif**amente a do Amazonia-1, mas ...
20/02/2021

Tá certo, nos últimos dias nós explicamos um monte de coisas sobre órbitas, e mais especif**amente a do Amazonia-1, mas e o Sol? O que tem a ver com tudo isso? 🤔
(se perdeu o post anterior: www.facebook.com/amazonia1inpe/posts/689374645074426)

Os parâmetros orbitais do Amazonia-1 foram calculados de tal forma que ele passe pelo nó descendente, ou seja, cruze a Linha do Equador do Norte para o Sul, sempre no mesmo horário. Isso garante que todas as imagens tiradas de um dado local da Terra tenham as mesmas condições de iluminação, o que é muito útil para o processamento computacional dessas imagens, em especial na comparação de séries históricas.

Esse tipo de órbita, na qual sempre se passa pelos mesmos locais nos mesmos horários, é chamada de "sol síncrona": a rota do satélite está sempre "sincronizada" com a posição do Sol em relação à superfície da Terra. Esse tipo de órbita é obtida sintonizando corretamente alguns dos parâmetros orbitais que mostramos no post anterior.

Caberá ao foguete lançador PSLV colocar o Amazonia-1 em uma órbita "mais ou menos" dentro dos parâmetros que nós calculamos, e que descrevemos para vocês na última semana.

Uma vez lançado e estando em modo seguro - com painéis solares abertos e travados e comunicação estabelecida com nossas estações terrenas - nós vamos acionar os propulsores do satélite para fazer um "ajuste fino" e colocá-lo na órbita certinha, dentro dos parâmetros calculados.

Mas como existe um pequeno arrasto atmosférico lá em cima e algumas perturbações gravitacionais causadas pelo formato da Terra, de tempos em tempos precisaremos fazer pequenas manobras de correção orbital, para que a órbita do Amazonia-1 continue aquela que saiu de nossos cálculos. 👍👍

Ontem falamos sobre o plano da órbita. Hoje vamos te explicar como descrevemos uma órbita específ**a em meio a todas as ...
19/02/2021

Ontem falamos sobre o plano da órbita. Hoje vamos te explicar como descrevemos uma órbita específ**a em meio a todas as possíveis. Para isso, precisamos definir um conjunto de números que indica como aquela elipse que explicamos no post anterior se posiciona ao redor da Terra.
(se perdeu o post anterior: www.facebook.com/amazonia1inpe/posts/689336321744925)

Antes de definir qualquer coisa, temos que criar uma referência. Se alguém quer ir de uma cidade para outra, não basta dizer que é necessário andar 100 km, temos que dizer para qual direção temos que ir e a partir de onde temos que iniciar a viagem. Aqui é quase a mesma coisa. Por isso, se define um sistema de referência cuja origem f**a sempre no centro da Terra e os eixos apontam sempre para a mesma direção, como se apontassem para a direção de algumas estrelas. Os parâmetros que vamos descrever são medidos de alguma forma em relação a esse sistema.

A INCLINAÇÃO é o ângulo da órbita com relação a uma referência fixa no objeto que orbita, ou o plano do sistema de referência que definimos. No caso de órbitas ao redor da Terra, essa referência é a Linha do Equador, que indica o sentido de rotação de nosso planeta. Assim, uma órbita inclinada em 0 graus é chamada de 'equatorial', e uma inclinada em 90 graus é 'polar'.

A inclinação da órbita do Amazonia-1 é de aproximadamente 98 graus, ou seja, é o que chamamos de 'órbita polar inclinada'. Esse tipo de órbita possui algumas vantagens para missões de sensoriamento remoto. Primeiro, ela permite que a gente consiga imagens de qualquer parte do mundo. Segundo, e mais importante, é que conseguimos sintonizar a inclinação para que essas imagens ocorram quase no mesmo horário sempre. Isso é o que chamamos de órbita sol-síncrona, que só é possível com inclinações próximas a 98°.

Os pontos em que uma órbita ao redor da Terra cruza a Linha do Equador são chamados de NÓ ASCENDENTE (quando ruma em direção ao Norte) e NÓ DESCENDENTE (rumando ao Sul). Um dos parâmetros orbitais é utilizado para descrever qual é a posição do nó ascendente. Esse tem o nome mais pomposo de todos: a ASCENÇÃO RETA DO NÓ ASCENDENTE ou RAAN (em inglês). Chique essa última, né? 😎😎

Apesar do nome complicado, o RAAN descreve algo extremamente simples! É apenas o ângulo entre o eixo X daquele sistema de referência e o nó ascendente. No caso do Amazonia-1, o RAAN é utilizado para definir o que chamamos de "horário de passagem" da órbita. Ele foi selecionado para que o nosso satélite obtenha imagens da Terra sempre com o horário local de 10:30 AM, aproximadamente.

Com apenas a inclinação e o RAAN, a gente já consegue definir um plano em que a nossa órbita está contida! Falta dizer como ela está posicionada nesse plano. Para isso temos um outro parâmetro chamado de ARGUMENTO DO PERIGEU. Ele nada mais é que o ângulo entre o nó ascendente e o perigeu da órbita.

Para o Amazonia-1, o ARGUMENTO DO PERIGEU é 90°. Isso é feito para que a órbita seja “congelada”, evitando que perturbações causadas pela não-esfericidade da Terra causem um desvio grande do plano orbital ao longo do tempo.

Com esses 5 parâmetros que acabamos de te explicar (semi-eixo maior, excentricidade, inclinação, RAAN e argumento do perigeu), a órbita em si é completamente definida. Falta então apenas um jeito de dizer em que posição da órbita o satélite se encontra em cada momento. Esse ângulo é calculado entre perigeu da órbita e a posição do satélite (medida na direção de seu movimento) chegando ao que chamamos de ANOMALIA VERDADEIRA. Como dissemos antes, não se assuste com os nomes complicados, sempre tem um conceito simples por trás deles. 😉

No próximo e último post dessa série, você vai saber o que que o Sol tem a ver com tudo isso! 🤔🤔🤔

No post anterior, começamos a falar sobre órbitas. Hoje você vai começar a entender do assunto e relembrar um pouquinho ...
18/02/2021

No post anterior, começamos a falar sobre órbitas. Hoje você vai começar a entender do assunto e relembrar um pouquinho de geometria, então senta aí e divirta-se! 😁
(se perdeu o post anterior: www.facebook.com/amazonia1inpe/posts/689329525078938)

A primeira coisa a saber é que uma órbita 'desenha' uma elipse ao redor do que se orbita (em nosso caso, a Terra). Essa elipse possui uma característica que é a sua EXCENTRICIDADE, ou seja, o quão esticada ela é. Quanto menor a excentricidade, mais próxima de um círculo a elipse (órbita) será. A excentricidade da órbita do Amazonia-1 é de praticamente zero, ou seja, é uma órbita circular.

O ponto ao redor do qual se orbita (em nosso caso, o centro da Terra) é chamado de FOCO DA ELIPSE. Na linha orbital, o ponto mais próximo desse foco é chamado de PERIGEU, e o mais distante, de APOGEU.

A dimensão total da elipse é dada pelo que chamamos de SEMI-EIXO MAIOR. A gente sabe qual é o semi-eixo maior ao traçar uma linha reta entre o apogeu e o perigeu, dividindo por dois (é como um raio de círculo, só que não é para círculo 😉).

Esses parâmetros definem o que nós chamamos de PLANO DA ÓRBITA, que é literalmente desenhar uma órbita em uma folha de papel (veja nas imagens)!

No próximo post vamos te contar como, a partir deles, descrevemos uma órbita específ**a, como aquela do Amazonia-1. Continua com a gente! 👍👍

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São José Dos Campos, SP
12227-010

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