17/08/2016
[nota conjunta da Frente Feminina da JPSDB-SP e da Ação Popular]
LULA MACHISTA, MISÓGINO E FASCISTA
Grelo duro. É com essa expressão que Lula se refere às mulheres na política.
Tivesse saído da boca de qualquer outro homem, estaríamos diante de mais nauseante ataque de machismo, mais um desses que nós, mulheres, estamos tão acostumadas a sofrer cotidianamente.
Mas como estamos falando de Lula, a militância petista elevou a expressão de péssimo gosto ao nível de um elogio. Não se trata de machismo, disseram os líderes do PT, para constrangimento geral de todas as mulheres brasileiras. Aquele que um dia foi o líder máximo do seu país (e que ainda deseja sê-lo apesar da Constituição) vulgarizou o corpo feminino - e recebeu aplausos. Há quem se orgulhe da popularidade do seu discurso.
Em outra oportunidade, Lula humilhou Clara Ant, funcionária de seu Instituto/Lavanderia, ao afirmar que a presença de 5 policiais na porta de sua casa seria por ela interpretada como “presente de Deus”. Aquele que um dia foi o líder máximo do seu país (e que ainda deseja sê-lo apesar da Constituição) ridicularizou a sexualidade feminina - e foi vigorosamente defendido. Há quem se orgulhe da impunidade das suas palestras.
Hoje, o ex-Presidente, atual lobbista da Odebrecht, proferiu mais uma de suas polêmicas frases. Quem sabe, a última, tendo em vista que a sua prisão é cada dia mais próxima. Ao cumprir sua tarefa de inaugurar a temporada de baixaria eleitoral, Lula afirmou que o Senador Aloysio Nunes Ferreira deseja reformar a Lei Maria da Penha para poder bater em sua esposa.
A afirmação de Lula é nojenta. É vergonhosa. É a expressão da decadência de uma liderança política: fraco em sua popularidade, corrupto nas suas práticas, asqueroso em seu discurso. Trata-se de um desrespeito, não só a Aloysio e a sua esposa Gisele, mas a todas as mulheres brasileiras - petistas, tucanas, apartidárias. Um cuspe de provocação nas mulheres que ousam fazer política.
Houve um tempo em que Lula poderia dizer o que lhe vinha à cabeça, crente de que estaria acima da lei e do povo. Houve um tempo em que o papel da mulher era ser objeto de homem. Houve um tempo em que maridos e namorados batiam com prazer em suas mulheres, protegidos que estavam sob o manto de uma impunidade tão familiar a Lula e a seus companheiros.
Mas o Brasil mudou.
Hoje as mulheres brasileiras contam com a Lei Maria da Penha, uma indispensável ferramenta de defesa dos nossos direitos, prestes a ser ainda mais aprimorada pelo PLC 7/2016 que Aloysio relata no Senado. Hoje não somos mais obrigadas a tolerar no trabalho ou em palanques o assédio moral de piadas, cantadas, xingamentos machistas. Hoje Lula não está mais tão à vontade.
Nós, mulheres brasileiras, hoje finalmente temos liberdade para dizer: Lula é machista, é misógino, é violento! Mais: o PT, o mais autoritário e machista de todos os partidos brasileiros, é um formidável inimigo da luta das mulheres nos últimos 14 anos.
Nós temos voz, nós temos atitude, nós podemos. Somos mulheres de luta e gritamos: não há espaço para Lula no Brasil que as mulheres brasileiras sonham!
Hoje não mais. Machistas não passarão! LULA NÃO PASSARÁ!
Todo o apoio e solidariedade a Gisele Sayeg e a Aloysio Nunes!
Quem tem dor, tem pressa! Pela aprovação imediata do PLC 7/2016!