16/07/2020
A ESCOLA E A PANDEMIA
Como maioria da população mundial, fomos surpreendidos por esta pandemia que nos trouxe perdas irreparáveis: amigos, parentes, desconhecidos que perderam suas vidas ou tiveram sua saúde ameaçada. Esta situação nos trouxe pânico, medo, insegurança, muitas dúvidas, questionamentos nos veio, e ainda vêm, de como nos comportarmos, quais atitudes tomarmos, como ficam as escolas, as famílias, os estudantes e a aprendizagem.
Esses pensamentos ocuparam nossos planos e nossas ações e a prudência prevaleceu, escolas foram paradas, moradores “presos” em suas casas para salvarmos o maior número de vidas possíveis, o olho no olho nos foi tirado, abraços, beijos, apertos de mão ficaram proibidos, então o Mundo, o País, o Estado, minha cidade, minha comunidade, minha escola parou os portões não abririam com aquela alegria quando chegamos ou saímos, o som, a gritaria, a animação, a alegria, em nome da prudência, nos faltou. Além da tristeza deste fato, ainda temos que nos cuidar ao extremo para não contaminarmos nossos parentes, amigos, vizinhos e nós mesmos.
Diante de tal fato, de tal desafio o que será deste isolamento social, o que será dos nossos estudantes? Da aprendizagem que tanto prezamos? Neste contexto nos surge um alento não estamos sozinhos, além da proteção divina estamos conectados por vários equipamentos, aplicativos, plataformas e a INTERNET nos proporcionou e ainda proporciona possibilidades incríveis. O isolamento ficou parcialmente ameaçado foi possível chegar virtualmente as pessoas que mais amamos, aos amigos, colegas, ao trabalho e aos nossos estudantes.
A alegria parcialmente voltou. Celulares, tablets e computadores tomaram conta das nossas vidas. Professores não tiveram como ficar com tantas saudades, ligações, áudios, mensagens, manhã, tarde e noite: Tia é pra fazer? É pra copiar? Quantas linhas? Tia não entendi, explica de novo, tem como fazer um vídeo? Tia estou com muita saudade. Tia eu te amo, muitos emojis. Só paravam quando professores desligavam seus celulares.
Somado a tudo isso o espirito de responsabilidade bateu forte e voltamos ao trabalho árduo, de dar conta da aprendizagem de cada um seja online ou fazendo chegar atividades em suas casas, com muito cuidado, assim foi sendo construída a nova relação entre professores, alunos e pais, ah! os pais, esses tem vivido experiências vitais e fundamentais neste processo na construção desta nova realidade, como dizem o nosso novo “normal”.
Na confiança de que tudo isso vai passar seguimos na expectativa de logo em breve voltarmos a sentir aquele abraço que tanto nos faz falta.
Sebastião Xavier Barroso