08/02/2022
Infelizmente a fome vem aumentando no Brasil e a pandemia agravou esse cenário perverso
“A estimativa é que 23,5% da população brasileira tenha vivenciado insegurança alimentar moderada ou severa entre 2018 e 2020, um crescimento de 5,2% em comparação com o último período analisado, entre 2014 e 2016.” (Brasil de Fato)
Esse cenário assombros é ainda mais grave quando consideramos os jovens e crianças, quando se ouve dizer em insegurança alimentar grave, estamos falando em milhões de famílias que tiveram que reduzir a quantidade de alimentos dos adultos e crianças; quadro que afeta diretamente as camadas mais fragilizadas da sociedade brasileira, confirmando que no Brasil, a desigualdade social é indissociável da racial, afetando a quantidade e qualidade dos alimentos consumidos.
“Segundo a FAO, o consumo de processados aumentou principalmente entre famílias de baixa renda e compostas por desempregados, negros e moradores do Nordeste, o que revela o encarecimento da alimentação saudável.” (Brasil de Fato)
Estudantes universitários que recebem ou recebiam algum tipo de auxilio também sentiram o preço da pandemia e de um governo que não considera educação investimento e sim “gasto”, com a redução no repasse de verbas das universidades, diversos estudantes tiveram que optar por um auxílio apenas ( para aqueles que acumulavam benefícios), outros tiveram cortes no já escasso valor que recebiam, já que a falta de verba afeta, por exemplo, o PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil)
“em 2021 houve a maior redução no orçamento para o programa nos últimos cinco anos: o valor executado diminuiu 15,78%, caindo de R$ 1 bilhão em 2020 para R$ 874 milhões em 2021[...]” (BBC)
Vale dizer que estes problemas de fome, crises econômicas, enriquecimento absurdo de alguns e empobrecimento de vários é inerente ao sistema em que vivemos e não é um cenário exclusivo do Brasil, os países periféricos do capitalismo são os que mais sofrem; Ásia, África e América Latina concentram os índices de crescimento da fome, não atoa foram e são os continentes que sofrem com a exploração de seus recursos, onde o interesse estrangeiro extrai cada gota da riqueza nacional, precisamos pensar em como superar um sistema que só consegue se sustentar a partir da miséria de milhões.
“A Ásia tem mais da metade de todas as pessoas subalimentadas no mundo, 418 milhões. O continente africano mais de um terço, 282 milhões. O Caribe e a América Latina têm uma proporção menor, 60 milhões.” (Brasil de Fato)
A Fundação Viva ciente dessa situação, atua constantemente para amparar famílias que passam por situações de vulnerabilidade, incluído a fome, dispondo de cestas básicas para suprimir a falta de alimentos dessas famílias, conheça mais das ações da Juventude e da Fundação.
Referências: https://www.brasildefato.com.br/2021/07/12/inseguranca-alimentar-atinge-quase-um-quarto-dos-brasileiros-aponta-agencia-da-onu
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/04/13/Qual-o-quadro-de-inseguran%C3%A7a-alimentar-no-Brasil-da-pandemia
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59256787
Brum Chargista ( Imagem )