18/03/2020
Nota do Partido Democrático Trabalhista (PDT)
O QUE ESTÃO ESPERANDO PARA ABRIR A UPA?
Todos nós sabemos que uma atitude quando bem executada pode mudar significativamente a realidade que vivemos. Quando mal elaborada pode causar sérias consequências. A Unidade de Pronto Atendimento (conquista do PDT) e que foi deixada de lado pela administração atual é uma demonstração disto. Pois a UPA, ainda no modelo da gestão Trabalhista tinha por objetivo fazer do prédio um centro de especialidades voltado a diminuir o fluxo de contato e de atendimento do Hospital Ivan Goulart. Bastaram somente três anos para que a ideia fosse distorcida com sentido de garantir o esquecimento da UPA e “fortalecer” o Hospital Ivan Goulart com a participação de agentes do meio público-privado. Daí por diante, não demorou muito para que a imagem do sucesso ganhasse contornos ainda mais invejáveis, e hoje não é muito difícil encontrar alguém que acredite que o complexo Ivan Goulart se coloca como um complexo de potencialidade regional. Disto nunca duvidamos, todavia, estamos vivendo dias que não deixam disfarçar o fato de que essa condição esta muito distante!
Em regra, na São Borja real, os cuidados com os são-borjenses não tem sido dos melhores! Vejamos o que aconteceu no findar do dia de ontem: Como pode um dito Hospital de Primeiro Mundo, tão aventado pela situação, falhar de forma primária com duas pessoas com suspeita de CORONAVÍRUS? E qual é a responsabilidade do Hospital para com a nossa comunidade quando essas mesmas pessoas fugiram em meio a outras mais pessoas que se encontravam na unidade de saúde sem sequer serem abordadas? Sem muitas respostas nos resta alertar que estamos entregues a uma catastrófica Gestão e ao curso de uma pandemia mundial que já acena em torno de 200 mil casos no mundo. Na França, para se ter um modelo, o então Presidente Emmanuel Macron convocou a sua nação para salientar os cuidados que devem ser tomados nessas próximas duas semanas, pois segundo o chefe de estado “Estamos diante de uma guerra”.
Na Itália, os serviços de saúde estão começando a priorizar o público de atendimento, isto é, se encontram no momento de deixar viver e escolher quem vive. No Brasil, as últimas horas, anunciam em torno de 310 pessoas já atestadas com sintomas. A nossa fronteira como já é de conhecimento público esta fechada por decreto do Presidente Argentino Alberto Fernández desde o dia 15 e assim se manterá até 30 de Março. Em São Borja, todavia, o dia de ontem causa a sensação de ter parado com a notícia que chegava da ponte da Integração. E pelo que podemos acompanhar o impacto parece ter empacado também o atendimento do complexo hospitalar.
Casos como o que vivemos ontem, nos dão a razão que os três anos da administração dos Novos Tempos confiam uma moldura de ilusões que ao fundo disfarçam as inconsequências já cometidas pela falta de gestão. Em verdade, os gestos da administração Bonotto e Feltrin estão sendo pensados em outros “ares” da realidade de São Borja! E é assim, quando escolhem em substituir uma função de trabalho (a do cobrador) ao adotar o uso das catracas eletrônicas (cartão). Tem sido assim, quando faltam remédios nos postos de saúde para o povo carente, ou quando um ente querido vem a falecer por falta de atendimento.
E mantêm-se assim, quando ao invés de incentivar uma assistência digna para todos, o Hospital Ivan Goulart prefere oferecer um plano fidelidade aos seus serviços, fazendo o contribuinte desconhecer os seus direitos à saúde pública e de qualidade que ainda seguem regrados pelo Sistema Único de Saúde.
Lamentavelmente, a nossa São Borja que num passado não tão distante encaminhava-se a ser uma referência, hoje não passa de uma mera encenação – e a isso não faltam atores que fazem pouco caso com a São Borja real! De toda forma, não nos causa estranheza em saber que essa não será a última atrapalhada do governo irresponsável de Bonotto e Feltrin. E as últimas notas assinadas pelo Poder Executivo reforçam o nosso argumento, pois não apresentam solução alguma no que tange a resguarda do município e seu povo. Antes ao contrário, a administração dos Novos Tempos procura se manter isolada entre os seus do que encontrar alternativas que possam garantir confiança a uma comunidade por demais indefesa e que necessita de vigilância.
E diante das inconsequências já listadas, resta-nos reforçar uma única pergunta:
O QUE ESTÃO ESPERANDO PARA ABRIR A UPA?
São Borja, 18 de Março de 2020.