06/05/2016
Boa tarde galera!
Viemos dar alguns esclarecimentos sobre o caso de hoje de manhã.
Nosso planejamento foi de permitir a entrada dos alunos e pedir para que os não-alunos da instituição se registrassem com a hora de entrada e de saída, por questões de segurança.
O que aconteceu foi que alguns professores e funcionários queriam entrar sem se registrar, o que não podíamos permitir.
Logo depois vieram mais pais e alunos da creche, fundamental I e escola especial; revoltados porque os anexos estavam fechados e achando que havíamos ocupado os mesmos e querendo que seus filhos entrassem.
Porém, é de conhecimento geral que a ocupação só esta sendo feita no prédio central, nós NÃO interferimos nos anexos e NÃO tivemos nenhum envolvimento com a não aberturas destes, nós NÃO temos as chaves do colégio e os responsáveis por abrir o anexo é a direção.
Então tivemos a seguinte cena: pais revoltados querendo que seus filhos entrassem, alunos querendo entrar e professores e funcionários querendo entrar sem se registrar e forçando a entrada.
Não podíamos deixar os alunos entrarem pois se não aqueles que não haviam se registrado também entrariam, e por isso ficou nesse impasse e, ao que sabemos, um responsável de aluno ligou para a polícia.
Quando a polícia chegou, eles disseram que queriam entrar, mas nós não autorizamos e eles replicaram dizendo que iriam quebrar o cadeado, e nós os avisamos que eles não poderiam fazer isso e que chamaríamos nossa advogada.
Os policiais ficaram do lado de fora junto com suas 3 viaturas enquanto nós demos algumas entrevistas enquanto nossa advogada estava a caminho com a promotoria pública, e então a diretora Sandra Santos entra escoltada por dois policiais. Esta Diretora sempre se posicionou contra policiais dentro da escola por ser uma instituição protetiva, e dessa vez entra com dois policiais ali.
Há uma lei que proíbe o Estado e seus agentes de intervirem nas escolas ocupadas, então a diretora Sandra não poderia entrar com os policiais ali nem como convidados por ela.
Mais tarde o delegado de policia chegou ao ISERJ e conversou com a Sandra Santos e logo em seguida pediu uma reunião com três representantes do grêmio, a nossa advogada, a conselheira tutelar Sheila, um representante da FAETEC e o diretor do Cap Luís Sérgio.
Em resumo, o delegado tinha algumas informações errôneas que esclarecemos, e nos perguntou sobre três coisas: se havia dano no patrimônio publico, se havia proibição do direito de Ir e Vir e se houve agressão.
Respondemos que não houve nenhum dos dois casos mas houve alegação de agressão por conta daquela confusão, mas a professora que havia sido agredida não quis fazer B.O, e com isso a reunião foi encerrada.
Depois disso a tensão baixou e muita coisa se normalizou, porém com a confusão muitos professores decidiram não entrar no colégio e alguns pais decidiram voltar pra casa com seus filhos, também houve alguns professores que entraram e decidiram não dar aula.