17/05/2020
Há 30 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desqualificou a homossexualidade como distúrbio mental, sendo esse um passo importante do movimento LGBTQI+ mudialmente. Resistir sempre foi a nossa única opção e seguimos assim.
Vivemos em um país que vem dado passos em políticas para o combate a descriminação, mas o ódio à simples existência de pessoas que amam e se identificam como qualquer outra permanece. Desde políticos responsáveis pela garantia e avanço dos direitos LGBTQI+, como a ministra Damares Alves, até civis são responsáveis por essa permanência. Temos um presidente que tem falas homofóbicas e que violentam a nossa existência.
Nesse momento atual, de pandemia, onde estamos em quarentena dentro de casa, entendemos que tal ódio pode se manifestar violentamente dentro do ambiente domiciliar e, além disso, há aumentos de casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos causados pelo isolamento em casa. A saúde mental já está frágil pela situação que vivemos com a questão do vírus ser de um risco muito alto, porém a nossa mente está frágil, pois estamos afastados de todas as nossas rotinas, as vezes com aumento de carga do trabalho, sem poder ter contato físico com as pessoas que gostamos, e tudo isso aumenta o risco de prejuízo ao nosso psicológico. É necessário se fortalecer, não esquecer que há grupos em volta e que podemos nos ajudar, seja passando números de psicólogos, até uma conversa pra poder ter um desabafo.
Por mais que sejamos um curso de humanas que geralmente é conhecido pela desconstrução, o nono andar ainda está repleto de preconceitos latentes contra a comunidade LGBTQI+. Mas, nós não iremos nos esconder ou nos silenciar, juntes podemos mais. Você não está sozinhe. Façamos o espaço da Universidade um local seguro, e garantiremos nossos direitos nele! Para mais contato nos envie um direct.