Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)

Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) O PACS é uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção do Desenvolvimento Solidário. http://www.pacs.org.br

Para o PACS, a matéria-prima do desenvolvimento são os potenciais material, mental e espiritual existentes nas pessoas, povos e nações. O desenvolvimento consiste em nutrir e fazer desabrochar, gradualmente, os potenciais por meio de ambientes propícios e do fomento de relações e práticas coerentes com seus objetivos. Trata-se, primordialmente, do desenvolvimento humano e social. O desenvolvimento

econômico e tecnológico são meios para tornar possível o desenvolvimento em sua totalidade. O autêntico desenvolvimento só pode ocorrer em um movimento que vai da pessoa para a coletividade, das comunidades locais para as nacionais e continentais, das nações para o mundo. Nesta perspectiva, o PACS associa três esferas, não apenas no plano conceitual, mas também nos planos das políticas e das práticas. As dimensões micro-meso-macro por si só já estão interligadas, ainda que o atual sistema insista em separá-las. O PACS tem enfatizado o “religamento” dessas dimensões na consciência coletiva. Trabalha com a identif**ação dos riscos e ameaças, por um lado, e das oportunidades e possibilidades, por outro. O desafio para as sociedades e para os oprimidos está em resistir e opor-se à injustiça e à opressão, como também encontrar formas concretas e inovadoras de superar essas ameaças. O PACS busca, então, um processo chamado de globalização solidária, construído a partir de cada pessoa, comunidade, municipalidade, grupo étnico, país e região, sempre respeitando as subjetividades e singularidades. Uma globalização que se construa através de redes vivas de relações de partilha, complementaridade e sustentabilidade.

3 temas para f**ar de olho na Conferência de Santa Marta 🔎 Mais de 50 países estão reunidos na Colômbia, com o objetivo ...
24/04/2026

3 temas para f**ar de olho na Conferência de Santa Marta 🔎

Mais de 50 países estão reunidos na Colômbia, com o objetivo de criar um mapa para o abandono dos combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural.

Entre a busca por estabilidade econômica e a necessidade de transformação estrutural, estará em disputa o ritmo, a direção e os critérios que orientarão a transição energética nos próximos anos.

Nesse contexto, reafirmamos que a transição que queremos não é a do capital. Queremos uma transição energética ecológica e justa, que esteja a serviço do bem comum e não do lucro ✊🏾

A transição energética que teremos está em disputa 🌡️  Depois de mais uma COP sem avanços concretos para reduzir o uso d...
22/04/2026

A transição energética que teremos está em disputa 🌡️ Depois de mais uma COP sem avanços concretos para reduzir o uso de combustíveis fósseis, mais de 50 países se reúnem na Conferência de Santa Marta para tentar preencher essa lacuna.

Não restam dúvidas de que é necessário mudar a nossa matriz energética, mas a transição que queremos não é a do capital. Queremos uma transição energética ecológica e justa, que esteja a serviço do bem comum e não do lucro ✊🏾

O GT Mulheres da ANA () se reuniu em Brasília, entre os dias 20 e 22 de março, depois de quase dois anos sem encontros p...
20/04/2026

O GT Mulheres da ANA () se reuniu em Brasília, entre os dias 20 e 22 de março, depois de quase dois anos sem encontros presenciais, para uma Plenária Nacional que celebrou os 20 anos do GT 💜🌱

A plenária é estratégica para a preparação das mulheres para o próximo Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) e foi um momento importante e muito especial para revisitar memórias, celebrar histórias, reforçar laços e tecer futuros.

🌻 O encontro reafirma a palavra de ordem que ecoa dos quintais e das ruas: sem feminismo, não há agroecologia ✊🏾

Mais de 50 mulheres, de todas as regiões do país, participaram. Dentre elas, a coordenadora institucional e integrante da coletiva de gestão do PACS, Aline Lima.

Para saber mais, acesse pacs.org.br 📲

Vem aí o 16º Tira Caqui 🍅 Todo ano, quando chega a época do caqui, acontece na Zona Oeste do Rio de Janeiro o Tira Caqui...
17/04/2026

Vem aí o 16º Tira Caqui 🍅

Todo ano, quando chega a época do caqui, acontece na Zona Oeste do Rio de Janeiro o Tira Caqui, evento que já entrou para o calendário oficial da cidade e foi reconhecido como patrimônio de interesse cultural, social e ambiental.

Neste ano, as atividades acontecem em Campo Grande e em Vargem Grande, nos dias 18 e 19 de abril. Passe para o lado e confira a programação 👉🏾

O Tira Caqui é uma oportunidade única para a troca de saberes, a promoção da conscientização sobre a agricultura urbana e a divulgação da produção local de alimentos.

🌿 Para saber mais, acesse as páginas da Feira Agroecológica de Campo Grande () e da Feira da Roça (). Aproveite para conhecer melhor as feiras e venha somar no fortalecimento da agricultura urbana e da agroecologia no Rio de Janeiro ✊🏾

PACS visita organizações do Coletivo Autogestão em Pernambuco 🌱☀️🌊 👉🏾 O Instituto PACS tem uma conexão umbilical com o C...
15/04/2026

PACS visita organizações do Coletivo Autogestão em Pernambuco 🌱☀️🌊

👉🏾 O Instituto PACS tem uma conexão umbilical com o Coletivo Autogestão, que surge a partir da experiência do Curso Autogestão, realizado pela primeira vez em 2015, pelo PACS. Hoje, o coletivo reúne mais de 35 organizações.

Em março, a coordenadora institucional e integrante da coletiva de gestão do PACS, Aline Lima, visitou duas organizações de Pernambuco que constroem o Coletivo Autogestão: o Sítio Ágatha () e a ONG TPM – Todas Para o Mar ().

🌱 O Sítio Ágatha f**a em um assentamento da reforma agrária em Tracunhaém (PE). É um centro agroecológico, feminista e de resistência negra, que atua na defesa da igualdade e da participação política e na obstrução da reconcentração fundiária.

🌊 A TPM é uma organização feminista e antirracista que está baseada na baía de Maracaípe, em Ipojuca (PE). Idealizada pela ex-surfista profissional Nuala Costa, a ONG tem como missão transformar a realidade social local e empoderar mulheres negras e seus filhos por meio da democratização do surf e de práticas socioeducativas e culturais que valorizam a diversidade e a inclusão.

👉🏾 Nessas visitas, o PACS reafirma seu compromisso histórico com o fortalecimento de iniciativas populares que constroem alternativas concretas ao modelo dominante de desenvolvimento.

Experiências como as do Sítio Ágatha e da ONG TPM mostram a potência da autogestão e do protagonismo das mulheres negras na defesa não só dos seus territórios, mas também da vida ✊🏾

Saiba mais no site do PACS, em pacs.org.br 📲

O PACS acredita na diversidade de saberes e na construção coletiva do conhecimento como bases para que possamos sonhar e...
05/04/2026

O PACS acredita na diversidade de saberes e na construção coletiva do conhecimento como bases para que possamos sonhar e construir outros mundos possíveis 🪐 É através da experimentação e da partilha que construímos nossos saberes e práticas 🌱

Na cartilha "Metodologias", publicada pelo PACS, estão sistematizadas experiências e inspirações que são frutos de encontros de muitos corpos e ideias. O texto apresenta saberes que atravessaram gerações e contribuem para a auto-organização de povos e comunidades e para o fortalecimento das lutas populares em defesa da vida em diferentes escalas, lugares e territórios.

Saiba mais em pacs.org.br 🖇️

Baixe a cartilha gratuitamente na Biblioteca Berta Cáceres, em biblioteca.pacs.org.br 📚

Neste Dia Internacional da Visibilidade Trans, saudamos a memória de Xica Manicongo, primeira tr****ti não indígena do B...
31/03/2026

Neste Dia Internacional da Visibilidade Trans, saudamos a memória de Xica Manicongo, primeira tr****ti não indígena do Brasil ✊🏾

Sequestrada no Congo e submetida à escravização na Bahia, ela teve seu trabalho explorado por um sapateiro em Salvador, no século XVI. Xica recusava o nome e os trajes masculinos que lhes foram impostos. Andava vestida como queria, como fazia em África.

Em 1591, ela foi denunciada à Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício a condenou à pena de ser queimada viva em praça pública e ter seus descendentes desonrados até a terceira geração. Sob intensa pressão social e para escapar da execução, Xica foi forçada a abandonar suas roupas e a se submeter aos padrões estéticos impostos aos homens da época.

👉🏾 Por séculos, Xica foi registrada nos documentos oficiais e livros de história com seu nome de batismo. Até que sua história foi resgatada e ela foi reconhecida como a primeira tr****ti alvo dos processos da Inquisição no Brasil.

Esse reconhecimento é fruto da luta de movimentos populares, artistas e historiadores que recuperam e visibilizam as histórias de pessoas LGBTQIAPN+. O nome social Xica Manicongo foi atribuído postumamente por Majorie Marchi, militante negra e tr****ti que presidiu a Associação de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro.

Em 2025, a escola Paraíso do Tuiuti levou sua história para a Sapucaí com o samba-enredo “Quem tem medo de Xica Manicongo?”, entoando os versos:

“Só não venha me julgar
Pela boca que eu beijo
Pela cor da minha blusa
E a fé que eu professar”

Um grito de liberdade, que faz eco e mantém vivo o legado de Xica.

Hoje, o PACS encerra uma série especial de publicações, que homenageia mulheres como Xica, que plantaram sementes de resistência em vida e seguem inspirando nossas lutas hoje 🌻 Nesta série, também homenageamos Berta Cáceres, Marielle Franco e Anacleta Pires.

  leia mulheres 💜📚✊🏾Durante todo o mês de março, o PACS fez uma série de publicações com dicas de leituras feministas, q...
30/03/2026

leia mulheres 💜📚✊🏾

Durante todo o mês de março, o PACS fez uma série de publicações com dicas de leituras feministas, que você pode acessar gratuitamente na Biblioteca Berta Cáceres 📚 Hoje, encerramos essa série com uma dica muito especial: o “Mini Manual de Segurança Digital para Defensoras” 🤳🏾 Passe para o lado e saiba mais ➡️

O manual levanta discussões importantes sobre segurança digital e traz orientações e dicas para adotar práticas mais seguras na internet, nos aplicativos e em dispositivos como celulares e computadores.

Feito por mulheres e para mulheres, o manual contribui para diminuir as vulnerabilidades da vida social e da militância nos espaços digitais.

A publicação é fruto da formação “Segurança Digital para Defensoras”, realizada pelo PACS em parceria com a MariaLab ().

Faça o download gratuito na Biblioteca Berta Cáceres, em biblioteca.pacs.org.br 📥

Confira o relatório de atividades de 2025 do PACS 📒 Disponível em biblioteca.pacs.org.br 📥O relatório traz um panorama d...
26/03/2026

Confira o relatório de atividades de 2025 do PACS 📒 Disponível em biblioteca.pacs.org.br 📥

O relatório traz um panorama do trabalho da organização neste ano de muitos desafios e também de conquistas. Foram mais de 250 atividades, ao lado de mais de 50 coletividades parceiras. Alguns destaques são:

➜ 1º Pré-ERAM de Mulheres
➜ 2º Encontro Nacional de Agricultura Urbana (ENAU)
➜ 17º do Festival Associação Brasileira de Captadores de Recursos
➜ 13º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
➜ 2º Encontro da Rede Nacional de Mulheres Guardiãs dos Territórios Ameaçados e Atingidos por Megaprojetos
➜ Lançamento da cartilha “Territórios de Fé: Caminhos para diálogos de combate aos Racismos Religiosos”
➜ 1ª Gira de Diálogos da Caravana Contra os Racismos Religiosos
➜ Encontro Iyá Akobióde – Mulheres que transformam
➜ Segunda jornada de incidência da Fair Steel Coalition (Coalizão pelo Aço Justo) na Europa
➜ Encuentro Cambiando Narrativas para Financiar Futuros Feministas
➜ IX Fórum Regional das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos na América Latina e Caribe
➜ 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), Cúpula dos Povos e demais eventos paralelos
➜ Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e bem-viver
➜ Lançamento da publicação “Onde moram nossas lutas: 10 anos de metodologias autogestionárias nos territórios”

O texto também aponta perspectivas para a atuação da organização em 2026 e destaca: “O PACS seguirá atuando de forma estratégica, em defesa da democracia e da justiça de gênero, racial, econômica, climática e socioambiental, articulando pesquisa crítica, educação popular, comunicação e incidência, para fortalecer relações emancipadoras, práticas autogestionárias e projetos políticos que possam transformar a realidade em que vivemos”.

Saiba mais em pacs.org.br 🤳🏾

  leia mulheres 💜📚✊🏾Você sabe onde e quem produz a comida que está no seu prato? 🌱 Essa pergunta orienta as reflexões da...
23/03/2026

leia mulheres 💜📚✊🏾

Você sabe onde e quem produz a comida que está no seu prato? 🌱 Essa pergunta orienta as reflexões da leitura que indicamos hoje, em nossa série especial de posts com dicas de publicações escritas por mulheres e disponíveis gratuitamente na Biblioteca Berta Cáceres. Passe para o lado e confira mais detalhes do livro “Mulheres e Soberania Alimentar: sementes de mundos possíveis” ➡️

O livro reflete sobre a forma como os alimentos são produzidos e consumidos em nossa sociedade, abordando temas como o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e a Soberania Alimentar, conceito que nasce da luta popular dos movimentos sociais e se torna central para as políticas públicas de alimentação.

Nos textos, a agroecologia aparece como uma resposta sofisticada e ancestral, que se contrapõe a um modelo de desenvolvimento que aprisiona, adoece e reproduz uma lógica patriarcal que invisibiliza o trabalho das mulheres.

Um dos debates fundamentais apresentados no livro é sobre a visibilidade do trabalho das mulheres na garantia de soberania e segurança alimentar.

São mulheres que estão no campo, na cidade, nas florestas, nos espaços institucionais, na cozinha... são essas as vozes que você vai encontrar neste livro.

Faça o download gratuito na Biblioteca Berta Cáceres, em biblioteca.pacs.org.br 📥

📚 Ler mulheres é acessar universos íntimos e, ao mesmo tempo, coletivos. Escrevivências que anunciam o fim do mundo, ao mesmo tempo em que inspiram e constroem outros futuros possíveis.

Siga o e acompanhe as próximas dicas para ler mais mulheres 💜

Anacleta presente ✊🏾🌱 Neste Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, saudamos a memória e o legado de Anacle...
21/03/2026

Anacleta presente ✊🏾🌱

Neste Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, saudamos a memória e o legado de Anacleta Pires, liderança quilombola que é referência de luta para nós, do PACS.

Anacleta era uma mulher negra, pedagoga, educadora popular, lavradora e defensora incansável dos direitos humanos e da natureza. Foi desde o chão do Quilombo Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru-Mirim (MA), que ela iniciou sua trajetória de luta em defesa do território ancestral e coletivo e pelo bem-viver.

👉🏾 “Ser mulher negra na luta é coragem em primeiro lugar, doação de vida pela vida, porque quem doa vida mantém vida”, dizia Anacleta.

Para ela, era impossível separar corpo, território e luta. “Quando alguém fala de vender a terra, eu vejo o meu corpo ser negociado. Eu sou a terra. Terra é para cuidar. A terra é a nossa vida e é preciso ter respeito por ela”, dizia.

Anacleta ancestralizou aos 58 anos, em setembro de 2024, mas seu legado segue vivo e inspirando nossas lutas 🌻

👉🏾 O Quilombo Santa Rosa dos Pretos tem mais de 300 anos de história e reúne centenas de famílias. A comunidade enfrenta há décadas o avanço de megaprojetos e do agronegócio, que ameaçam seu território e seu modo de viver.

Anacleta atuou na linha de frente pela garantia de direitos da comunidade, como a regularização fundiária do território, o acesso à água e a preservação da memória e da história de seu povo.

Em fevereiro, o quilombo acolheu o II Pré-ERAM de Mulheres, encontro em que Anacleta se fez presente em falas, memórias e práticas. Na ocasião, houve a aprovação de uma carta-manifesto, que denuncia que ainda falta acesso a direitos básicos no território. O texto também reivindica soluções e políticas públicas. Para saber mais, acesse a cobertura do encontro em pacs.org.br 📲

👉🏾 Essa publicação integra uma série especial do PACS, em homenagem a mulheres como Anacleta, que plantaram sementes de resistência em vida e seguem inspirando as nossas lutas na atualidade 🌻

Em fevereiro, o Instituto PACS promoveu, em parceria com organizações de Angola, Moçambique e Alemanha, um intercâmbio d...
19/03/2026

Em fevereiro, o Instituto PACS promoveu, em parceria com organizações de Angola, Moçambique e Alemanha, um intercâmbio de saberes e práticas que consolidou a Articulação Lusófona Feminista, uma rede que vem sendo tecida desde 2019, a partir do Sul Global, por meio de encontros realizados em diversos países🌻✊🏾

Do Brasil, estavam presentes representantes do PACS (), da Campanha Nem Presa, Nem Morta (), do Centro de Integração na Serra da Misericórdia () e do Sítio Ágatha ().

Também construíram esse momento as organizações Mwana Pwo (), Ondjango Feminista () e Unidas Somos Mais Fortes (), de Angola, o Grupo de Mulheres de Partilha de Ideias de Sofala (GMPIS), de Moçambique, e Brot für die Welt - Pão para o Mundo (PPM - ), da Alemanha.

Foi um momento muito importante para a troca de saberes e fortalecimento da articulação das mulheres.

Confira a cobertura completa em pacs.org.br (link na bio e nos stories) 📲

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