08/08/2022
Takahiro Shiraishi - Apelidado de "assassino do Twitter", foi preso em 2017 depois que partes de corpos foram encontradas em sua casa durante o Halloween daquele mesmo ano.
O rapaz de 30 anos admitiu ter assassinado e esquartejado suas vítimas - quase todas mulheres jovens que ele conheceu pela rede social.
Shiraishi usou o Twitter para atrair mulheres com tendências suicidas para a sua casa. Ele dizia que poderia ajudá-las a morrer e, em alguns casos, disse que se mataria ao lado delas.
Ele estrangulou e esquartejou oito mulheres e um homem, todos entre 15 e 26 anos. Os crimes aconteceram entre agosto e outubro de 2017, quando a polícia encontrou partes de corpos humanos no apartamento de Shiraishi na cidade japonesa de Zama, perto de Tóquio.
A mídia japonesa chamou o lugar de "casa dos horrores" depois que os investigadores descobriram nove cabeças junto a um grande número de ossadas com braços e pernas escondidos em refrigeradores e caixas de ferramentas.
O homem de 27 anos teria dito que retirou a carne dos corpos e cobriu as partes restantes com areia de gato para escondê-las, ainda mantinha os sistemas de ar condicionado e exaustores da casa ligados 24hrs por dia para disfarçar o odor de morte, dispistando os olhares da vizinhança.
Promotores pediram a pena de morte para Shiraishi, que admitiu ter matado e esquartejado suas vítimas.
Mas os advogados de Shiraishi argumentaram que ele seria culpado por uma acusação menor de "assassinato com consentimento", alegando que as vítimas haveriam dado permissão para serem mortas.
As nove vítimas de Shiraishi incluem três estudantes do ensino médio - a mais jovem com 15 anos - uma estudante do s**o feminino, quatro mulheres e um homem na casa dos 20 anos.
O único homem do grupo foi morto depois de confrontar Shiraishi sobre o paradeiro de sua namorada, informou a mídia japonesa.
Shiraishi mais tarde contestou a versão de sua própria equipe de defesa e disse que matou sem o consentimento das vítimas.
O juiz que deu o veredicto disse que "nenhuma das vítimas concordou em ser morta".
"O réu foi considerado totalmente responsável".
Os assassinatos chocaram o Japão, desencadeando um novo debate sobre sites onde o suicídio é discutido.
Na época, o governo indicou que pode criar novas leis sobre o tema.
Os assassinatos também geraram uma mudança no Twitter, que alterou suas regras para que os usuários não "promovam ou encorajem o suicídio ou a automutilação".